Confiram…
NOTÍCIAS IMPORTANTES
Confiram…
NOTÍCIAS IMPORTANTES
Publicado em Castelo Interior, Moradas | Tagged "Vida"-Santa Teresa de Jesus, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila) | Deixar um comentário »
Fonte: Secretariada Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC)-Portugal
Espiritualidade

Se assim é, Senhor, que tudo isto quereis passar por mim, que é isto o que eu passo por Vós? De que me queixo? Que já tenho vergonha de assim Vos ter visto e quero passar, Senhor, todos os trabalhos que me vierem e tê-los em grande bem para Vos imitar nalguma coisa. Andemos juntos, Senhor; por onde fordes tenho de ir; por onde passardes, tenho de passar.
Sim, não está o amor de Deus em ter lágrimas em nestes gostos e ternura – que pela maior parte os desejamos e consolamos com eles – mas sim e servi-lO com justiça e fortaleza de ânimo e humildade.
O que pretendo dar a entender é… que a obediência é o mais rápido ou o melhor meio que há para chegar a este tão ditoso estado (de não buscar a nossa vontade senão a de Deus). É que não podemos, de maneira nenhuma, assenhorear a nossa vontade para aplicá-la pura e simplesmente em Deus enquanto não a sujeitarmos à razão. A obediência é o verdadeiro caminho para a sujeitar. Não é com boas razões que isto se alcança, porquanto a natureza e o amor-próprio têm tantas que nunca chegaríamos ao fim; e, muitas vezes, o mais razoável, se bem que não é do nosso agrado, nos parece disparate pela pouca vontade que temos de fazê-lo.
Como dizia Santa Clara, grandes muros são os da pobreza. Destes, dizia ela, e da humildade, quereria cercar os seus conventos; e, certo é que se isto se guarda de verdade… tudo o demais estará muito melhor fortalecido do que em sumptuosos edifícios.
Mereçamos nós todos amar-Vos, Senhor, já que se há-de viver, viva-se para Vós. Acabem-se já os nossos desejos e interesses: que maior coisa se pode ganha de que contentar-Vos?

Ponde sempre o pensamento no que perdura e das coisas de cá de baixo nenhum caso façais… que não é aqui o vosso reino e que bem depressa tudo terá fim.
Ó morte, morte! não sei quem te possa temer pois em ti está a Vida.
Quando eu vejo algumas muito diligentes em entender a oração que têm e muito encapotadas quando estão nela (que parece não ousam bulir nem menear o pensamento, para que não se lhes vá um pouquito do gosto e devoção que tiveram), faz-me ver quão pouco entendem do caminho por onde se alcança a união, e pensam que ali está todo o negócio.
Me parece que Deus ajuda aqueles que por Ele se atrevem a mito e nunca falta a quem nEle só confia.
Tenho para mim que a medida de se poder levar cruz grande ou pequena, é a do amor. Assim esforçai-vos a padecer o que Sua Majestade quiser.

E pois que Sua Majestade Se deleita contigo, que todas as coisas da terra não sejam bastantes para te apartar de te deleitares e alegrares na grandeza do teu Deus e em como merece ser amado.
Nestas fundações [de casas religiosas] não conto os sofrimentos das jornadas, o frio, o sol, a neve que em certas ocasiões não cessava o dia inteiro. Ora nós perdíamos nos caminhos, ora sobrevinham muitos achaques e febres, porque – Deus seja louvado! – habitualmente tenho pouca saúde. Sua Majestade dava forças e com o fervor que me incutia… dir-se-ia que me esquecia de mim mesma.
Torno a dizer que está tudo ou grande parte em perder o cuidado de nós mesmas e das nossas comodidades, pois, quem de verdade começa a servir ao Senhor, o menos que Lhe pode oferecer é a vida.
Se quando andava no mundo só tocar Suas vestes sarava os enfermos, como duvidar, se temos fé, que faça milagres estando dentro de mim, e que nos dará o que Lhe pedirmos, pois está em nossa casa? E não costuma Sua Majestade pagar mal a pousada, quando Lhe dão boa hospedagem.
O que eu tenho entendido é que todo este edifício da oração vai fundado em humildade e, quanto mais se baixa uma alma na oração, mais a levanta Deus.

São tantas as coisas que vejo e o que entendo das grandezas de Deus e como Ele as tem guiado que quase nenhuma vez começo a pensar nisto na oração que não me perca o entendimento, e fique fora de mim como quem vê coisas que vão muito além do que pode entender.
Só a humildade… compreende num momento o que em muito tempo, trabalhando a imaginação, não pudera alcançar acerca do muito nada que somos e do mui muito que é Deus.
Sou Vossa, pois me criastes.
Vossa, pois me redimistes,
Vossa, porque me sofrestes,
Vossa, porque me esperastes,
Vossa, pois não me perdi.
Suplicava ao Senhor que me ajudasse, mas, devia faltar – ao que agora me parece – o não pôr de todo a confiança em Sua Majestade nem perder de todo o que punha em mim. Buscava remédio, fazia diligências; mas não devia compreender que tudo aproveita pouco se, perdida totalmente a confiança em nós mesmos, não a pomos em Deus.
Aproveita-me também a mim ver o campo, água ou flores. Nestas coisas encontrava eu memória do Criador, digo que me despertavam e recolhiam e serviam de livro.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
In Assim pensava Santa Teresa de Jesus, ed. Carmelo
Imagens: Monet (4), Renoir (3), Van Gogh (2); Jan Van Huysum (1)
14.10.09
Postado na íntegra por SNPC.
Publicado em Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O Sagrado e a Arte, O amor transmuda a dor..., Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Ponde sempre o pensamento no que perdura e das coisas de cá de baixo nenhum caso façais... que não é aqui o vosso reino e que bem depressa tudo terá fim". Santa Teresa de Jesus - "Moradas" (SNPC, "Vida"-Santa Teresa de Jesus, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Sacralidade no mundo, Amar é cuidar..., Babel, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Corpos-zumbis são os robôs do futuro?, Crises, Cristianismo e esperança, Fé, Fé Cristã, Humanidade perdida, Infância degradada, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., Moradas, Moradas de Santa Teresa de Jesus - Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura(SNPC)-Portugal, O Amor não cabe em um chip..., O amor rega o Jardim..., O amor transmuda a dor..., O Sagrado e a Arte, Oração: intimidade com Deus, Santa Teresa de Jesus cita São Clara de Assis - Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) -Portugal, Superação, Transcendência e Crise, Zumbis High-Tech | Deixar um comentário »
Paróquia Santa Teresa D’Ávila – Salvador – Bahia
****
Leiam abaixo o que encontrei a respeito. As referência incluem o Papa João Paulo II e Bento XVI.
……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
Fonte: Associação Cultural Monfort
DOUTRINA
PERGUNTA
Nome: Marcos
Enviada em: 12/03/2004
Local: São Paulo – SP,
Religião: Católica
Olá, teremos em breve um “Curso para Ministros Extraordinários da Eucaristia”, mas infelizmente o padre é progressista e totalmente heterodoxo em relação as doutrinas da Igreja. Por isso gostaria de esclarecer alguns temas e pedir a sua ajuda para me indicar que argumentos podemos usar caso ele diga coisas contrárias ao que a Igreja ensina.
Alguns pontos controversos:
1- Idade mínima para se tornar Ministro (e demais requisitos, se precisa ser crismado, etc).
2- Sobre as vestes do Ministro (no momento usamos túnicas e estão querendo substituir por aquele jaleco ou avental).
3- Sobre o papel do ministro durante a Missa -temos o costume de purificar os dedos antes e depois de distribuirmos a Eucaristia no purificador que fica na mesa do altar e enxugamos as mãos no manustérgio (agora estão falando que os ministros não podem purificar seus dedos junto ao altar mas que temos que trazer o purificador para a Credência para purificarmos os dedos, o que não é nem um pouco prático).
4- Ao buscarmos as âmbulas no Sacrário, ao abrirmos as portas fazemos uma genuflexão e ficamos alguns segundos em silêncio e oração (agora nos disseram que não devemos nos ajoelhar pois isso se torna um “ritualzinho particular”.)
5- Qual é o certo: trazer todas as âmbulas que estão no Sacrário para o altar no momento do Cordeiro, evitando assim dividir a Adoração ao Senhor Sacramentado ou apenas as que vão ser usadas deixando as outras lá? Durante a comunhão as portas do sacrário devem ser fechadas ou pemanecer abertas?
6- O padre nunca purifica os vasos, dando essa atribuição aos Ministros. Isso é correto?
Se é correto onde devemos purificá-los? Nós purificávamos junto ao altar, agora dizem que temos que purificar na credência.
E nesse caso como proceder? Levar o Sangue consagrado de Jesus de qualquer jeito para a Credência, ou consumi-lo antes junto ao altar? E as partículas e fragmentos? Onde são consumidas no altar ou na credência?
Peço sua ajuda e na medida do possível que nos cite a fonte de onde tal regra é tirada, pois estão dizendo que exite uma nova Instrução sobre o missal romano que modifica para essa forma que eles estão impondo, isso procede?
Como posso ter acesso a essa nova Instrução?
Desde já agradeço a atenção e peço ao Senhor Jesus que os abençoe!
Marcos
RESPOSTA
Muito prezado Marcos, salve Maria !
Após o Concílio Vaticano II e a infeliz e errada reforma da Liturgia de Paulo VI surgiram muitos abusos, que o Papa atual, agora, graças a Deus, procura coibir.
Um desses abusos foi a invenção desastrosa dos “Ministros da Eucaristia”.
Para que você compreenda bem essa questão, recomendo que você leia atentamente a encíclica Ecclesia de Eucharistia do Papa João Paulo II, e os decretos que o Papa acaba de publicar no documento Redemptionis Sacramentum, documentos nos quais ele trata desse problema, sobre o qual você me questiona.
O Papa João Paulo II proíbe que se use a expressão “Ministro da Eucaristia” por ser ambígua, pois que Ministro da Eucaristia é só o Padre ordenado, jamais um leigo. Diz o Papa que a Expressão Ministro da Eucaristia pode levar a erro, julgando-se que o leigo pode exercer funções próprias do sacerdote.
O artigo 154 do Redemptionis Sacramentum diz textualmente:
“Como já foi recordado, ministro com capacidade de celebrar in persona Christi o sacramento da Eucaristia é somente o sacerdote validamente ordenado. Por isso, o nome “ministro da Eucaristia” cabe propriamente somente ao sacerdote. Também por causa da sagrada Ordenação, os ministros ordinários da santa comunhão são os Bispos, os Sacerdotes e os Diáconos, aos quais, portanto, cabe distribuir a santa Comunhão aos fiéis leigos na celebração da santa Missa. Manifeste-se, assim, corretamente e com plenitude o seu múnus ministerial na Igreja, e se cumpra o sinal sacramental”.
O artigo 155 afirma que o Bispo Diocesano, por razão de “autêntica necessidade” pode delegar a um leigo como “ministro extraordinário da comunhão” — não da Eucaristia — e que “Somente em casos particulares e imprevistos, pode ser dada permissão por um sacerdote, a um leigo, para dar a Comunhão, só para uma ocasião concreta” ( não para sempre).
Que essa permissão não deve ser para sempre, ou habitualmente, é afirmado no artigo 156 que diz:
“Este ofício — [de distribuir a comunhão extraordinariamente] — seja entendido em sentido estrito conforme sua denominação de ministro extraordinário da santa Comunhão, e não “ministro especial da santa Comunhão” ou “ministro extraordinário da Eucaristia” ou “ministro especial da Eucaristia” definições que ampliam indevidamente e impropriamente o alcance dessa denominação”. [O negrito é meu].
Como você vê, então, caro Marcos, a distribuição da Comunhão não pode ser delegada para sempre, definitivamente, pelo sacerdote. Esse é um dos abusos que o Papa determinou extirpar.
O artigo 157 do decreto papal afirma que havendo Padre, é ele quem deve distribuir a sagrada Comunhão e não delegar essa função a um leigo.
Veja o que determinou o Papa a quem você — e todos os católicos, inclusive o padre –devem obedecer:
“157. Se costumeiramente está presente um número suficiente de ministros sacros também para a distribuição da santa Comunhão, não se podem deputar para essa função os ministros extraordinários da santa Comunhão. Em tais circunstâncias, aqueles que fossem deputados a tal ministério, não o exercitem.
É reprovável o costume daqueles sacerdotes que, se bem que estejam presentes à celebração, se abstém normalmente de distribuir a Comunhão, encarregando os leigos para tal dever” (O sublinhado e o negrito são meus).
Como você vê, prezado Marcos, nunca distribua a comunhão, havendo um padre presente.
E o artigo 158 prossegue explicando:
“158. O ministro extraordinário da Santa Comunhão, de fato, poderá administrar a Comunhão somente quando faltem o Sacerdote e o Diácono, quando o Sacerdote estiver impedido por doença, velhice ou outro motivo sério, ou quando o número de fiéis que acedem à Comunhão é tão grande que a própria celebração da Missa se prolongaria por demais. Todavia, isto se compreenda no sentido de que um breve prolongamento da Missa, conforme a cultura e os hábitos locais, será considerado motivo totalmente insuficiente [para delegar a distribuição a leigos]” (Negrito e sublinhado meus].
Desse modo, a desculpa de que há muita gente para comungar não é, de si, suficiente para delegar que a Comunhão seja distribuída por leigos. Isso vale só se há multidão excessiva, e não apenas muita gente.
Você me informa que o vigário de sua paróquia é “progressista e totalmente heterodoxo”.
E o que você me conta que é feito em sua paróquia coincide exatamente com os abusos que o Papa quer extirpar. É então completamente proibido pelos novos decretos fazer o que vocês costumam fazer, em sua paróquia, e de modo habitual.
Sendo assim, ele muito provavelmente não vai obedecer aos decretos do Papa. Ou então, pelo menos, vai tentar “dar um jeitinho”. Vai tentar “driblar” os decretos. O que é desobediência pior, pois envolve malícia.
Que fazer, então?
Não vejo outra saída senão obedecer ao Papa e não ao vigário modernista.
Mostre o próprio texto dos decretos ao vigário, e pergunte-lhe, respeitosamente, se ele vai acatar ou não o que o Papa mandou.
Caso ele acate, tudo bem.
Caso ele desobedeça ao Papa, diga-lhe que você já não irá mais distribuir a Comunhão. Depois, denuncie essa desobediência dele ao Bispo, e mesmo ao Papa, como manda o artigo 184 do decreto Redemptionis Sacramentum.
Aceitar o que o vigário mandar contra os decretos pontifícios seria grave desobediência ao Papa . E como essa desobediência envolve coisas sagradas, incorreria em sacrilégio.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli
Assoicação Cultural Monfort.
……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
TESTEMUNHO – “Devemos buscar, com humildade, a elevação espiritual, que nos leva Deus, e não pretender que a sacralidade cristã desça à altura de nossa capacidade de transcendência…” . (LBN)
Gostaria de esclarecer que não faço parte da Associação Cultural Monfort, portanto não me sinto obrigada a concordar com todas as exposições do Prof. Orlando Fedeli (é do tipo “frio ou quente” – tal como Deus Pai aprova…), no que diz respeito aos muitos “combates da fé” (pacíficos, é claro…) No entanto, como historiador católico, ele apresenta os fundamentos canônicos de algumas visões chamadas “conservadoras”, que acabam por entrar em “rota de colisão” com os que veem no Concílio Vaticano II a renovação do catolicismo no Brasil, e no mundo. Cá comigo, penso que o Papa Bento XVI valoriza a importância de alguns dos “novos ares” trazidos por este Concílio, ocorrido em torno de 1962. Entretanto, não está disposto a fazer concessões quanto ao que entra em conflito, por exemplo, com Concílio Ecumênico de Trento (1545-1563). Este, historicamente, foi uma resposta à Reforma Protestante, Bento XVI não admite nada que entre em conflito com a doutrina católica. A propósito, venho aprendendo que tudo que a Igreja afirma como dogma tem rigoroso vínculo com as Sagradas Escrituras.
Assim, ao tempo do Concílio II, também ecumênico, mas em conformidade com os “novos tempos”, nos quais os leigos passaram a fazer forte pressão para que houvesse mudança, segundo os fatos, este transcorreu também dentro da esfera interno ao Vaticano, mas com abertura a instituições externas leigas, com extensão às denominações cristãs protestantes. Portanto, diferiu do status, por exemplo, dos demais Concílio, ainda que ecumênicos. Nestes, que todas as discussões foram realizadas em caráter privado, sem objeções ou sugestões externas dirigidas aos ao Papa Cardeais e Bispos. Todas as decisões tiveram caráter irrevogável porque amplamente discutidas, e por fim, acordadas entre todos. “Quem vos fala” tinha dois “aninhos”nesta época… No colo de minha mãe acompanhei a missa pelo rito antigo, mas não deve ter passado dos meus cinco anos, em 1965, Lembro que meu pai, apesar de pequena ainda, ao chegarmos em casa falava que como seria possível alguma concentração com ao “ritmo” de guitarras… Não gostava de crianças correndo, gritando, desde os corredores até o entorno do altar… Ou fotógrafos atrás do altar para os “melhores ângulos” do casamento, ou em volta do padre, na pia batismal… Lá pelos meus oito anos, pouco antes de minha Primeira Comunhão comecei a compreender que aquilo me incomodava também. Desde meus 14 nos, passei a não ir aos domingos pela manhã à missa, e sim, à tardinha. Tudo era calmo… Meus pais continuaram a ir aos domingos porque no sábado havia muito o que fazer, ou seja, supermercado, reparos e outros compromissos. quando entrei no mundo do trabalho, aos 17 anos, continuei indo à missa aos sábados, agora com minhas duas irmãs pré-adolescentes.
Há uma lacuna nesta fase inicial de minha vida espiritual e católica: quando chegou o momento de minha preparação para o sacramento da Crisma: não quis me inscrever de jeito nenhum. Até hoje não sei se foi porque não gostava da agitação da Missa, e, por essa razão, quando a catequista, já no final de nossa preparação para a Primeira Eucaristia afirmou que teríamos de fazer um “juramento” na Crisma: sempre seríamos católicos. Ela teve a melhor das intenções, tenho certeza. Lembro o nome dela. Eu e meu irmão, chegamos à conclusão que seríamos sempre “amigos” de Jesus Cristo, mas não poderíamos jurar em falso; e se mudássemos de idéia no futuro quanto à Igreja? Crianças com 10 e 11 anos… Deve ter havido nesta decisão (por medo de “mentir para Deus”), a influência de outras opções (ou denominações?), que, aliás, vieram no bojo do Concílio II. Ou seja, na mídia, na cultura, as demais denominações, sem maiores análises - as reformadas e até mesmo as que beiravam o pentecostalismo (em geral, sem nenhuma Liturgia) foram assimiladas tão somente por serem cristãs. Atualmente, isto mudou um pouco, já que o papa Bento XVI dialoga, mas pede que voltem ao rebanho original…
Estranho é que ao entrar na adolescência jamais pensei na possibilidade de sair do catolicismo. Pelo contrário, não via sentido na divisão decorrente do protestantismo, ainda que não tivesse qualquer preconceito com relação a outras denominações. O curioso é que, nos anos 80, logo descobri o contrário: não havia, de fato, a aceitação da doutrina católica, criada há dois mil anos, nem mesmo pelos reformados. Pelo que pesquisei, os votos de castidade, pobreza e obediência (no caso, ao Papa, bispo de Roma) tem sido um entrave para que a Igreja Católica volte a ser Una, Santa e Apostólica.
Sempre estranhei essa nossa “excentricidade” porque meus pais vieram de famílias católicas – geração após geração. Quanto à liberdade que nos deram de não nos crismarmos. penso que os “novos ares” do Concílio II deram a conhecer midiaticamente “novas opções” dentro da Liturgia Católica. a celebração ficou parecida com a dos reformados. No Concílio II, os bispos foram instruídos a adequarem a Liturgia, em conformidade com a cultura dos países das Américas. Provavelmente, isto criou um “caldo” propício para os pais entenderem que seus filhos poderiam naturalmente aderir aos cultos reformados e até calvinistas. Por quê? Pela ênfase” no conceito de ecumenismo: ou seja: a idéia de Jesus de que “Pedro – sobre ti erguerei a minha Igreja” admitia que Cristo Jesus não se importaria com as milhares de divisões que temos hoje, mesmo depois de Santa Teresa de Ávila, São Francisco de Sales, entre outros contra-reformadores. O Cardeal Newmann, teólogo e estudioso anglicano, convertido ao catolicismo. Foi beatificado.
Todos sabemos que a Liturgia católica atual replica o altar das Igrejas da Reforma, incluindo outras inovações. Algumas são aceitáveis, outras, a meu ver, são execráveis. Em uma delas, por exemplo, antes do padre tomar assento, em uma celebração católica nos Estados Unidos bailava entre os corredores super-iluminados, em veste branca, discreta, uma mulher magra, madura, alta e esguia. Parecia ser uma bailarina clássica. Logo após adentra um bailarino negro, “fora de forma”, e baila também no mesmo estilo (não coloquei som). Não compreendi o que veio depois: dois bonecos (aqueles sobre pernas-de-pau), com visual afro (mas havia muitos brancos na igreja; acredito que eram maioria). Os bonecos, enormes, lentos, bailavam também… Saíram de cena. a “bailarina cinquentona apanha uma toalha branca, e ajudada pelo outro bailarino a coloca sobre a mesa do altar. Tudo parece normal, menos para mim e meu marido… Logo em seguida, “aparece” o sacerdote, vestido como tal, ou seja, com veste longa, e bordaduras amarelo-douradas. Ele atravessa o altar (devia estar sentado ao fundo, ao lado), e, paradoxalmente, desce o altar, se assentando em uma das cadeiras. Paramos ali. Penso que esperou que ambos “bailarinos” (Davi dançava e tocava instrumentos – talvez seja esta a razão…) dessem por acabada a performance… Certamente, tudo depois transcorreu aos moldes da missa que conhecemos. Certamente, por Cristo Jesus foi celebrada pelo sacerdote, e ajudado por ministros e mistras da Eucaristia. em nossa região as Ministras vão até os que querem receber a Santa Comunhão. Para mim, particularmente, se queremos comungar devemos ir até o Corpo de Cristo, e pelas mãos do sacerdote e diácono.
Não tenho nenhuma pretensão a não ser refletir sobre o excesso de “criatividade”, em detrimento do que nos aponta o bom senso dos papas, bispos, sacerdotes e teólogos em relação a um respeitoso, suave e transcendente culto, tal como Cristo Jesus, no Novo Testamento, e Deus-Pai, lá no Êxodo, por exemplo. Um rito sagrado não pode conter “caprichos” profanos. Empobrece nossa vida espiritual. Por que a cerimônia religiosa do matrimônio é realizada do mesmo modo desde a Igreja Primitiva? Afora, obviamente, os holofotes… É o que penso. (L.B.N)
Publicado em A Ciência pode nos transformar em robôs?, Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, O Amor não cabe em um chip..., O duelo entre o sagrado e o profano, Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Babel Inc.", "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Vida"-Santa Teresa de Jesus, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Sacralidade no mundo, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã, Fé Cristã e Mística, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., Ministros Extraordinários da Eucaristia - Associação Cultural Monfort, Ministros Extraordinários da Eucaristia -Decretos do Documento Redemptionis Sacramentum publicados pelo Papa Bento XVI - Encíclica Ecclesia de Eucharistia - Papa João Paulo II, Moradas, O duelo entre o sagrado e o profano, Paz interior, Sacralidade, Transcendência e Crise | Deixar um comentário »

Santo Tomás de Aquino (1225-1274)
Fundaciń Tomás de Aquino – 2006
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
A propósito da celebração pelos 450 anos da Universidade de Évora, em Portugal, acredito que silenciosamente, algo vem corroendo, no Brasil e no mundo, a vocação, a “razão de ser” de uma universidade, seja ela pública ou particular (confessional ou não). Estamos sem rumo, e, infelizmente, através das palavras do arcebispo da cidade de Évora, D. José Alves, podemos identificar o núcleo da crise educacional (entendo que atinge os níveis anteriores):
“(…) Tal como os santos são apresentados como modelos “que souberam percorrer o caminho da perfeição”, também os professores e mestres universitários “são chamados a alcançar a perfeição técnica, intelectual, humana e moral” de tal forma que os alunos “se sintam estimulados a tomá-los como modelo.”
—————————————————————————————————————————————-
Spe Deus – «Creio para compreender e compreendo para crer melhor» (Santo Agostinho, Sermão 43, 7, 9)
03.11.2009 – Agência Ecclesia

Arcebispo D.José Alves - celebração dos 450 anos da Universidade de Évora
D. José Alves celebrou Todos os Santos e os 450 anos da Universidade de Évora, afirmando que o conhecimento é também uma forma de santidade
A solenidade de Todos os Santos, que o calendário católico assinala a 1 de Novembro, visa propor a todos “um processo de transformação interior” e não atitudes de “religiosidade ou pietismo, nem corresponde a qualquer tipo de angelismo ou alienação”.
Esta tomada de posição foi assumida por D. José Alves, Arcebispo de Évora, na celebração de Todos os Santos, que na diocese marcou também os 450 anos da Universidade de Évora.
O caminho de santidade potencia “o desenvolvimento das capacidades individuais, coadjuvado pela graça de Deus”, referiu o Arcebispo indicando que este processo propõe um estilo de vida orientado pelo “desprendimento dos bens terrenos, pela emenda dos erros cometidos, pela aceitação plena do que em verdade se é, pela prática da justiça, pelo perdão das ofensas recebidas, pelo compromisso com a paz interior e a paz social e pela aceitação serena das incompreensões e perseguições injustas” por causa da paz ou do anúncio “do Evangelho”.
Esta transformação interior abre perspectivas para “um mundo novo” a que todos são chamados, intervindo na “transformação das realidades sociais, depois de nos termos transformado a nós próprios”.
Aponta D. José Alves que este é também o contexto em que se enquadra a Universidade. “Também ela faz parte do chamamento universal à perfeição”.
De carácter universal, a Universidade visa “o aperfeiçoamento e está ao serviço de toda a humanidade”. Esta instituição deve manter-se “aberta a todos quantos possuam condições para aceder aos conhecimentos e à formação humana, científica, moral e espiritual que ela pode proporcionar, em ordem a promover a transformação dos indivíduos e da sociedade, pelo triunfo da justiça, da verdade e da paz”.
Segundo o Arcebispo de Évora, tal como os santos são apresentados como modelos “que souberam percorrer o caminho da perfeição”, também os professores e mestres universitários “são chamados a alcançar a perfeição técnica, intelectual, humana e moral” de tal forma que os alunos “se sintam estimulados a tomá-los como modelo”.
Assinala D. José Alves que a falta de evolução social se deve à “falta de bons modelos que incentivem as boas práticas em todos os domínios da vida em sociedade”.
“Nestes tempos de crise económica e crise de valores, os nossos olhos voltam-se para a Universidade. Dela, enquanto instituição de ensino superior, sustentada pelo erário público, esperamos que prepare cientistas curiosos, verdadeiros e rigorosos, profissionais competentes, cidadãos responsáveis, homens íntegros e promotores dos valores humanos, morais e espirituais”.
Assim, na solenidade de Todos os Santos “celebraremos todos aqueles que souberam colocar as suas vidas ao serviço da humanidade e contribuíram para a transformação humana da nossa sociedade”.
(Fonte: site Agência Ecclesia)
Publicado por spedeus às 00:04.
Publicado em Castelo Interior | Deixar um comentário »
VATICANO - L’Osservatore Romano
31.10.2009
Na audiência geral Bento XVI fala sobre teologia monástica e teologia escolástica
Amizade natural entre fé e razão
Valores e dinamismo dos povos africanos “Entre fé e razão existe uma amizade natural, fundada na própria ordem da criação”, afirmou o Papa na audiência geral de quarta-feira, 28 de Outubro, na Praça de São Pedro, falando sobre teologia monástica e teologia escolástica que floresceram no século XII.
Queridos irmãos e irmãs!
Detenho-me hoje a falar sobre uma interessante página de história, relativa ao florescimento da teologia latina no século xii, que se verificou devido a uma série providencial de coincidências. Nos países da Europa ocidental reinava então uma paz relativa, que garantia à sociedade desenvolvimento económico e consolidação das estruturas políticas, e favorecia uma vivaz actividade cultural graças também aos contactos com o Oriente. No interior da Igreja sentiam-se os benefícios da vasta acção conhecida como “reforma gregoriana”, a qual, promovida vigorosamente no século precedente, tinha contribuído com uma maior pureza evangélica para a vida da comunidade eclesial, sobretudo no clero, e tinha restituído à Igreja e ao Papado uma autêntica liberdade de acção. Além disso ia-se difundindo uma vasta renovação espiritual, apoiada pelo vigoroso desenvolvimento da vida consagrada: nasciam e expandiam-se novas Ordens religiosas, enquanto que as que já existiam conheciam uma retomada prometedora.
Refloresceu trambém a teologia adquirindo maior consciência da própria natureza: apurou o método, enfrentou problemas novos, progrediu na contemplação dos Mistérios de Deus, produziu obras fundamentais, inspirou iniciativas importantes da cultura, da arte e da literatura, e preparou as obras-primas do século seguinte, o século de Tomás de Aquino e de Boaventura de Bagnoregio. Foram dois os ambientes nos quais se desenvolveram esta fervorosa actividade teológica: os mosteiros e as escolas das cidades, as scholae, algumas das quais deram depressa vida às Universidades, que constituem uma das “invenções” típicas da Idade Média cristã. Precisamente a partir destes dois ambientes, os mosteiros e as scholae, pode-se falar de dois modelos diferentes de teologia: a “teologia monástica” e a “teologia escolástica”. Os representantes da teologia monástica eram monges, em geral Abades, dotados de sabedoria e de fervor evangélico, dedicados essencialmente a suscitar e a alimentar o desejo amoroso de Deus. Os representantes da teologia escolástica eram homens cultos, apaixonados pela pesquisa; magistri desejosos de mostrar a racionalidade e o fundamento dos Mistérios de Deus e do homem, acreditados com a fé, sem dúvida, mas compreendidos também pela razão. A finalidade diversa explica a diferença do seu método e do seu modo de fazer teologia.
Nos mosteiros do século xii o método teológico estava ligado principalmente à explicação da Sagrada Escritura, da sacra pagina para nos expressar como os autores daquele período; praticava-se especialmente a teologia bíblica. Isto é, os monges eram todos devotos ouvintes e leitores das Sagradas Escrituras, e uma das suas principais ocupações consistia na lectio divina, ou seja, na leitura pregada da Bíblia. Para eles a simples leitura do Texto sagrado não era suficiente para compreender o seu sentido profundo, a sua unidade interior e a sua mensagem transcendente. Portanto, era preciso praticar uma “leitura espiritual”, guiada com docilidade ao Espírito Santo. Na escola dos Padres, a Bíblia era assim interpretada alegoricamente, para descobrir em cada página, quer do Antigo quer do Novo Testamento, o que diz de Cristo e da sua obra de salvação.
O Sínodo dos Bispos do ano passado sobre a “Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja” recordou a importância da abordagem espiritual das Sagradas Escrituras. Com esta finalidade, é útil valorizar a teologia monástica, uma ininterrupta exegese bíblica, assim como as obras compostas pelos seus representantes, preciosos comentários ascéticos aos livros da Bíblia. Portanto, a teologia monástica unia a preparação literária à espiritual. Estava portanto consciente de que uma leitura meramente teórica e profana não era suficiente: para entrar no coração da Sagrada Escritura, ela deve ser lida no espírito com o qual foi escrita e criada. A preparação literária era necessária para conhecer o significado exacto das palavras e facilitar a compreensão do texto, afinando a sensibilidade gramatical e filológica. O estudioso beneditino do século passado Jean Leclercq intitulou do seguinte modo o ensaio com o qual apresenta as características da teologia monástica: L’amour des lettres et le désir de Dieu (O amor às letras e o desejo de Deus). De facto, o desejo de conhecer e de amar a Deus, que vem ao nosso encontro através da sua Palavra que deve ser acolhida, meditada e praticada, leva a procurar aprofundar os textos bíblicos em todas as suas dimensões. Há depois outra aptidão sobre a qual insistem quantos praticam a teologia monástica, isto é, uma profunda atitude orante, que deve preceder, acompanhar e completar o estudo da Sagrada Escritura. Dado que, em última análise, a teologia monástica é escuta da Palavra de Deus, não se pode deixar de purificar o coração para a acolher e, sobretudo, não se pode deixar de estimular nele o fervor para encontrar o Senhor. A teologia torna-se portanto meditação, oração, canto de louvor e chama a uma conversão sincera. Não poucos representantes da teologia monástica chegaram, por este caminho, às metas mais altas da experiência mística, e constituem um convite também para nós a alimentar a nossa existência com a Palavra de Deus, por exemplo, mediante a escuta mais atenta das leituras e do Evangelho, sobretudo na Missa dominical. É importante, além disso, dedicar todos os dias um certo tempo à meditação da Bíblia, para que a Palavra de Deus seja lâmpada que ilumina o nosso caminho quotidiano sobre a terra.
Pelo contrário, a teologia escolástica como disse era praticada nas scholae, que surgiram ao lado das grandes catedrais da época, para a preparação do clero, ou em volta de um mestre de teologia e dos seus discípulos, para formar profissionais da cultura, numa época na qual o saber era cada vez mais apreciado. No método dos escolásticos era central a quaestio, ou seja, o problema que se apresenta ao leitor ao enfrentar as palavras da Escritura e da Tradição. Face ao problema que estes textos influentes apresentam, levantam-se questões e nasce o debate entre o mestre e os estudantes. Neste debate surgem por um lado os argumentos da autoridade, por outro os da razão e o debate desenvolve-se no sentido de encontrar, no final, uma síntese mais profunda da palavra de Deus. A este propósito, São Boaventura diz que a teologia é “per additionem” (cf. Commentaria in quatuor libros sententiarum, i, proem., q. 1, concl.), ou seja, a teologia acrescenta a dimensão da razão à palavra de Deus e assim cria uma fé mais profunda, mais pessoal e, por conseguinte, também mais concreta na vida do homem. Neste sentido, encontravam-se diversas soluções e formavam-se conclusões que começavam a construir um sistema de teologia. A organização das quaestiones levava à compilação de sínteses cada vez mais extensas, ou seja, compunham-se as diversas quaestiones com as respostas que surgiam, criando assim uma síntese, as chamadas summae, que eram, na realidade, amplos tratados teológico-dogmáticos nascidos do confronto da razão humana com a palavra de Deus. A teologia escolástica tinha como objectivo apresentar a unidade e a harmonia da Revelação cristã com um método, chamado precisamente “escolástico”, da escola, que concede confiança à razão humana: a gramática e a filologia estão ao serviço do saber teológico, mas ainda mais está a lógica, que é a disciplina que estuda o “funcionamento” do raciocínio humano, de modo que sobressaia a verdade de uma proposição. Ainda hoje, lendo as summae escolásticas permanecemos admirados com a ordem, a clareza, o nexo lógico dos argumentos e a profundidade de algumas intuições. Com linguagem técnica é atribuído a cada palavra um significado claro e, entre o crer e o compreender, estabelece-se um recíproco movimento de esclarecimento.
Queridos irmãos e irmãs, fazendo eco ao convite da Primeira Carta de Pedro, a teologia escolástica estimula-nos a estar sempre prontos a responder a quem quer que nos pergunte a razão da nossa esperança (cf. 3, 15). Ao ouvir as perguntas como se fossem nossas e assim ser capazes também de dar uma resposta. Recorda-nos que entre fé e razão existe uma amizade natural, fundada na própria ordem da criação. O Servo de Deus João Paulo ii, no incipit da Encíclica Fides et ratio escreve: “A fé e a razão são como duas asas, com as quais o espírito humano se eleva rumo à contemplação da verdade”. A fé está aberta ao esforço de compreensão da parte da razão; a razão, por sua vez, reconhece que a fé não a mortifica, aliás, estimula-a para horizontes mais amplos e elevados. Insere-se aqui a perene lição da teologia monástica. Fé e razão, em recíproco diálogo, vibram de alegria quando ambas estão animadas pela busca da união íntima com Deus. Quando o amor vivifica a dimensão orante da teologia, o conhecimento, adquirido pela razão, alarga-se. A verdade é procurada com humildade, acolhida com estupefacção e gratidão: numa palavra, o conhecimento cresce unicamente se ama a verdade. O amor torna-se inteligência e a teologia, autêntica sabedoria do coração, que orienta e ampara a fé e a vida dos crentes. Rezemos portanto para que o caminho do conhecimento e do aprofundamento dos Mistérios de Deus seja sempre iluminado pelo amor divino.
Também em português a catequese do Papa
Novidade na audiência geral: pela primeira vez Bento XVI pronunciou também em português a síntese da catequese. Até agora era feita só em francês, inglês, alemão e espanhol. A novidade foi acolhida com entusiasmo pelos grupos que falam esta língua sobretudo pelo coro juvenil da arquidiocese brasileira de Maringá aos quais o Papa dirigiu a seguinte saudação:
Amados peregrinos do Porto e demais pessoas de língua portuguesa, sede bem-vindos! Uma saudação particular ao coro infanto-juvenil de Maringá e aos grupos paroquais de Santa Cruz, em Belém, e de nossa Senhora do Carmo, no Rio de Janeiro. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus. Procurai iluminar o vosso caminho com a Palavra divina, ouvindo-a atentamente na Eucaristia do domingo e reservando alguns momentos em cada dia para a sua meditação. Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção.
Publicado por L’Osservatore Romano – 31 de Outubro de 2009.
____________________________________________________________________________________________________________________
OPINIÃO
O que eu penso sobre um rito que me permita elevar minha alma às alturas, tenho plena certeza que a poucos interessa… Entretanto, faço questão que saibam, aqui neste espaço virtual, o que acho mais adequado em termos “formais e espirituais” em relação ao rituais, toda a Liturgia que envolve a Santa Missa. Entendo agora o que certo comentário publicado no l”Osservatore procura dar a saber sobre o Papa Bento XVI, que pedia em abril deste ano: “Rezem por mim…”, em seu quinto ano de Pontificado. Certamente, os “lobos” mencionados no artigo, são os grupos que se opõem a missas austeras, além de afrontas de outros grupos, os quais são mais “liberalizantes” que católicos… Assim, Papa Bento XVI menciona a pressão midiática contra os valores cristãos, mas sabemos que há adversários internos. Entretanto, o Papa é sagaz e político, e além disso, rezamos por ele, não? Ele precisa: dentro da própria Igreja Católica há quem não tenha outro objetivo a não ser que tudo corra sem controle algum… A propósito, penso que devemos nos conformar (sem subserviência) à tradição apostólica, que representa a sabedoria acumulada por séculos, iluminados pelo Espírito Santo. Este termo “tradição “apostólica”, para mim, é emblemático para o Catolicismo, já que sempre se baseou em indicações bíblicas, e estudos aprofundados por teólogos, sacerdotes estudiosos (p.ex., São Tomás de Aquino), bispos, papas, alguns santificados. Todos operavam em nível de excelência. Em contrapartida, se assim não for, cada um interpreta o significado dos Dez Mandamentos, ao bel prazer, entre outros temas polêmicos, sem ao menos procurar informações sobre o que os “antigos” nos legaram. além disso, há fundamentação bíblica em cada dogma anunciado pela Igreja Católica… Por esta razão, já que não há explicações ou tentativas de explicar o sentido de um dogma, acabamos lendo por aí que “isto é dogmático”… Ora, dogma é uma expressão religiosa, portanto, na medida em que ela surge fora do mundo religioso, deve haver o devido esclarecimento da inadequação de seu uso. Por uma simples razão: acusação de obscurantismo… Não esperemos que o ramo protestante parta em busca desta pesquisa, que tem por base dois mil anos de Cristianismo… Dos seminários católicos saíram sacerdotes que deixaram bulas papais, encíclicas, documentos orientadores para nós, o rebanho de Cristo Jesus…
A absurda adesão católica à festa de Halloweenn no Brasil e no mundo
Pasmem: nos Estados Unidos a atual visão da Liturgia “multicultural” adaptou a “missa” à “festa de halloween”, que se deu há três dias… Meu Deus! Não penso como muita gente estar “update” com a fé católica, com a vontade de Deus… Pelo contrário, comungo espiritualmente porque sou casada há 24 anos com um ex-ateu (quando o conheci), que depois se revelou protestante (por parte de pai), e que, devido à mãe foi batizado no catolicismo. Há quatro anos é ex-protestante, leitor e devoto de Francisco de Sales e Santa Joanna de Chantal. O problema reside agora no rito, que ambos temos dificuldade em nos sentir à vontade, dada a superficialidade. Desculpem a sinceridade. Simplificando: vocês não acham que há muita invenção e pouca devoção?
Cliquem nas fotos (algumas, pois há links nos títulos) e terão informações adicionais sobre o “Rito Gregoriano”. Entre elas, a de que o Brasil não possui um grupo firmado “frontal e corajosamente” a favor do rito romano. O grupo, fundado por leigos na Espanha, é apoiado pelo Papa Bento XVI , que sugeriu aos bispos que autorizassem grupos de leigos que quisessem missas celebradas segundo o “Rito Gregoriano” ou “Tridentino”. Obviamente que, para cada país há a especificidade da cultura em que este rito “básico” seria inserido. O grupo leigo espanhol, que leva à frente a iniciativa de divulgação do “Rito Tridentino” se chama “Una Voce”.
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Fonte: Una Voce en España
Con el objetivo de coordinar esfuerzos y unir a distintas asociaciones de laicos vinculados a la Misa Gregoriana, llamada por el Santo Padre Benedicto XVI Forma Extraordinaria del Rito Romano, nace la Federación Una Voce Hispania. Una Voce Hispania es el capítulo español de la Federación Internacional Una Voce y su objetivo es el de reunir en este mismo capítulo a todas las asociaciones afines que vayan surgiendo en España, para mejor cumplir los fines de todas y cada una que pueden resumirse en el mantenimiento, defensa y difusión de la liturgia romana extraordinaria en todas sus expresiones y, particularmente, la Misa Gregoriana, así como de todo el entorno artístico y musical que la rodea.
La primera asociación que hubo en España vinculada a Una Voce Internacional fue la asociación Roma Aeterna, de Barcelona, a la que siguieron Una Voce Sevilla, Una Voce Madrid, Una Voce Málaga, Una Voce La Coruña y Una Voce Reino de Castilla. La promulgación del Motu Proprio Summorum Pontificum por el Santo Padre Benedicto XVI ha supuesto el renacimiento en España de un interés renovado por la Forma Extraordinaria de la Misa, lo que ha propiciado el nacimiento de asociaciones similares por diversos puntos de nuestra geografía.
Una Voce Hispania, ahora que se cumple un año de la entrada en vigor de Summorum Pontificum, nace además con vocación de estimular la creación de nuevas asociaciones que quieran promover la liturgia tradicional, y también para velar por la correcta aplicación de Summorum Pontificum en nuestro país, tratando de aunar la voz de distintos grupos de fieles españoles interesados en la herencia latina de la Iglesia Católica y sirviendo, mediante el diálogo, de vehículo para su expresión ante nuestros pastores y la sociedad en general.
El 14 de septiembre de 2008, Festividad de la Exaltación de la Santa Cruz y primer aniversario de la entrada en vigor del Motu Proprio Summorum Pontificum, las seis primeras asociaciones miembros del capítulo español de Una Voce decidimos lanzar a la Red esta sencilla página, que en el dominio de unavoce.es, irá creciendo con el tiempo, D. m., dotándose de contenidos y que esperamos que produzca buenos y abundantes frutos, para mayor gloria de Dios, en España.
UNA VOCE en el mundo
EN ESPAÑA
UNA VOCE HISPANIA. Federación de Una Voce para España.
UNA VOCE CÁDIZ.
UNA VOCE CÓRDOBA.
UNA VOCE LA CORUÑA.
UNA VOCE MADRID.
UNA VOCE MÁLAGA.
UNA VOCE REINO DE CASTILLA.
UNA VOCE SEVILLA.
ROMA AETERNA “UNA VOCE”, en Barcelona.
EN EUROPA
Una Voce Austria, en Austria.
Una Voce Czech Republic, en la República Checa.
Una Voce Deutschland, en Alemania.
Una Voce Estonia, en Estonia.
Una Voce Finlandia, en Finlandia.
Una Voce France, en Francia.
Una Voce Helvetica – Deutchsprachig, en Suiza.
Una Voce Helvetica – Francophone, en Suiza.
Una Voce Italia, en Italia.
Una Voce Norge, en Noruega.
Una Voce Polonia, en Polonia.
Una Voce Russia, en Rusia.
Una Voce Scotland, en Escocia.
Una Voce Venetia, en Venecia.
Una Voce Vlaanderen, en Bélgica.
Ecclesia Dei Delft. Asociación holandesa afiliada a Una Voce Internacional.
Cumann an Aifrinn Laidinigh – Latin Mass Society of Ireland. Afiliada de Irlanda.
Grupo San Carlos Borromeo. Asociación danesa, afiliada a Una Voce internacional.
Inter Multiplices Una Vox. Asociación de Una Voce en Italia.
Pro Missa Tridentina. Afiliada de Alemania.
St. Conleth’s Catholic Heritage Association. Afiliada de Irlanda.
The Latin Mass Society. Afiliada para Inglaterra y Gales.
Verein Mariae Namen. Afiliada de Suiza.

EN AMÉRICA
Asociación Una Voce América. Federación de Una Voce para los Estados Unidos de América.
Una Voce Central Alabama, en Alabama (USA)
Una Voce Northern Alabama, en Alabama (USA)
Una Voce Albany: Kateri Tekakwitha, en New York (USA)
Una Voce Altoona/Johnstown, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Los Ángeles, en California (USA)
Una Voce Ann Arbor/Ypsilanti, en Michigan (USA)
Una Voce Argentina. Asociación Una Voce de Argentina.
Una Voce Northwest Arkansas, en Arkansas (USA)
Una Voce Ashtabula, en Ohio (USA)
Una Voce Berkshire County, en Massachusetts (USA)
Una Voce Boston, en Massachusetts (USA)
Una Voce Boston: St. Patrick, en Massachusetts (USA)
Una Voce Bridgeport, en Connecticut (USA)
Una Voce Brighton, en Michigan (USA)
Una Voce Bronx, en New York (USA)
Una Voce Brooklyn, en New York (USA)
Una Voce Buffalo, en New York (USA)
Una Voce Central Coast of California, en California (USA)
Una Voce Cape Cod, en Massachusetts (USA)
Una Voce Carmel, en Indiana (USA)
Una Voce Cedar Rapids, en Iowa (USA)
Una Voce Charlotte, en North Carolina (USA)
Una Voce Chesapeake, en Virginia (USA)
Una Voce Chicago, en Illinois (USA)
Una Voce Columbus, en Ohio (USA)
Una Voce Metro Detroit East, en Michigan (USA)
Una Voce Metro Detroit West, en Michigan (USA)
Una Voce del Noreste de Florida, en Florida (USA)
Una Voce Fresno, en California (USA)
Una Voce Gallatin Valley, en Montana (USA)
Una Voce Georgia, en Georgia (USA)
Una Voce Grand Rapids, en Michigan (USA)
Una Voce Greenville, en South Carolina (USA)
Una Voce Hartford, en Connecticut (USA)
Una Voce Hawaii, en Hawaii (USA)
Una Voce Houston, en Texas (USA)
Una Voce Northern Illinois: St. Peter’s, en Illinois (USA)
Una Voce Kansas City: Pope Pius XII, en Kansas (USA)
Una Voce Lafayette, en Indiana (USA)
Una Voce Lafayette LA, en Louisiana (USA)
Una Voce Western Maine, en Maine (USA)
Una Voce México. Asociación Una Voce de México.
Una Voce Michigan, en Michigan (USA)
Una Voce Central Minnesota, en Minnesota (USA)
Una Voce Southern Mississippi, en Mississippi (USA)
Una Voce Western Montana, en Montana (USA)
Una Voce Monterrey, en México.
Una Voce Muncie, en Indiana (USA)
Una Voce Naples,en Florida (USA)
Una Voce Sacred Heart, en West Virginia (USA)
Una Voce Southern Nevada, en Nevada (USA)
Una Voce New Hampshire, en New Hampshire (USA)
Una Voce Newark, en New Jersey (USA)
Una Voce North Bay, en Ontario (USA)
Una Voce Northeastern Oklahoma, en Oklahoma (USA)
Una Voce of Orange County, en California (USA)
Una Voce Central Oregon, en Oregon (USA)
Una Voce Ozarks,en Arkansas (USA)
Una Voce Palo Alto, en California (USA)
Una Voce Central Pennsylvania, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Philadelphia, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Piedmont, en North Carolina (USA)
Una Voce Pittsburgh, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Powell, en Wyoming (USA)
Una Voce Quad Cities, en Iowa (USA)
Una Voce Rapid City: St Michael’s, en South Dakota (USA)
Una Voce Rhode Island, en Rhode Island (USA)
Una Voce Rochester, en New York (USA)
Una Voce San Bernardino, en California (USA)
Una Voce Springfield Area, en Missouri (USA)
Una Voce St. John’s, en Newfoundland (USA)
Una Voce St. Louis, en Missouri (USA)
Una Voce Syracuse, en New York (USA)
Una Voce Upper Peninsula, Lake Superior Chapter, en Michigan (USA)
Una Voce Ventura: Blessed Junipero Serra, en California (USA)
Una Voce Western Washington, en Washhington (USA)
Una Voce Westchester, en New York (USA)
Ad Altare Dei. De la Sociedad Gregoriana de Baltimore, afiliada a Una Voce América.
Coalition in Support of Ecclesia Dei, afiliada de Illinois (USA)
Comunidad San Juan Bautista en defensa de la Misa Tradicional. Filial en Arkansas(USA)
Credo of the Catholic Laity, afiliada de Missouri (USA)
Ecclesia Dei Society of Southwest Florida, afiliada de Florida (USA)
Fresno Traditional Mass Society. Capítulo de Una Voce en Fresno (USA)
Gregorian Society of Baltimore, afiliada de Maryland (USA)
League of St. Anthony, afiliada de Indiana (USA)
Magnificat Chili. Afiliada de Chile.
Mysterium Fidei Catholic Community, afiliada de Louisiana (USA)
Rockford Latin Mass Community, afiliada de Illinois (USA)
The Saint Gregory Society of New Haven. Afiliada a Una Voce América.
The St. Joseph Foundation. Afiliada de Texas (USA)
The St. John Fisher Forum. Librería católica vinculada a Una Voce América.
Vancouver Traditional Mass Society. Afiliada de Canadál.
EN ÁFRICA
Una Voce South Africa. Asociación de Una Voce en Sudáfrica.
Ecclesia Dei Society of Nigeria. Afiliada de Nigeria.
EN ASIA
Una Voce Singapore. Asociación de Una Voce en Singapur.
All India Laity Congress. Afiliada de la India.
EN OCEANÍA
Una Voce Australia. Asociación de Una Voce en Australia.
Ecclesia Dei Society of New Zealand.Afiliada de Nueva Zelanda.
……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
Fonte: Missa Tidentina em Portugal
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Na sua paixão, tornar-se-á como um leproso, tornado impuro pelos nossos pecados, separado de Deus: tudo isto fará por amor, para nos obter a reconciliação, o perdão e a salvação.
No sacramento da penitencia – salientou Bento XVI – Cristo crucificado e ressuscitado, mediante os seus ministros, purifica-nos com a sua misericórdia infinita, restitui-nos à comunhão com o Pai celeste e com os irmãos, concede-nos o dom do seu amor, da sua alegria e da sua paz.
A concluir o Santo Padre convidou a invocar a Virgem Maria, que Deus preservou de toda a mancha de pecado, para que nos ajude a evitar o pecado e a recorrer frequentemente ao Sacramento da Confissão, o Sacramento do Perdão, que hoje deve ser redescoberto ainda mais no seu valor e na sua importância para a nossa vida cristã.
Não faltou neste Domingo uma saudação do Papa em língua portuguesa Saúdo com afecto o grupo das paróquias do Barreiro e Vale de Figueira, em Portugal, e demais peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta vossa romagem vos ajude a fortalecer a confiança em Jesus Cristo e a encarnar na vida a sua mensagem de salvação. De coração vos agradeço e abençoo. Ide com Deus!
“Sempre que participardes dos Mistérios Sagrados, anunciareis a Morte do Senhor”Numa palavra, o ministro, trazendo as vestes sacerdotais. representa-nos o próprio Jesus Cristo, caminhando para o suplício do Calvário. E, além disso, ensina-nos quais as disposições com que nos devemos apresentar ao Santo Sacrifício.
O amito, colocado primeiro na cabeça e logo depois nos ombros, é símbolo da modéstia e do recolhimento; a alva branca e o cordão, da pureza; o manipulo, da contrição; a estola, da veste de inocência; a casula, do amor da cruz e do jugo do Senhor.
O sacerdote entra e se aproxima do altar levando o cálice. Vede Jesus dirigindo-se ao Jardim de Getsêmani para ali começar sua Paixão de Amor. Com os Apóstolos, acompanhai-o, mas ficai a velar e rogar com Ele. Afastai toda distração, todo pensamento alheio a tão tremendo Mistério.
O sacerdote, aos pés do Altar, inclina-se, ora e humilha-se profundamente, à vista dos seus pecados. Jesus, no Jardim, prostra-se, a face contra a terra; humilha-se pelos pecadores; um suor de Sangue, fruto de sua imensa dor, corre-lhe pelo Corpo, ensangüentando-lhe as vestes, manchando a terra. É que Ele tomou a si nossos pecados, com toda a amargura inerente.
A vós, então, cabe confessar com o sacerdote vossas faltas; com ele pedir humildemente perdão e receber a absolvição, para que, purificado, possais assistir ao Santo Sacrifício. Se esta só consideração vos ocupar durante todo o Sacrifício; se vos for dado participar dos sentimentos e da agonia de Jesus; se a graça vos retiver ao seu lado, está bem. De outra forma, acompanhai-o no percurso da Paixão.
O sacerdote, subindo o Altar, beija-o. Judas, chegando ao Jardim das Oliveiras, dá a Jesus um beijo pérfido. Ah! quantos não tem ele recebido dos seus filhos e ministros infiéis!
Ai de mim! nunca o traí eu?… Nunca o entreguei aos seus inimigos ou às minhas paixões?… E, no entanto, Ele muito me amou!
Podeis também contemplar a Jesus preso, tornando a Jerusalém, a fim de comparecer perante seus inimigos e deixando-se levar com a doçura do Cordeiro. Pedi-lhe a paciência e a mansidão nas provações por parte do próximo.
O sacerdote começa o intróito e benze-se. Jesus é conduzido à presença do sumo Pontífice Caifás, onde Pedro o renega. Ah! quantas vezes não o reneguei eu, à sua verdade, à sua lei, às minhas promessas! E não foi nem o temor, nem a surpresa que me levaram a renegar meu Salvador. Ai de mim! Sou, por conseguinte, mais culpado do que Pedro, cujas lágrimas correram sem demora, uma vez cometida a culpa. E ele chorou-a toda a vida, enquanto meu coração permanece duro e insensível.
O sacerdote recita o Kyrie. Jesus clama ao Pai por nós. Aceitai, com Ele, todos os sacrifícios que Deus vos pedir.
O sacerdote recita as Orações e a Epístola. Jesus, em presença de Caifás, confessa sua Divindade, ciente de que a sentença de morte lhe virá punir semelhante declaração.
Meu Deus, fortificai, aumentai minha fé nessa mesma Divindade, para que, mesmo em perigo de vida, eu a adore, a ame e a confesse, feliz em poder dar meu sangue para defendê-la.
O sacerdote lê o Evangelho. Jesus, em presença de Pilatos, dá testemunho de sua realeza. Sede sempre, ó Jesus, rei de meu espírito pela vossa Verdade, rei de meu coração pelo vosso Amor, rei de meu corpo pela vossa Pureza, rei de toda a minha vida pela vontade que tenho de consagrá-la à vossa maior Glória.
Recitai em seguida o Credo, com fé e piedade, lembrando-vos de que o Salvador morreu em defesa da Verdade.
O sacerdote oferece o pão e o vinho do sacrifício, a hóstia a Deus Pai. Pilatos apresenta Jesus ao povo exclamando: Ecce Homo, eis o Homem! Seu estado excita compaixão. A flagelação feriu-o até o Sangue, e a coroa de espinhos lhe ensangüentou a Face. Um manto de púrpura, já gasto, junto à vara que leva na mão, fazem dele um rei de comédia. Pilatos propõe ao povo que lhe conceda a graça. Mas este não quer e responde: Seja crucificado! Crucifigatur! E nesse momento Jesus se oferecia ao Pai pela salvação do mundo todo e do seu povo em particular, e o Pai aceitava sua oblação.
Ofereço-vos, com o sacerdote, ó Padre Santo, a Hóstia pura e imaculada de minha salvação e da salvação de todos os homens. Ofereço-vos, em união com essa oblação divina, minha alma, meu corpo e minha vida. Quero continuar a fazer reviver em mim a santidade, as virtudes e a penitência de vosso divino Filho. O Domine, regna super nos.
O sacerdote lava as mãos. Pilatos também lavou as mãos para protestar a inocência de Jesus. Ah! meu Salvador, lavai-me no vosso Sangue puríssimo e purificai-me dos muitos pecados e imperfeições que maculam minha vida.
O sacerdote convida os fiéis, no Prefácio, a louvar a Deus. Jesus, Homem de Dores, há pouco aclamado por aqueles que hoje o coroam de espinhos e o atam num poste, recebe ali as homenagens derrisórias e sacrílegas de seus carrascos, que o atormentam com ultrajes indignos, lhe cospem na Face, e dele zombam. Ai de nós! Tais são as homenagens que nosso orgulho, nossa sensualidade, nosso respeito humano rendem a Jesus Cristo!
No Cânon, o sacerdote inclina-se, ora e santifica as ofertas por numerosos Sinais-da-Cruz. Jesus curva os ombros sob o fardo da Cruz. Toma-a com amor, beija-a, leva-a com carinho, encaminhando-se para o Calvário, dobrado sob esse peso de amor. Ah! Ele carrega meus pecados a fim de expiá-los, e minhas cruzes a fim de santificá-las. Sigamos Jesus Cristo, levando a Cruz e subindo penosamente o monte Calvário. Acompanhemo-lo com Maria, as santas mulheres e Simão, o Cireneu.
O sacerdote impõe as mãos sobre o cálice e a hóstia. Os carrascos, apoderando-se de Jesus Cristo, despem-no violentamente, e estendem-no sobre a Cruz, onde o crucificam.
Consagração e Elevação. O sacerdote consagra o pão e vinho no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Adora, de joelhos, seu Salvador e seu Deus, real e verdadeiramente presente em suas mãos. Eleva-o, em seguida, apresentando-o à adoração dos fiéis. E Jesus erguido na Cruz, entre o céu e a terra, qual Vítima e Mediador entre Deus irritado e nós, míseros pecadores.
Adorai e oferecei esta Vítima Divina em expiação, não somente pelos vossos próprios pecados, mas também pelos pecados dos homens em geral e dos vossos pais, parentes e amigos em particular. Prostrados a seus pés, seja o grito de vosso coração: Meu Senhor e meu Deus!
Considerai a Jesus estendido no Altar, como outrora na Cruz, adorando ao Pai, no profundo aniquilamento de sua própria Glória, rendendo-lhe graças por todos os bens concedidos aos homens seus irmãos — e irmãos redimidos — mostrando-lhe as Chagas, ainda abertas, que pedem graça e misericórdia pelos pecadores; rezando por nós de tal forma, que o Pai nada lhe pode recusar, a Ele, seu Filho, e Filho que se imolou por amor à sua Glória.
Prestai ao próprio Jesus o culto que Ele presta ao Pai. Adoro-vos, ó meu Salvador presente realmente sobre o Altar para renovar em meu benefício o Sacrifício do Calvário. A vós que sois o Cordeiro, ainda e diariamente imolado, bênção, glória e poder nos séculos dos séculos! Rendo-vos, agora, e por toda a eternidade vos renderei ações de graças pelo grande Amor que me manifestastes.
O sacerdote invoca, profundamente inclinado, a Clemência Divina para si e para todos. E Jesus quem diz: Pai, perdoai-lhes, que não sabem o que fazem. Adorai tamanha Bondade que, desculpando sempre os criminosos, não lhes quer chamar nem inimigos, nem carrascos.
Perdoai-me, ó meu Salvador, que minha culpa excede a deles, porquanto eu vos ofendi, embora soubesse que éreis o Messias, meu Salvador e meu Deus. Perdoai-me. Vossa Misericórdia será maior e, por conseguinte, mais digna ainda do vosso Coração. Se sou pródigo, sou todavia, filho. Eis-me aos vossos pés.

O sacerdote ora pelos mortos. Jesus na Cruz reza pelos mortos espirituais, pelos pecadores. Sua prece converte um dos dois celerados que primeiro o haviam insultado, blasfemando contra Ele. “Lembrai-vos de mim, Senhor, quando estiverdes no vosso Reino”, diz-lhe o bom ladrão. E Jesus responde-lhe: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”.
Ó meu Deus, pudesse eu, na hora da morte, fazer-vos o mesmo pedido e ouvir a mesma resposta! Lembrai-vos de mim nesse momento terrível, como vos lembrastes do ladrão penitente.
No “Pater”, o sacerdote invoca o Pai Celeste. Jesus na Cruz recomenda sua Alma ao Pai. Pedi a graça da perseverança final.
No “Libera nos “, o sacerdote roga para ser preservado dos males desta vida. Jesus, no grande Amor que nos tem, tem sede de novos sofrimentos e bebe, para expiar nossas gulodices, o fel misturado com vinagre.
O sacerdote divide a Hóstia santa. Jesus inclina a cabeça, a fim de lançar sobre nós um último olhar todo de amor e expira, exclamando: Tudo está consumado.
É a Alma que se separa do Corpo! Adora, ó minha alma, a Jesus morrendo, e já que Ele morreu por ti, saibas tu também viver e morrer por Ele. Implorai a graça de uma morte boa e santa, nos braços de Jesus, Maria e José.
O sacerdote, no “Agnus Dei”, bate três vezes no peito. Enquanto Jesus expira, o sol se eclipsa de dor, a terra estremece apavorada, os túmulos se abrem. Então, carrascos e espectadores, batendo no peito, confessam publicamente seu erro, em presença de Jesus na Cruz, proclamam-no Filho de Deus e afastam-se contritos e perdoados. Uni-vos à sua contrição e merecereis o mesmo perdão.
O sacerdote bate no peito e comunga. Jesus é descido da Cruz, e colocado nos braços de sua Mãe dolorosa. É embalsamado, amortalhado num lençol branco e colocado num sepulcro novo.

São Pedro Julião Eymard
Ó Jesus, ao receber-vos no meu corpo e na minha alma, desejo que meu coração seja não um túmulo, mas sim um templo alvo e puro, ornado de belas virtudes, onde só Vós reinareis.
Ofereço-vos minha alma para morada. Vinde nela habitar, qual Senhor supremo. Não seja eu um túmulo de morte, mas um tabernáculo vivo. Ah! aproximai-vos de mim, pois longe de vós, desfaleço.
Acompanhai a Alma de Jesus enquanto desce ao limbo a levar às almas dos justos a sua libertação. Uni-vos à sua alegria, ao seu reconhecimento e dai-vos para sempre ao vosso Salvador e vosso Deus.
O sacerdote purifica o cálice e cobre-o com o véu. Jesus ergue-se do túmulo, glorioso e triunfante, encobrindo, todavia, por amor aos homens, o esplendor de sua Glória.
O sacerdote, em ação de graças, recita as orações. Jesus convida aos seus a se regozijarem pela sua vitória sobre a morte e sobre o inferno. Uni-vos ao júbilo dos discípulos e das santas mulheres em presença de Jesus ressuscitado.
O sacerdote abençoa o povo. Jesus abençoa seus discípulos. Inclinai-vos, confiante de receber uma Bênção que há de realizar tudo quanto promete.
O sacerdote lê o último Evangelho. É quase sempre o de São João, onde está descrita a Geração Eterna, temporal e espiritual do Verbo Encarnado.
Adorai a Jesus que subiu ao Céu para ali vos preparar um lugar. Contemplai-o reinando num trono de glória e enviando aos Apóstolos seu Espírito de Verdade e de Amor.
Pedi que esse Espírito divino habite em vós e vos dirija em tudo o que fizerdes no correr do dia, e que este, pela graça do Santo Sacrifício, seja todo santificado e tornado fecundo em obras de graça e de salvação.
R. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum eius.
V. Tu es Petrus.
R. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam
Orémus
Omnípotens sempitérne Deus, miserére fámulo tuo Pontífici nostro Benedícto : et dírige eum secúndum tuam cleméntiam in viam salútis ætérnæ : ut, te donánte, tibi plácita cúpiat, et tota virtúte perfíciat.
R. Amen.
Mater Ecclésiæ, ora pro nobis..
Sancte Petre, ora pro nobis.
Um Pai Nosso, 3 Ave Marias e um Glória ao Pai, seguidos desta oração.
V: Oremos para o nosso Papa Bento.
R: Que o Senhor o guarde e fortaleça, e o faça abençoado nesta terra, e não o abandone ante a perversidade de seus inimigos.
V. Tu és Pedro,
R. E sobre esta pedra edificarei minha Igreja.
Oremos,
Omnipotente e eterno Deus, tem piedade de teu servo, Bento, nosso Soberano Pontífice, e guia-o conforme tua bondade, a caminho da vida eterna, de modo que, com a assistência da sua graça, ele possa velar pelo rebanho que lhe foi confiado, alcançando junto com ele a salvação; Através de Cristo, Nosso Senhor.
R. Ámen.
V. Mãe da Igreja, R. Rogai por nós
V. São Pedro, R. Rogai por nós
Publicado em Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Moradas, O Sagrado e a Arte, Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Babel Inc.", "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Sacralidade no mundo, Amizade natural entre fé e razão - L'Osservatore Romano-Vaticano - 31.10.2009, Babel, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Crises, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé, Fé Cristã, Fé Cristã e Mística, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., Moradas, Na audiência geral Bento XVI fala sobre teologia monástica e teologia escolástica - L'Osservatore Romano-Vaticano-31.10.2009, O Amor não cabe em um chip..., O amor rega o Jardim..., O duelo entre o sagrado e o profano, O mundo é um lugar perigoso..., O que é o "Rito Gregoriano" - papa Bento XVI? (pesquisa em MIssa Tridentina em Portugal), O Sagrado e a Arte, Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Rito Antigo ou Tridentino da MIssa - Papa Bento XVI (pesquisado em "Missa Tridentina em Portugal), Sacralidade, Superação, Transcendência e Crise, Zumbis High-Tech | Deixar um comentário »

Origem: "Turn bak to God"

"Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força, de amor e de moderação." 2 Timóteo 1:7 (Bíblia - Novo Testamento - CNBB)
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Fonte: CNBB - Artigos dos Bispos
Dom Orani João Tempesta
[Neste] final de semana teremos a oportunidade de refletir sobre o nosso fim último, pois estaremos celebrando o Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos, ou como costumamos chamar, Dia dos “finados”.
Para nós, cristãos, é olhar para o futuro e ter o conforto de saber que o nosso destino é a vida em Deus – por Cristo fomos chamados a viver na comunhão Trinitária por toda a eternidade! Viemos de Deus e para Ele retornamos! Por isso é que nós chamamos o dia da morte como o “verdadeiro dia do nascimento”, pois é o dia em que nascemos para a vida eterna.
A Igreja se sente unida aos santos que estão junto do Pai e também àqueles que já partiram e estão necessitados de nossa oração.
Também diante dessas celebrações temos a oportunidade de refletir sobre o sentido de nossa vida e os valores para os quais vivemos. Um dia viemos a este mundo, e um dia sairemos dele!
Nesse tempo que nos foi dado o que foi que construímos?
Toda vida que começa alcança o seu objetivo e depois se finda, se acaba. Apenas o homem, com sua inteligência, é que fica entristecido com o fato de ter que morrer.
Isso se dá, em primeiro lugar porque, quer queiramos ou não, existe em nós a sede do infinito, e por isso o “ter que morrer” nos causa tristeza.
Entretanto, para nós, cristãos, a morte, embora ponha fim à nossa existência neste mundo, é o início da vida sem fim, quando estaremos em Deus.
Além disso, pela fé sabemos que nosso corpo, embora desintegrado, será ressuscitado. Interessante neste contexto termos em mente que a Igreja Católica comemora seus santos pelo dia de sua morte e não pelo dia em que nasceram.
A morte e ressurreição é um mistério de fé, que proclamamos no CREDO: “Creio na ressurreição da carne, na vida eterna…”
São Paulo, na Epístola aos Tessalonicenses, diz palavras confortadoras sobre a ressurreição dos mortos: “Não queremos, irmãos, que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim precisamos crer também que Deus levará, por Jesus e com Jesus, os que morreram.” “Consolai-vos, portanto, uns aos outros com estas palavras” (cf. I Tessalonicenses, 4,13 a 15 e 18).
Assim, sustentados pela fé na vida eterna e na ressurreição dos mortos, é muito salutar recordarmos os nossos parentes e amigos que foram trasladados da vida terrena para a vida eterna.
No dia dedicado aos mortos, muitos vão aos cemitérios orar pelos seus falecidos. Os gestos (orações, velas, flores, celebrações) tão belos são uma afirmação de que cremos que a morte não é o fim e que nossos mortos, hoje vivem, estão em Deus e um dia ressuscitarão.
No dia em que nos recordamos dos que nos precedem na comunhão dos santos, diante da necessária reflexão acerca da irmã morte, as palavras de Salomão, no Capitulo 3,1-9 do livro da Sabedoria, nos colocam diante do mistério da vida plena: “A vida dos justos está nas mãos de Deus, nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos pareceram morrer; sua partida foi tida como uma desgraça, sua viagem para longe de nós como um aniquilamento, mas eles estão em paz. Aos olhos humanos pareciam cumprir uma pena, mas sua esperança estava cheia de imortalidade, por um pequeno castigo receberão grandes favores. Deus os submeteu à prova e os achou dignos de si. Examinou-os como o ouro no crisol e aceitou-os como perfeito holocausto. No tempo de sua visita resplandecerão e correrão como fagulhas no meio da palha. Julgarão as nações, dominarão os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que são fiéis permanecerão junto a ele no amor, pois graça e misericórdia são para seus santos, e sua visita é para seus eleitos”.
Neste dia, quando tantas celebrações ocorrerão em todos os cemitérios de nossa Arquidiocese, podemos fazer ser um momento muito importante para que, além de rezarmos pelos nossos falecidos, anunciemos às pessoas a nossa fé, aquela fé que acredita na vida que não termina com a morte e que nos convida a aproveitar o tempo que temos para viver bem como bons cristãos.
Que o Senhor da vida dê o descanso eterno a todos os fiéis! E que os que vivem sejam alcançados pela paz e confortados pela esperança de que nossa morte não será o fim de tudo, mas o começo da vida sem tempo e que nós, que cremos em Cristo, com Ele ressuscitaremos! Amém.
(CNBB – 29.10.2009)
………………..
Observação: Modificado o termo “No próximo final de semana…” para “Neste…), em decorrência de ter sido postado hoje, dia 01.11.2009, enquanto a publicação pela CNBB se deu em 29.10.2009. Conto com a compreensão de V. Revma. Dom Orani João Tempesta.
Publicado em Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Fé Cristã e Mística, O amor transmuda a dor..., Sacralidade, Sacralidade e Corpo | Tagged "A Igreja se sente unida aos santos que estão junto do Pai e também àqueles que já partiram e estão necessitados de nossa oração..." Artigo de dom Orani João Tempesta (CNBB) - Dia de Todos os, "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Solidariedade", "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Sacralidade do Corpo, A Sacralidade no mundo, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Fé, Fé Cristã e Mística, O amor rega o Jardim..., O amor transmuda a dor..., O dia do nascimento - Artigo de Dom Orani Tempesta (CNBB) - Dia de todos os Santos e Dias dos dos Finados - 2009, O vazio e o inefável, Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Superação | Deixar um comentário »
Fonte: MOSTEIRO DE SÃO BENTO DO RIO DE JANEIRO

São Bento de Núrsia
O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, com conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.
Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.
Todo Cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja ; provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.
O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.
Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos:Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.
Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados.

Na frente da medalha (veja foto) são apresentados uma cruz e entre seus braços estão gravadas as letras C S P B, cujo significado é, do latim: Cruz Sancti Patris Benedicti – “Cruz do Santo Pai Bento”.
Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux – “A cruz sagrada seja minha luz”.
Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux – “Não seja o dragão meu guia”.
No alto da cruz está gravada a palavra PAX (“Paz”), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.
À partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana – “Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!” e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas – “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.
Nas costas da medalha está São Bento, segurando na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges e, na outra mão, a cruz. Ao redor do Santo lê-se a seguinte jaculatória ou prece: EIUS – IN – OBITU – NRO – PRAESENTIA – MUNIAMUR – “Sejamos confortados pela presença de São Bento na hora de nossa morte”.
É representado também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu, milagrosamente, ileso.
Oração para alcançar alguma graça:
Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça … que vos suplicamos, finalmente,vos pedimos que ao térnimo de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosto no Paraíso. Amém.
Postado Por Mosteiro São Bento do Rio de Janeiro.
Publicado em Castelo Interior, Cristianismo e esperança, Fé Cristã e Mística, Moradas, O duelo entre o sagrado e o profano, Sacralidade | Tagged "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, O amor rega o Jardim..., O duelo entre o sagrado e o profano, O mundo é um lugar perigoso..., Oração de São Bento (medalha) - Mosteiro São Bento do Rio de Janeiro, Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Sacralidade | Deixar um comentário »
—————————————————————————————————————————————–
Fonte: Agência Ecclesia - Agência de notícias da Igreja Católica em Portugal
26.10.2009

SIGNIS - Asociación Católica Mundial para la Comunicación
Conclusão
Crianças ainda são demasiadamente invisíveis nos meios de comunicação social
Cerca de 660 participantes de 70 países participaram no Congresso da SIGNIS, Associação Católica Mundial para a Comunicação, que se reuniu entre 17 e 21 de Outubro em Chiang Mai, Tailândia. O encontro teve como tema “Media para uma cultura de paz: Direitos das crianças, uma promessa para o amanhã”.
A assembleia acolheu igualmente uma centena de estudantes entre os 13 e 15 anos, provenientes das escolas da região, que participaram num atelier sobre “direitos da criança num mundo digital”. O congresso contou também com a presença de dez jovens jornalistas de vários países asiáticos.
A infância foi também evocada através da exibição de 200 lenços com mensagens e impressões de palmas das mãos de crianças de todo o mundo.
“As crianças e a juventude desafiaram a SIGNIS a assumir seriamente o nosso papel na promoção dos direitos dos mais novos, no contexto de sociedades que estão a ser transformadas através dos media”, afirmou o secretário-geral da organização, Alvito de Souza.
Promessa de amanhãs melhores
O presidente do comité organizador do congresso, Chainarong Monthienvichienchai, lembrou que “quando perguntavam ao futebolista Johan Cruyff o que fazia dele um jogador excepcional, ele respondia que ia para onde a bola se dirigia, e não para onde ela estava. Este ponto de vista tornou-se o lema de todos aqueles que estão comprometidos nas comunicações sociais, isto é, ir para onde está o futuro”, ou seja, para junto “das crianças, que são a nossa promessa de amanhã”.
A SIGNIS, por seu lado, “terá que se adaptar para continuar a ser relevante e activa num panorama digital em mudança”, defendeu Alvito de Souza.
“Com as crianças, para as crianças, dando voz aos sem voz: apesar destas intenções tantas vezes repisadas, as crianças são ainda demasiadamente invisíveis nos media; devemos fazer mais”, afirmou o presidente da SIGNIS no discurso de abertura do congresso.
“As autoridades eclesiais, em particular, devem renovar o seu apoio aos profissionais leigos que trabalham nos meios de comunicação católicos e que se encontram numa posição única para assumir de maneira criativa os desafios de um mundo digital, para o bem das nossas crianças”, que são a “promessa de amanhãs melhores”, referiu Augustine Loorthusamy.
Na mensagem dirigida ao Congresso, Bento XVI assinalou que a maneira como as crianças são formadas pelos media e o modo como os mais novos são educados a dar-lhes uma resposta apropriada “devem estar no centro das preocupações dos profissionais da comunicação”.
O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, enviou uma saudação de boas-vindas aos participantes, escrevendo que os “os media têm uma grande influência nos comportamentos, e neste mundo sem fronteiras podem ajudar a preparar as gerações futuras a construir a paz e a harmonia”.
Vídeo dedicado aos direitos das crianças
Os participantes do congresso assistiram à exibição de um vídeo sobre os direitos da infância, produzido pela SIGNIS e pelo Gabinete Internacional Católico para a Infância.
O documentário apresenta os comentários de crianças de treze países sobre questões relacionadas com respeito, pobreza, violência, família, trabalho, educação, saúde, deficiências físicas, justice e tecnologia.
Internacional | Rui Martins | 2009-10-26 | 16:04:05 Comunicações Sociais
__________________________________________________________________________________________________
Agência Ecclesia
A influência que os media exercem nas crianças pode conduzi-las a uma progressiva desumanização ou, pelo contrário, a contribuírem para a edificação da paz. É esta ambivalência que a SIGNIS (Associação Católica Mundial para a Comunicação) debate desde Sábado no seu congresso mundial, que se realiza em Chiang Mai, Tailândia.
Na mensagem que dirigiu aos participantes, Bento XVI afirma que a relação dos mais novos com os meios de comunicação social “pode perceber-se em duas direcções: por um lado são os media que formam as crianças; por outro, as crianças estão cada vez mais predispostas a responder adequadamente aos media”.
O encontro de 2009 será “um congresso de transformação”, prometeu o presidente da SIGNIS, Augustine Loorthusamy, na alocução de boas vindas.
“Se o tema do nosso congresso são os media para um cultura de paz, é porque o nosso mundo ainda está marcado por conflitos sangrentos e destrutivos. Continua-se a explorar, abusar e a matar as pessoas. A busca da paz é a razão da nossa existência. Isso é ser Igreja no mundo de hoje”, afirmou o responsável.
Construir pontes
O presidente da SIGNIS recordou que “dois terços da população mundial é jovem. São o nosso futuro e, portanto, devem ser a nossa preocupação. Se queremos que este encontro seja de transformação, tem que ser um congresso para construir pontes.”
Augustine Loorthusamy recordou que essas ligações também devem ser estabelecidas entre pessoas de diferentes credos. “Não é por acaso que este congresso se realiza num país budista. Se a SIGNIS é o braço comunicativo da Igreja, então deve levar por diante a sua missão com povos de diferentes confissões.”
O congresso, que terminará a 21 de Outubro, reúne centenas de profissionais da comunicação de todo o mundo. “Questões globais actuais sobre direitos humanos e direitos das crianças”, “Novas perspectivas sobre media e transformação social” e “O desafio de crescer numa era digital” são alguns dos temas a abordar durante o encontro.
Com Rádio Vaticano
__________________________________________________________________________________________________
Agência Ecclesia
19.10.2009
Desenvolvimento dos Debates
Está a decorrer em Chiang Mai, na Tailândia, o Congresso Mundial da Associação Católica Mundial para a Comunicação (SIGNIS). O tema em debate é “Media para uma cultura de Paz: direitos das crianças, promessa de amanhã”.
Na mensagem de boas-vindas, o presidente da Associação, Augustine Loorthusamy, afirmou que a edição 2009 será diferente, pois será “um Congresso de transformação”.
“Se o tema do nosso Congresso são os media para um cultura de paz é porque o nosso mundo ainda está marcado por conflitos sangrentos e destrutivos; os direitos de milhões de pessoas são violados”, disse.
Para o presidente da SIGNIS, este será um Congresso diferente porque no centro da atenção estão os direitos das crianças: “Dois terços da população mundial é jovem. São o nosso futuro e, portanto, devem ser a nossa preocupação. Se queremos que este Congresso seja de transformação, tem de ser um Congresso para construir pontes.”
A cerimónia de boas-vindas contou com a presença do núncio apostólico na Tailândia, D. Salvatore Pennacchio, que pediu aos comunicadores católicos que sejam servidores de Deus. Durante a celebração, realizada com danças e músicas tradicionais do norte do país, foi lida a mensagem do presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, D. Claudio Maria Celli.
“Intercâmbios pessoais, profissionais e culturais são muito importantes e, sem dúvida, vão criar novo entusiasmo no nosso trabalho de comunicadores”, afirma o arcebispo italiano, que aprovou o envolvimento de jovens e crianças em vários workshops.
“É muito importante ouvir os jovens e aprender com eles, principalmente porque frequentemente eles são os primeiros e a usar e desenvolver os media interactivos, até mesmo ensinando os adultos”.
Zilda Arns, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança no Brasil (*), foi a responsável pela conferência de ontem, falando sobre a experiência da Pastoral da Criança no campo da Comunicação e da Educação. (Com Rádio Vaticano)
Internacional | Agência Ecclesia | 2009-10-19 | 14:12:15 Comunicações Sociais
__________________________________________________________________________________________________
Agência Ecclesia
16.10.2009
Abertura
Profissionais da comunicação juntam-se na Tailândia para debater os direitos das crianças na era da comunicação
Bento XVI enviou uma mensagem de saudação aos participantes do Congresso Mundial 2009 da Signis. O encontro que vai juntar profissionais dos media, a partir do dia 17 em Chiang Mai, na Tailândia, vai centrar-se no tema «Media para uma cultura de Paz: direitos das crianças, promessa de amanhã».
“A necessidade de uma responsabilidade no uso da mensagem e dos métodos atraem em particular os jovens”, afirma Bento XVI na sua mensagem. “A sua relação com os media pode perceber-se em duas direcções: por um lado são os media que formam as crianças; por outro as crianças estão cada vez mais predispostas a responder adequadamente aos media”, evidencia o Papa recordando aqui a sua mensagem, de 2007, para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Bento XVI dá conta da sua oração para que os “trabalhos do Congresso prossigam a favor da promoção dos direitos das crianças e de forma a incentivar as comunidades a ver os direitos como uma prioridade do seu trabalho diário a favor de uma cultura de paz”.
O Congresso da Signis decorre até ao dia 21 de Outubro. São esperados centenas de profissionais da comunicação de todo o mundo e em causa vão estar «Questões globais actuais sobre direitos humanos e direitos das crianças», «Novas perspectivas sobre media e transformação social» e «O desafio de crescer numa era digital».
Internacional | Agência Ecclesia | 2009-10-16 | 10:47:54 |Comunicações Sociais
Postados por Agência Ecclesia - Portugal.
__________________________________________________________________________________________________
(*) Grifo meu.
Publicado em A Ciência está nos transformando em robôs..., Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O amor transmuda a dor..., Transcendência e Crise | Tagged "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Babel Inc.", "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Solidariedade", "Vida"-Santa Teresa de Jesus, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, Amar é cuidar..., «Somos as crianças do mundo. Ouvem as nossas vozes?» - Congresso da SIGNIS - Associação Católica Mundial para a Comunicação (17 a 21 de outubro - Tailândia) -Agência Ecclesia, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Corpos-zumbis são os robôs do futuro?, Crises, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Direitos das Crianças - SIGNIS, Fé Cristã, Humanidade perdida, Infância - Outubro - Congresso da SIGNIS - Associação Católica Mundial para a Comunicação - Tailândia, Infância degradada, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, l’Association Catholique Mondiale pour la Communication - out/2009, Livre-Arbítrio, Mês das Crianças - Pax Cristi International - outubro de 2009, Mentes profanas e nada mais..., Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O amor rega o Jardim..., O amor transmuda a dor..., O mundo é um lugar perigoso..., Papa saúda Congresso da Signis - Associação Católica Mundial para a Comunicação - Direito das Crianças - Out/2009, Paz interior, SIGNIS - Asociación Católica Mundial para la Comunicación, Superação, Transcendência e Crise, Vídeo dedicado aos direitos das crianças- Gabinete Internacional Católico para a Infância -out/2009, Zumbis High-Tech | Deixar um comentário »
Passei o mês inteiro preocupada com a fato de não ter publicado algo “substancial” sobre a necessidade de rezarmos o Terço, o Rosário, tal como Nossa Senhora pediu às três crianças camponesas – Lúcia, Jacinta e Francisco, em sua aparição, no ano de 1917. É que não conseguia “elaborar” o dia 17 de outubro (confesso meu desconforto), instituído pelo papa São Pio V, para a devoção à Nossa Senhora do Rosário: uma batalha. Pesquisei que a oficialização se deu devido a uma invasão, em Lepanto. Continuei pesquisando e rezando … O que descobri mais a fundo é que outubro é o Mês do Rosário, principalmente devido ao que Noossa Senhora falou em Fátima: rezar o terço diariamente. Pronto. Graças a Deus venci minha própria ignorância…
Leiam aqui, e aprofundem no site Flos Carmeli outras informações muito importantes para os católicos. Acho um encanto este site. Tudo é delicado. Lembra Nossa Senhora…
No site do Vaticano, explicado pelo papa João Paulo II há uma longa explicação sobre o Rosário e um pequeno parágrafo sobre a recitação do terço. Em outros, se limitam à diferença do Rosário para o terço em termos das 15 dezenas de Ave Marias, etc., e cinco dezenas para o Terço. No entanto, há poucos artigos dedicados ao signifcado “misterioso” do Terço, do Rosário. No segundo post do Flos Carmeli há o detalhamento, que, nesse sentido, é ao mesmo tempo, simples e elucidativo.
Será que estou exigindo demais ao revelar a escassez de informações sobre o Rosário em si na web? Meu intuito é de cumprir a “tarefa” de passar informações. Me consola o fato de que minha precariedade é positiva para o conjunto, já que me limito à recitação do Terço. Infelizmente, não é diária, e por certo, é imperfeita. Isto, me impele a aprofundar-me nos mistérios da oração, pelo menos do Terço, deficiência esta que que acaba trazendo benefícios aos que visitam o blog “Castelo Interior”… Ainda assim, que Deus me perdoe por ser relapsa…
A importância que dou à recitação do Terço, no meu caso, é resultado de um apelo interior muito forte. Acredito profundamente que ter este hábito cura nossas feridas, nos faz levantar dos abismos em que nossas almas caem, ou que certas situações ou pessoas nos fazem cair… Assim, se enfrentamos obscuridades, contrariedades, provações, temos a meditação profunda que os santos e santas, e alguns papas, alguns deles santos, nos indicaram através da via da recitação do Terço, do Santo Rosário.
Não se limitem ao que publico aqui. O site Flos Carmeli tem muitas riquezas espirituais, produzidas pelas irmãs carmelitas descalças. Façam o mesmo em relação a outros links, buscando, tal como eu, mananciais de orientação segura para os passos que damos em nossas vidas.
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Fonte: FLOS CARMELI

1- O Nascimento do Rosário

São Domingos de Gusmão - séc. XIII
O Rosário é uma forma de oração muito antiga, usada pelos cristãos dos primeiros tempos. Desde os monges do oriente, até os beneditinos e agostinianos, era costume contar as preces com pedrinhas. Aliás, foi um beneditino, o venerável Santo Beda, a sugerir que elas fossem enfileiradas em um cordão, para facilitar o transporte e manuseio.O Rosário é uma oração cuja origem se perde nos tempos. A tradição diz que foi revelado a S. Domingos de Gusmão (1170-1221), numa aparição d e Nossa Senhora, quando ele se preparava para enfrentar a heresia albigense.
A prática da oração do Rosário, como conhecemos hoje, nasceu no início do século XVII. E se tornou de grande valia na solução de um problema relevante das novas Ordens de frades mendicantes, franciscanos e dominicanos, onde a maioria era de analfabetos. Nessa época, o Papa Inocêncio III decidiu colocar um fim à heresia albigense, instalada no sul da França. O pontífice enviou para lá dois sacerdotes, Diego de Aceber e Domingos de Gusmão. Como o primeiro teve morte súbita, a missão ficou por conta do segundo. Mas a questão foi resolvida com muita eficiência, pois ele acabou contando com uma forte aliada: a Virgem Maria.
Diz a tradição que em 1207, o então fundador da Ordem dominicana estava na cidade francesa de Santa Maria de Prouille inaugurando o primeiro convento feminino de sua congregação. Na capela desse convento, Nossa Senhora apareceu à Domingos de Gusmão e lhe ensinou a oração do Rosário, para ser difundida como arma da fé contra todos os inimigos do cristianismo e também, para a salvação dos fieis. A partir daí a Ordem Dominicana se tornou a guardiã do Rosário, cujos missionários iniciaram a propagação do culto em todo o mundo.
Assim nasceu, nos dominicanos, o Rosário, o “saltério de Nossa Senhora”, a “Bíblia dos pobres”, com 150 Avé-Marias. Um pouco mais tarde, em 1422, pelas mesmas razões, os franciscanos c riaram a Coroa Seráfica, uma oração muito parecida, mas com estrutura ligeiramente diferente (tem sete mistérios, em honra das sete alegrias da Virgem, os mistérios Gozosos, trocando a Apresentação no Templo pela Adoração dos Magos e os dois últimos Gloriosos, acrescentando mais duas Avé-Marias em honra dos 72 anos da vida de Nossa Senhora na Terra).
Mas é preciso dizer que, nessa altura, não havia ainda a Ave Maria. Já desde o século IV se usava a saudação do arcanjo S. Gabriel (Lc 1, 28) como forma de oração, mas só no século VII ela aparece na liturgia da festa da Anunciação como antífona do Ofertório. No século XII, precisamente com o Rosário, juntam-se as duas saudações a Maria, a de S. Gabriel e a de S. Isabel (Lc 1, 42), tornando-se uma forma habitual de rezar. Em 1262 o Papa Urbano IV (papa de 1261-1264) acrescenta-lhes a palavra “Jesus” no fim, criando assim a primeira parte da nossa Ave Maria.
Só no século XV se acrescenta a segunda parte de súplica, tirada de uma antífona medieval. Esta fórmula, que é a actual, torna-se oficial com o Papa Pio V (1566-1572). Grande reformador no espírito do concílio de Trento (1545-1563), S. Pio V é o responsável pela publicação do Catecismo, Missal e Breviário Romanos surgidos do Concílio, que renovam toda a vida a Igreja. Foi precisamente no Breviário Romano, em 1568, que aparece pela primeira vez na oração oficial da Igreja a Avé-Maria.
2- A Batalha de Lepanto e a festa de Nossa Senhora do Rosário
O contributo de São Pio V, um antigo dominicano, para a história do Rosário não se fica por aqui. O grande reformador criou também o último grande momento da antiga Cristandade, a unidade dos reinos cristãos à volta do Papa. Os turcos otomanos, depois do cerco e queda de Constantinopla em 1453, o fim oficial da Idade Média, e das conquistas de Suleiman, o Magnífico (1494-1566, sultão desde 1520), estavam às portas da Europa. Dividida nas terríveis guerras entre católicos e protestantes, a velha Europa não estava em condições de resistir. O perigo era enorme.
Além de apelar às nações católicas para defender a Cristandade, o Papa estabeleceu que o Santo Rosário fosse rezado por todos os cristãos, pedindo a ajuda da Mãe de Deus, nessa hora decisiva. Em resposta, houve um intenso movimento de oração por toda a Europa. Finalmente, a 7 de Outubro de 1571 a frota ocidental, comandada por D. João de Áustria (1545-1578), teve uma retumbante vitória na batalha de Lepanto, ao largo da Grécia. Conta-se que nesse mesmo dia, a meio de uma reunião com os cardeais, o Papa levantou-se, abriu a janela e disse “Interrompamos o nosso trabalho; a nossa grande tarefa neste momento é a de agradecer a Deus pela vitória que ele acabou de dar ao exército cristão”. A ameaça fora vencida. Este foi o último grande feito da Cristandade. Mas o Papa sabia bem quem tinha ganho a batalha. Para louvar a Vitoriosa, ele instituiu a festa litúrgica de acção de graças a Nossa Senhora das Vitórias no primeiro domingo de Outubro. Hoje ainda se celebra essa festa, com o nome de Nossa Senhora do Rosário, no memorável dia de 7 de Outubro.
3 – O Rosário até João Paulo II
A partir de então, o Rosário aparece em múltiplos momentos da vida da Igreja. Já no fresco do Juízo Final, pintado por Miguel Ângelo (1475-1564) na Capela Sistina do Vaticano de 1536 a 1541, estão representadas duas almas a serem puxada para o céu por um Terço. São as almas de um africano e de um asiático, mostrando a universalidade missionária da oração.
A 12 de Outubro de 1717, foi retirada do rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora com um Terço ao pescoço por três humildes pescadores, Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, em Guaratinguetá, São Paulo. Essa estátua, de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi declarada em 1929 Rainha e Padroeira do Brasil.
A Imaculada Conceição rezou o Terço com Bernadette Soubirous (1844-1879) nas aparições de Lourdes em 1858. O Papa Leão XIII, “Papa do Rosário”, como lhe chama a recente Carta Apostólica do Papa (número 8 ) dedicou mais de 20 documentos só ao estudo desta oração, incluindo 11 encíclicas.
Também o Beato Bártolo Longo (1841-1926) é um os grandes divulgadores do Rosário, como o refere a recente Carta Apostólica (n.º 8, 15, 16, 36, 43). Antigo ateu, espírita e sacerdote satânico, depois da sua conversão viu na intercessão de Nossa Senhora a sua única hipótese de salvação. Sendo advogado, em 1872 deslocou-se à região de Pompeia por motivos profissionais e ficou chocado com a pobreza, ignorância, superstição e imoralidade dos habitantes dos pântanos. Entregou-se a eles para o resto da vida. Arranjou um quadro da Senhora do Rosário, que fez vários milagres e criou em 1873 a festa anual do Rosário, com música, corridas, fogo de artifício. Construiu uma igreja para essa imagem, que se veio a tornar no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. Fundou uma congregação de freiras dominicanas para educar os órfãos da cidade, escreveu livros sobre o Rosário e divulgou a devoção dos «Quinze Sábados» de meditação dos mistérios.
Outro grande momento da divulgação do Terço é, sem dúvida, Fátima. “Rezar o Terço todos os dias” é a única coisa que a Senhora referiu em todas as suas seis aparições. A frase repete-se sucessivamente, quase como uma ladainha, manifestando bem a sua urgência e importância. Na carta do Dr. Carlos de Azevedo Mendes, num dos primeiros documentos escritos sobre Fátima, afirma-se “Como te disse examinei ou antes interroguei os três em separado. Todos dizem o mesmo sem a mais pequena alteração. A base principal que de tudo, o que me dizem, deduzi é «que a aparição quer que se espalhe a devoção do Terço»”
A história do Rosário não pode terminar sem referir um momento decisivo desta evolução. A escolha do Papa João Paulo II de celebrar as suas bodas de prata pontifícias com o Rosário, acrescentando-lhe os cinco mistérios luminosos, é um marco importante na devoção. Mas a ligação do Papa a esta oração não é de hoje, como ele mesmo diz na Carta: “Vinte e quatro anos atrás, no dia 29 de Outubro de 1978, apenas duas semanas depois da minha eleição para a Sé de Pedro, quase numa confidência, assim me exprimia: «O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade.»”(n.º 2)
O Papa João Paulo II decidiu celebrar as suas bodas de prata papais com uma oração, o Rosário da Virgem Maria. Dado que é apenas a quarta vez na História que a Igreja celebra os 25 anos de um pontificado, (depois de S. Pedro, que foi Papa do ano 32 a 67, do beato Pio IX, Papa de 16 de Junho de 1846 a 7 de Fevereiro de 1878 e do seu sucessor Leão XIII, Papa de 20 de Fevereiro de 1878 a 20 de Julho de 1903), esta decisão tem grande relevo histórico e profético.
Agradecimentos pela colaboração do Irmão Leondro – Ir. Claudio de La Colombiere – OTC
Postado por Flos Carmeli às 14:28.
___________________________________________________________________________________________________________________

Virgem do Rosário
Domingo, 04 de outubro de 2009
A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.
No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.
A palavra Rosário significa ‘Coroa de Rosas’. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário a rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.
O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que sua mãe lhe pede. Em cada uma de suas aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.
O Rosário é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal
No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida, morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe. A oração verbal consiste em recitar quinze dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas do Ave Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistério do Rosário. A Santa Igreja recebeu o Rosário em sua forma atual em 1214 de uma forma milagrosa: quando a Virgem apareceu a Santo Domingo e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo com incríveis e milagrosos resultados. (Fonte: ACI Digital)
Postado por Flos Carmeli às 13:46.
Publicado em Castelo Interior, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, O Amor não cabe em um chip..., O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, Transcendência e Crise | Tagged "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Babel Inc.", "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Vida"-Santa Teresa de Jesus, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Ciência está nos transformando em robôs..., A Sacralidade no mundo, Amar é cuidar..., “O demônio se esforça muito em afastar a pessoa da meditação porque ele sabe que as pessoas perseverantes na oração estão perdidas para ele”. Santa Teresa de Ávila (Flos Carmeli - Mês do, Babel, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Corpos-zumbis são os robôs do futuro?, Crises, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Desatres ambientais e Responsabilidade, Fé Cristã e Mística, Humanidade perdida, Infância degradada, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mês do Rosário - Outubro (Flos Carmeli), Mês do Santo Rosário A devoção do Santo Rosário - Outubro (Flos Carmeli), Mentes profanas e nada mais..., O Amor não cabe em um chip..., O amor rega o Jardim..., O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, O mundo é um lugar perigoso..., O vazio e o inefável, Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Superação, Transcendência e Crise, Uma Breve História do Rosário da Virgem Maria - Flos Carmeli - Mês do Rosário-Outubro, Zumbis High-Tech | Deixar um comentário »

Fonte:Portal Enciclopédia – Igreja Católica Apostólica Romana

São Pedro, o Apóstolo - primeiro papa da Igreja Católica, ordenado por Jesus Cristo.
Este Portal pretende ser um espaço onde todos os católicos possam participar enviando artigos e noticias sobre temas da igreja , actividades das suas paróquias, catequese, escutismo etc. Inscreva-se na Enciclopédia e envie os seus trabalhos.
Igreja Católica, chamada também de Igreja Católica Romana e Igreja Católica Apostólica Romana , é uma Igreja cristã colocada sob a autoridade suprema do Papa, Bispo de Roma e sucessor do apóstolo Pedro, sendo considerada pelos católicos como o autêntico representante de Deus na Terra e por isso o verdadeiro Chefe da Igreja Universal (Igreja Cristã ou união de todos os cristãos). Seu objectivo é a conversão ao ensinamento e à pessoa de Jesus Cristo em vista do Reino de Deus.
Para este fim, ela administra os sacramentos e prega o Evangelho de Jesus Cristo. (…)
ECLESIOLOGIA
DOUTRINA
OS DEZ MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS
SACRAMENTOS
CINCO MANDAMENTOS DA IGREJA CATÓLICA
ESTRUTURA E CARGOS
ORGANIZAÇÃO POR REGIÃO
LITURGIA E PRECE (Missal Romano)
VARIEDADES DE IGREJAS PARTICULARES: (IGREJA CATÓLICA LATINA – a maior delas, entre as “IGREJAS CATÓLICAS DO ORIENTE” – portanto, em sua totalidade, perfazem o número de 23)
____________________________________________________________________________________________________________________
Fonte: Veritatis Splendor – Blog
26.10.2009
por Rafael Vitola Brodbeck
Em sua primeira reunião realizada nesta segunda-feira no Vaticano
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- A primeira reunião realizada nesta segunda-feira entre representantes da Santa Sé e da Fraternidade São Pio X, fundada pelo falecido arcebispo Marcel Lefebvre, serviu para propor os temas e o método com o qual a partir de agora acontecerá o diálogo.
O encontro aconteceu no Palácio do Santo Ofício, sede da Congregação para a Doutrina da Fé e da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, encarregada do diálogo com os tradicionalistas. O evento constitui o primeiro encontro da Comissão de estudo, formada por especialistas da mesma Comissão e da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, com o objetivo de examinar as dificuldades doutrinais que continuam existindo entre a Fraternidade e a Sé Apostólica.
Como representantes da Comissão vaticana participam o dominicano suíço Charles Morerod, secretário da Comissão Teológica Internacional, o jesuíta alemão Karl Josef Becker e o vigário geral do Opus Dei, o prelado espanhol Fernando Ocariz Brana.
Um comunicado emitido pela Comissão Pontifícia Ecclesia Dei revela que o encontro aconteceu em “um clima cordial, respeitoso e construtivo; destacaram-se as maiores questões de caráter doutrinal que serão tratadas e discutidas durante os colóquios dos próximos meses, que provavelmente acontecerão duas vezes ao mês”.
Em particular, acrescenta o comunicado vaticano, “serão examinadas as questões relativas ao conceito de Tradição, ao Missal de Paulo VI, à interpretação do Concílio Vaticano II em continuidade com a Tradição doutrinal católica, aos temas da unidade da Igreja e dos princípios católicos do ecumenismo, da relação entre o cristianismo e as religiões não cristãs e da liberdade religiosa”.
“Ao longo do encontro, também se precisou o método e a organização do trabalho”, anuncia a Comissão Ecclesia Dei.
O bispo Bernard Fellay, superior da Fraternidade, nomeou como representantes o bispo Alfonso de Galarreta, diretor do Seminário Nossa Senhora Corredentora de La Reja (Argentina); o Pe. Benoit de Jorna, diretor do Seminário Internacional São Pio X de Ecône (Suíça); o Pe. Jean-Michel Gleize, professor de Eclesiologia do Seminário de Ecône; e o Pe. Patrick de La Rocque, prior do Priorado de São Luis em Nantes (França).
Postado por VS-Blog.
Publicado em Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Estabelecidos temas e métodos do diálogo entre Santa Sé e tradicionalistas - Veritatis Splendor Blog (notícia da Agência Zenit), Fé Cristã e Mística, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O amor rega o Jardim..., O duelo entre o sagrado e o profano, Representantes da Santa Sé e da Fraternidade São Pio X realizam primeira reunião sobre proposições dos tradicionalistas - Veritatis Splendor (da Agência Zenit), Santa Sé e Fraternidade São Pio X (fundada pelo falecido arcebispo Marcel Lefebvre) realizam primeira reunião - Veritatis Splendor Blog(da Agência Zenit), Superação, Transcendência e Crise | Deixar um comentário »
Datas de aniversário são importantes para pessoas que amam profundamente, desde que esta lembrança (declarada carinhosamente ao aniversariante em seu dia, ou não) seja sempre acompanhada de outros gestos amorosos. É o caso de minha irmã, quatro anos mais nova, portanto, passa pouco dos 40: L. de Fátima Barden Nunes (o nome é de solteira). Mora na Europa. Sua condição é legal; vive com o marido G.J. e meu sobrinho G.N.J. Que Deus proteja a todos.
Amada irmã (de todas as horas) – lembrei o dia todo de ti, neste domingo, dia 25 de outubro. Mas como decidi quebrar certas “cadeias hipócritas” há alguns anos em relação à data, tenho certo desconforto em ligar, mandar e-mail, cartão, visitar. Acho que perdi este tipo de simplicidade, que ainda preservas. Saiba no entanto, mana L., que meu coração “transborda” de amor e carinho por ti. Tal como o de Cristo Jesus e Nossa Senhora, Sua e Nossa Mãe Santíssima. O artigo abaixo, vais entender porque dedico a ti, já que és devota de Nossa Senhora de Fátima, principalmente depois daquele sonho encantador e enigmático que me falaste ao telefone, há alguns anos.
Fonte/imagem: Viver é mais do que existir…

"No meio das rosas..."
****
O artigo, do tipo “pergunta-resposta” é dedicado à ti, querida irmã L.de F.B.N (com o casamento J.). O questionamento ao Prof. Fedele é feito por uma jovem de vinte e cinco anos, bastante religiosa. Achei que teria proveito para ti e para quem tiver interesse em ler esta postagem. Na explicação do Prof. Fedele há muito cuidado e carinho com a preocupação com da jovem que se chama Lígia, em relação a comentários de que quem é devoto de Nossa Senhora sofrerá mais perseguições… Achei que faz sentido o temor da jovem, afinal Jesus afirma: “(…) No mundo tereis aflições, mas eu venci o mundo!”
Nós duas, principalmente, que fazemos parte de uma família, sabemos o quanto é importante o aspecto da religiosidade, isto é, o quanto uma família, a pequena (a nossa) e a grande (o seu conjunto) deve ter como centro de suas atenções as ingerẽncias do mundo na vida pessoal e espiritual de cada integrante. Nossa espiritualidade, e acho que concordas comigo, deve estar acima de tudo, mesmo que o “mundo” pareça empenhado em nos jogar, mais e mais, para baixo. Nem pensar! Neste “vale de lágrimas”, lembremos o que Santa Teresa dizia sinteticamente: “Só Deus basta”!
O texto do site do Prof. Orlando Fedele foi publicado integralmente (podia ser um trecho). Eu o respeito, tanto pela idade quanto pelo estudo de Teologia, apesar de seru amor pela polêmica… Nisto, não há dano porque muitas inverdades vêm à tona desse modo. No caso dele, ainda que radical, é do tipo que ama a verdade. Atitude que anda rara hoje em dia…
Nesta resposta à “Lígia”, vemos que é um teólogo piedoso. Seus posicionamentos “drásticos” se dirigem mais à História do Catolicismo (ao período da Idade Média mais exatamente), e sobre algumas condutas da Igreja Pós-Conciliar. Por certo, faz avaliações “radicais”, com as quais, no geral, tendo a concordar. É o caso da Idade Média, que me inquieta. Entendo sua defesa de armadas católicas na época das invasões à espada de povos não-cristãos. Afinal, eles queriam dominar a Europa. Jornalistas sabem de tudo um pouco e têm a obrigação de sempre estar abertos para aprender mais, mais… A História não é matemática, nem é contada como quem uma câmera na mão… Os “pedaços” vão se juntando ao longo do tempo. Portanto, quem sou eu para contestar os aprofundados estudos teológicos do Prof. Fedele! Detalhe: sinto desconforto com a origem da oficialização do dia dedicado à Nossa Senhora do Rosário. Mas sei que isto é devido a viver em uma época em que jamais vi uma pessoa (graças a Deus!) ameaçar outra com uma arma. Faz sentido, não? O Papa São Pio V instituiu a devoção ao Rosário em uma dessas ocasiões – na batalha de Lepanto. O invasor não-cristão iniciou o recuo, por milagre, a partir do momento em que ele, bispos, sacerdotes, povo, príncipes e reis da região invadida dobraram os joelhos, e recitaram por horas o Rosário, sem interrupção. A devoção ao Rosário (e outubro é o mês insituído) foi proclamada oficialmente na Igreja Católica por este Papa – São Pio V (em torno do séc. XV).
Já vai longe a “missiva”, portanto, L., querida irmã, quando os corações estão unidos, são necessárias poucas palavras. Há um texto oriental que diz que Deus conta as lágrimas das mulheres… Hoje eu chorei, mas, repara: uma oração improvisada me tirou da “nuvem” de tristeza em que me envontrava. Vi tua foto… Estás muito bela, mas pelo olhar… Atenta para uma coisa:: Ele e Seus Anjos (principalmente os que são nossos Guardiães) cuidam de nós; nos confortam… Guarda em teu coração, mesmo à distância, o quanto te amo, irmã querida. Até logo…
Felicidades L., e que Deus te ilumine e abençoe. Amém.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Fonte: Associação Cultural Monfort
PERGUNTA
Devoção à Nossa Senhora
De: Lígia
Enviada em: Segunda-feira, 17 de novembro de 2003
Localidade: Toledo, PR
Religião: Católica Apostólica Romana
Idade: 25
Escolaridade: superior completo
Saudações Professor
Parabenizo pelo site e pela seriedade com que conduz um assunto tão delicado e relevante que é a Religião.
Com relação a Maria, sou muito devota a ela, e em uma das cartas que respondeu a outra leitora, disse que quem é devoto de Maria é vítima de muitas traições. Poderia por gentileza esclarecer essa passagem e falar mais sobre Maria na história de Jesus e suas aparições na atualidade.
Grata pela atenção.
A paz de Jesus e de Maria
_________________________________________________________________________________________
RESPOSTA
Lígia
Muito prezada Professora Lígia,
Salve Maria!
Causa-me alegria receber uma carta elogiosa de uma colega de profissão, e ainda mais devota de Nossa Senhora.
Que Deus lhe pague suas palavras elogiosas ao trabalho que desenvolvo, graças a Deus, no site Montfort. Peço-he que reze a Nossa Senhora que me ajude sempre a bem responder o que se me pergunta, e acima de tudo, que me dê forças para bem defender a Igreja Católica Apostólica Romana, em cuja Fé quero viver e morrer . (“Et dans cette Foi je veux vivre et mourir” como Villon fez a mãe dele rezar, em uma das suas famosas baladas).
Professora, a senhora me pede que lhe escreva quase um tratado sobre Nossa Senhora, tanto os temas que me pede são vastos.
E, por falar em Tratado, a senhora conhece o Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora de São Luís de Montfort, santo patrono de nosso site?
Se não o conhece, recomendo-lhe que compre imediatamente esse livro extraordinário, no qual a senhora poderá encontrar as respostas que me pede.É um livrinho pequeno em tamanho, imenso em valor, profundo em pensamento, que recomendo que leia e medite.Nele São Luís mostra que há um grande combate, na Historia, entre a Igreja e o demônio, e que assim como a serpente odeia Nossa Senhora, porque foi ela que possibilitou que o Verbo de Deus se encarnasse, assim ele detesta os verdadeiros devotos de Maria Santíssima.
Já no início da História, quando Deus expulsou Adão e Eva do Paraíso terrestre, Deus onipotente amaldiçoou a serpente, dizendo-lhe: Inimicitias ponam, isto é, “Porei inimizades”, entre ti e a Mulher, entre a tua raça e a dela, e Ela mesma te esmagará a cabeça, e tu lhe farás ciladas ao calcanhar” ( Gen. III, 15).Portanto, Deus estabeleceu uma inimizade, um ódio entre os filhos do demônio e os filhos da Virgem. Filhos do demônio, como explicou Jesus no Evangelho, (Jo. VIII, 44), filhos do demônio são todos aqueles que querem fazer a vontade do diabo, pai da mentira e assassino desde o começo. Filhos da Virgem são todos aqueles que reconhecem Maria como Mãe de Deus, da qual querem fazer a vontade dela.
É claro que esses dois grupos de homens, querendo coisas opostas, se combatem, e só podem se combater. Há pois uma luta na História entre os filhos das trevas e os filhos da luz. E o demônio faz ciladas ao calcanhar da Virgem, isto é, procura prejudicar os pequenos que a servem.
Canta-se na Liturgia das Horas que Nossa Senhora, sozinha, esmagou toda a heresia. E heresia no singular, como se diz que o demônio é pai da mentira no singular.
Por que mentira no singular?
Porque, no fundo, como há uma só Fé verdadeira, só pode haver uma só mentira, que é a Gnose, doutrina que afirma a divindade do homem, porque a grande tentação do homem é ser Deus.
Como o homem é composto de corpo e alma, a deificação pode ser buscada ou no corpo — e é materialismo panteísta, — ou só na alma, e se cai na Gnose propriamente dita, que afirma a divinização do espírito, condenando a matéria, o corpo.
Por isso fez Deus a língua única da serpente bífida, dividida em duas pontas, para simbolizar a divisão da única tentação, a de sermos deuses, ou panteisticamente, ou gnosticamente. Ora, Nossa Senhora, aceitando ser a Mãe do Verbo de Deus encarnado, esmagou tanto o Panteísmo como a Gnose.
Esmagou o Panteísmo, porque Cristo Filho de Maria, era o Verbo, a Sabedoria de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.Esmagou a Gnose, porque o Verbo de Deus tomou carne em Maria, e de Maria. Ele nasceu “ex Maria Virgine. Et homo factus est”. Nasceu de Maria Virgem e se fez homem. É o que cantamos no Credo, em todas as Missas.
E foi por Maria que o Verbo se encarnou, e viveu entre nós, “cheio de graça e de verdade”, ” Plenum gratiae et veritatis”.
Explica Hugo da Abadia de São Victor, que o olho humano é feito para a luz, e entretanto, ele não pode contemplar o sol que o cegaria se olhado diretamente.E a inteligência humana é feia para contemplar a Verdade divina, mas ficaria “cega” se a contemplasse diretamente, porque a Luz de Deus, a Verdade divina, o Verbo, Sol da Verdade é infinito, e não podemos abarcá-lo.
Entretanto, Deus se encarnou, o Verbo, Verdade de Deus se fez homem, e pudemos contemplá-lo diretamente, sem ficarmos cegos porque a Luz da Divindade, nEle, estava velada pela humanidade de Cristo.
Por isso, a Idade Média inventou o vitral. Pelo vitral, podemos contemplar a luz do sol sem que fiquemos cegos. E a luz do sol passa pelo vitral sem parti-lo. Assim também, a Luz de Deus, o Verbo, a Sabedoria de Deus se fez homem em Maria, sem que sua virgindade imaculada fosse quebrada. E a luz de Deus passou por Maria, e brilhou para nós em Cristo homem, que era cheio de graça e de verdade, e nós podemos ver a sua glória de Unigênito de Deus, sem sermos cegados por sua luz infinita.
Maria Santíssima é, pois, o vitral de Deus.
Por isso, a Idade Média a colocava no centro das rosáceas das catedrais góticas.
Ora, a luz do sol é, em certo sentido, simples. Entretanto, ao passar por um prisma, a luz simples se refrata, espalhando as sete cores.
Assim também, a Luz de Deus é absolutamente simples, mas ao passar por Maria, cheia de graça, a Luz divina se “refrata” e Maria difunde as virtudes de Deus por todos os homens. Daí, dizer-se que Nossa Senhora é Medianeira de todas as graças, visto que é por Maria que Cristo nos concede todas as suas graças, assim como o prisma difunde todas as cores da luz.
Nossa Senhora, prisma de Deus, é a Medianeira de todas as graças. E os protestantes, repudiando Maria, repudiam todas as graças de Cristo.
Não me impeço, então, de citar aqui um poeta exímio — e muito mau –, Dante Alighieri, que escreveu, apesar de sua péssima doutrina pessoal, uma belíssimo louvor à Virgem Maria, (do qual faço uma bem miserável tradução livre, para facilitar a compreensão):
“Vergine Madre, figlia del tuo Figlio,
umile e alta più che creatura,
termine fisso d´etterno Consiglio,
Tu se´colei che l´umana natura
nobiliasti sì, che `l suo fattore
non disdegnó di farsi sua fattura.
Nel ventre tuo si raccese l`amore
per lo cui caldo nell`etterna pace
così è natto questo fiore.
Qui se´a noi meridiana face
di caritate, e giuso, intra i mortali,
se´di speranza fontana vivace.
Donna, se` tanto grande e tanto valli,
che qual vuol grazia ed a te non ricorre,
sua disianza vuol volar sanz` alli.
La tua benignià non pur socorre
a chi domanda, ma molte fiate
liberalmente al dimandar precorre.
In te misericordia, in te pietate
in te magnificenza, in te s`aduna
quantunque in creature é di bontate”
Virgem Mãe, filha de teu Filho,
humilde e mais excelsa que qualquer criatura,
objetivo fixo da eterna Sabedoria.
Tu és aquela que a natureza humana
enobreceste de tal modo que o seu autor
não desprezou fazer-se sua feitura.
Em teu seio, se reacendeu o amor.
por cujo ardor na eterna paz [do céu]
assim germinou esta flor [do conjunto dos bem aventurados em torno de Deus]
Aqui, [no céu] tu és para nós meridiana face
de caridade, e lá em baixo, entre os mortais,
tu és de esperança, fonte viva.
Mulher, tu és tão grande e vales tanto,
que quem quer graça e a ti não recorre,
seu desejo é o de voar sem ter asas. [Parece que Dante escreveu este terceto pensando nos protestantes]
A tua benignidade não socorre apenas
a quem pede, mas muitas vezes,
generosamente precede ao pedir.
Em ti misericórdia, em ti piedade,
em ti magnificência, em ti se reúne
tudo quanto na criatura há de bondade”.
(Dante, Divina Comédia, Paradiso, XXXIII, 1-21).
Prezada Professora Lígia, esta carta já vai bem longa, e como tenho mais 190 cartas em minha caixa de entrada, deixo de lhe responder, hoje, sobre as aparições de Nossa Senhora, em nossos tempos, porque é um outro tema, que desejaria tratar longamente.
Peço-lhe pois, que me desculpe a incompletude desta resposta, que completarei noutra ocasião.
E para que essa resposta prometida não fique para as calendas gregas, peço-lhe que me escreva de novo, lembrando-me de minha dívida.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.
Publicado em Castelo Interior, Cristianismo e esperança, Fé Cristã e Mística, Moradas, O amor transmuda a dor..., Sacralidade | Tagged "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "No meio das rosas...", "Solidariedade", "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Sacralidade no mundo, Amar é cuidar..., Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Cristianismo e esperança, Fé Cristã, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, O amor rega o Jardim..., O mundo é um lugar perigoso..., Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Superação, Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora - Associação Cultural Monfort | Deixar um comentário »
Para relembrar: a citação da fonte traz a íntegra de um tema – jamais é um resumo; se assim fosse se chamaria matéria jornalística, que se baseia em várias fontes, sejam impressas ou factuais, certo? Confira o site do Carmelo Santa Teresa em sua totalidade. Prima pela simplicidade e a o mesmo tempo, profundidade e beleza. Nunca fui até o Mosteiro das Irmãzinhas Carmelitas Descalças de Itajaí-SC, e por isto não sei explicar, mas, no conjunto do site, as irmãs consagradas me inspiram o seguinte: sensibilidade, despojamento, sinceridade. Portanto, mostram amor às criaturas e à natureza. Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz queriam isto das congregações que fundaram. Que Deus continue contemplando as suas necessidades, e que sempre as abençoe com muito amor e com toda a paz que é possível neste mundo. Amém.
Esta biografia de Santa Teresa é muito rica em detalhes, além de estar carregada de intenso amor pela “madre e mestra” das Carmelitas Descalças; este carinho que se estende ao ramo masculino, fundado por São João da Cruz. Em breve publicarei algo mais sobre este santo, que, na minha visão era um religioso cândido, muito inteligente, simples, obstinado e extremado no amor a Deus Pai, nosso Criador.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Fonte: CARMELO SANTA TERESA – MOSTEIRO DAS IRMÃZINHAS CARMELITAS DESCALÇAS (Itajaí-SC)
|
Santa Teresa Dávila (ou de Jesus)
|
![]()

Santa Tereza nasceu em Ávila, na Espanha, no ano de 1515. A educação que os pais deram a ela e ao irmão Roderico, foi a mais sólida possível. Acostumada desde pequena à leitura de bons livros, o espírito da menina não conhecia maior encanto que o da vida dos santos mártires. Tanto a impressionou esta leitura que, desejosa de encontrar o martírio, combinou com o irmão a fuga da casa paterna, plano que realmente tentaram executar, mas que se tornou irrealizável, dada a vigilância dos pais.
A idéia e o desejo do martírio ficaram, entretanto, profundamente gravados no coração da menina. Quando tinha 12 anos, perdeu a boa mãe. Prostrada diante da imagem de Nossa Senhora, exclamou: “Mãe de misericórdia, a vós escolho para serdes minha Mãe. Aceitai esta pobre órfazinha no número das vossas filhas”. A proteção admirável que experimentou durante toda a vida, da parte de Maria Santíssima, prova que esse pedido foi atendido.
Deus permitiu que Teresa por algum tempo, enfastiando-se dos livros religiosos, desse preferência a uma leitura profana, que poderia pôr-lhe em perigo a alma. Também umas relações demasiadamente íntimas com parentes, um tanto levianas, levaram-na ao terreno escorregadio da vaidade. O resultado disto tudo foi ela perder o primitivo fervor, entregar-se ao bem-estar, companheiro fiel da ociosidade, sem entretanto chegar ao extremo de perder a inocência.
O pai, ao notar a grande mudança que verificava na filha, entregou-a aos cuidados das religiosas agostinianas. A conversão foi imediata e firme. Uma grave enfermidade obrigou-a a voltar para a casa paterna. Durante esta doença, percebeu o profundo desejo de abandonar o mundo e servir a Deus, na solidão dum claustro. O pai, porém, opôs-se a esse plano, no que foi contrariado por Teresa, que fugiu de casa, para se internar num mosteiro das Carmelitas, em Ávila. No meio do caminho lhe sobreveio uma grande repugnância pela vida religiosa, e por um pouco teria desistido da idéia. Vendo em tudo isto uma cilada do inimigo de Deus e dos homens, seguiu resolutamente o caminho e ao transpor o limiar do mosteiro, os receios e escrúpulos deram lugar a uma grande calma e alegria no coração.
Durante o tempo do noviciado, foi provada por outro relaxamento no fervor religioso que, aliás, pouco tempo durou. Deus mais uma vez lhe tocou o coração, mas de uma maneira tão sensível que Teresa, debulhada em lágrimas, prostrada diante do crucifixo, disse; “ Senhor, não me levanto do lugar onde estou, enquanto não me concederdes a graça e fortaleza bastantes, para não cair mais em pecado e servir-vos de todo coração, com zelo e constância”. A oração foi ouvida e de uma vez para sempre, ficou extinto no coração de Teresa o amor ao mundo e às criaturas e restabelecido o zelo pelas coisas de Deus, do seu santo serviço.
Foi-lhe revelado que essa conversão era o resultado da intercessão de Maria Santíssima e de São José. Por isso, teve sempre profunda devoção a S. José e muito trabalhou para difundir este culto na Igreja.
Profunda era a dor que sentia dos pecados cometidos e dolorosas eram as penitências que fazia, se bem que os confessores opinassem que nenhuma dessas faltas chegava a ser grave. Em visões lhe foi mostrado o lugar no inferno, que lhe teria sido reservado, se tivesse seguido o caminho das vaidades. De tal maneira se impressionou com esta revelação, que resolveu restabelecer a Regra carmelitana, em todo o rigor primitivo. Esse plano, embora tivesse a aprovação do papa Pio IV, a mais decisiva resistência encontrou da parte do clero e dos religiosos. Teresa, porém, tendo a intenção de agir por vontade de Deus, pôs mãos à obra e venceu.
Trinta e dois mosteiros (17 femininos e 15 masculinos) foram por ela fundados e outros tantos reformados. Em todos, tanto no convento dos religiosos, como das religiosas, entrou em vigor a antiga regra. São João da Cruz foi quem assumiu e escreveu as regras para o segmento masculino, a pedido de Santa Teresa.
Em sua biografia há capítulos ( os 11 e os seguintes), que dão testemunho da intensidade da sua vida interior. O que diz sobre os quatro degraus da oração, isto é, sobre o recolhimento, a quietação, a união e o arrebatamento, é realmente aquilo que a oração da sua festa chama “pábulo da celeste doutrina”. Graças extraordinárias a acompanhavam constantemente como fossem: comunicações diretas divinas, visões, presença visível de Cristo.
Um anjo traspassou seu coração com uma seta de fogo, fato este que a Ordem carmelitana comemora na festa da transverberação do coração de Santa Teresa, em 27 de agosto.
Doloroso foi o caminho da cruz pelo qual a Divina Providência a quis levar e não faltou quem lhe envenenasse as mais retas intenções, quem em suas medidas de reforma visse obra do demônio, e intervenção direta diabólica. A calma lhe voltou, quando em 1559, se confiou à direção de São Pedro de Alcântara.
Não tardou que, em 1576, no seio da Ordem se levantasse uma grande tempestade contra a reforma. Veio a proibição de novas fundações, e Teresa viu-se obrigada a se recolher a um dos conventos. Parecia ter-se declarado o fracasso da sua obra: Foi, quando interveio o rei Felipe II. A perseguição afrouxou só pouco a pouco e, em 1580, o Papa Gregório XIII declarou autônoma a província carmelitana descalça.
Esta obra sobre-humana não teria tido o resultado brilhante que teve, se não fosse a execução da vontade divina e se Teresa não tivesse sido toda de Deus, possuidora das mais excelentes e sólidas virtudes, dotada de grande inteligência e senhora de profundos conhecimentos teológicos.
Santa Teresa teve o dom de ler nas consciências e predizer coisas futuras, não lhe faltou a cruz dos sofrimentos físicos e morais. No seio das maiores provações, nas ocasiões em que lhe parecia ter sido abandonada pelo céu e pela terra, era imperturbável sua paciência e conformidade com a vontade de Deus. No SS. Sacramento, achava a forma necessária para a luta e para a vitória.
Sob o impulso de uma graça especial fez o voto de fazer sempre aquilo que a consciência lhe dizia ser o mais alto grau da vida mística. Os numerosos escritos, asseguraram-lhe um dos primeiros lugares entre os místicos.
Oito anos antes de deixar este mundo, foi-lhe revelada a hora da morte. Sentindo esta se aproximar, dirigiu uma fervorosa ordem a todos os conventos de sua fundação ao ou reforma. Com muita devoção recebeu os santos Sacramentos, e constantemente rezava jaculatórias sobre esta: “ Meu Senhor, chegou afinal a hora desejada, que traz a felicidade de ver-vos eternamente.“ – Sou uma filha de Vossa Igreja. Como filha de Igreja Católica, quero morrer.” – Senhor, não me rejeiteis a Vossa face. Um coração contrito e humilhado não haveis de desprezar”.
Santa Teresa morreu em 1582, na idade de 67 anos. Logo após sua morte, o corpo da Santa exalava um perfume deliciosíssimo. Até o presente dia se conserva intacto.
Seu coração, apresentando larga e profunda ferida, acha-se guardado num precioso relicário na Igreja das Carmelitas em Alba.
Publicado em A Ciência pode nos transformar em robôs?, Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Solidariedade", "Vida"-Santa Teresa de Jesus, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Sacralidade do Corpo, Amar é cuidar..., Babel, Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., O amor rega o Jardim..., O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, O mundo é um lugar perigoso..., Oração: intimidade com Deus, Paz interior, São Pedro de Alcântara foi confessor e diretor espiritual de Santa Tresa de Ávila - Carmelo Santa Teresa - Itajaí(SC), Sentimento de abandono e confiança em Deus em Santa Teresa de Ávila - Carmelo Santa Teresa - Itajaí(SC), Superação, Transcendência e Crise, Zumbis High-Tech | Deixar um comentário »


Publicado em A Ciência pode nos transformar em robôs?, Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O duelo entre o sagrado e o profano, Sacralidade, Sacralidade e Corpo, Transcendência e Crise | Tagged "Babel Inc.", "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Solidariedade", "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, Ama a Deus Pai acima de tudo. Ao teu próximo ama como a ti mesmo." (Jesus Cristo), Amar é cuidar..., Atualidade de São Pedro de Alcântara - Memória 19 de outubro - Província Franciscana da Imaculada Conceição, Civilização Ocidental e Transcendência, Corpos-zumbis são os robôs do futuro?, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé, Humanidade perdida, Infância degradada, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., O Amor não cabe em um chip..., O amor rega o Jardim..., O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, O vazio e o inefável, Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Sacralidade, São Pedro de Alcântara: "Reformador da vida franciscana em seus aspectos fundamentais." - Província Franciscan ada Imaculada Conceição - 19 de outubro, Superação, Zumbis High-Tech | Deixar um comentário »
Fonte: Irmãs Franciscanas Alcantarinas – Província Nossa Senhora Aparecida
São Pedro de Alcântara é o herói da penitência e da Contemplação do amor de Deus. O homem todo oração e amante do silêncio, É a humildade em pessoa, vive profundamente a pobreza ensinada pelo evangelho, a exemplo do Pai São Francisco. Contudo não é um santo alienado em Deus, mas, pelo contrário, a prática da caridade e do serviço fraterno aos irmãos, com especial predileção nos pequenos, é parte integrante da sua vida, de sua intimidade com Deus.
São Pedro de Alcântara alimenta sua vida interior com momentos prolongados em êxtase com o Mestre, contínuo jejum, penitências diversas, dentro do contexto da época: uso de cilício, disciplinas, dormir apenas duas horas por noite e mal acomodado em sua cela tão pequena que não lhe permitia sequer deitar-se.
Sua humildade conquista todos os corações. Frei Pedro trabalha junto com os operários na construção dos muros do convento, carrega pedras, trabalha na faxina. Pede aos benfeitores que diminuam as esmolas, pois no Espírito do “Pobrezinho” quer que o sustento do convento provenha do trabalho dos frades: pratica a mesma ternura do seráfico Pai pelos irmãos esmoleres corre-lhes ao encontro, beija-lhes os ombros, ajuda-os a depor a carga e leva-lhes os pés. Como guardião, sabe dosar a reprimenda com suavidade, a ponto de ninguém revoltar-se nem se melindrar.
O modo de ser e de viver de São Pedro de Alcântara movimenta as consciências das elites e do povo simples. Ele busca o silêncio, a solidão, mas o seu deserto está povoado de pessoas que com ele procuram a conversão e a salvação.
Como Provincial, Frei Pedro entregou-se aos ofícios humildes, dedicou-se com carinho aos irmãos leigos. Cuidou dos doentes e adotou como lema de sua vida o pensamento de São Pascoal Bailón: “é preciso ter para com Deus um coração de menino, para com o próximo um coração de mãe, e para consigo mesmo um coração de juiz.”
A espiritualidade de São Pedro de Alcântara era de uma profundidade tão grande, que sem interromper a contemplação dedicava-se aos seus deveres de estado. Acima de todos os êxtases ele colocava as obras de misericórdias, o servir Cristo na pessoa dos pobres.
Portanto percebemos mais uma vez, que a espiritualidade é verdadeira e coerente quando produz vida em nós e através de nós, em nossos irmãos. Oração é vida, é amar a Deus, é amar o irmão.
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

Publicado em Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O Sagrado e a Arte, O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, Sacralidade, Sacralidade e Corpo | Tagged "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Solidariedade", "Tratado de Oração" - Pedido Especial do amor de Deus - Tradução Frei Celso Márcio Teixeira-OFM, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Ciência está nos transformando em robôs..., A Sacralidade do Corpo, A Sacralidade no mundo, Amar é cuidar..., Babel, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Corpos-zumbis são os robôs do futuro?, Crises, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã, São Pedro de Alcântara e a Espiritualidade - memória 19 de outubro - Irmãs Franciscanas Alcantarinas | Deixar um comentário »

Santa Margarida Alacoque (Canonização em 1920 - Papa Bento XV. Devoção ao Sagrado Coração de Jesus - 1690.)
Imagem/texto: Arautos do Evangelho
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
Fonte: O Escudo do Sagrado Coração de Jesus (excertos)
![]() “Eis aqui o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-se e consumir-se, para testemunhar-lhes seu amor; e, por reconhecimento, não recebe da maior parte deles senão ingratidões” |
Se hoje Nosso Senhor Jesus Cristo voltasse à Terra, poderia ser novamente crucificado! Por quê? Por que tanta maldade contra Aquele a Quem devemos nossa salvação? Contra Aquele que se ofereceu como vítima para redimir os pecados dos homens? Contra Alguém que só deseja o nosso bem?
Para responder tudo numa só frase: a espantosa ingratidão dos homens.
Ingratidão que, devido aos nossos pecados, à dureza de nossos corações, impede-nos de corresponder ao amor do Divino Redentor, que ofereceu sua vida por nós. Que nos impede sermos gratos, amando sobre todas as coisas Aquele que tanta dileção teve pelos homens e por eles foi tão pouco amado.
Devido a essa incorrespondência da humanidade a seu Criador, ela se encontra atualmente submersa numa corrupção moral generalizada e sem precedentes.
Mas abandonaria a Providência Divina os homens, deixando-os entregues a si mesmos, afundados em sua impiedade e depravações?
Não. Apesar de todas as ofensas contra Aquele que morreu por nós, a inesgotável misericórdia de Deus jamais abandona os homens, mesmo quando envia seus justos e imprescindíveis castigos. Ela nunca deixa de dispensar abundantes graças, incitando os homens ao arrependimento. Mas é necessário reparar o pecado cometido, retornar à observância dos Mandamentos, e, mediante a conversão, alcançar o perdão e as graças tão necessárias para uma vida virtuosa e a salvação eterna.
Para isso, sem dúvida, uma das maiores graças é a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Desse adorável Coração, transpassado pela lança de Longinus, jorrou sangue e água no alto do Calvário, para nos salvar (cfr. Jo 19,34). Desse adorável Coração, ainda em nossos dias, e apesar de nossas ingratidões, tibiezas e desprezos, as graças jorram abundantes para todos aqueles que sinceramente as desejem. Basta que as peçamos com toda confiança.
Vitral representando a aparição de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque em 1675 |
Ainda atualmente ecoam as sublimes palavras de 328 anos atrás. Palavras que soam num timbre divino, como vindas da eternidade, pronunciadas entretanto no recolhimento de um humilde convento, mas que atravessam os séculos. Foram dirigidas a uma privilegiadíssima freira do convento da Visitação de Santa Maria, em Paray-le-Monial (Borgonha, França). Trata-se de Santa Margarida Maria Alacoque (1647 – 1690). [Veja quadro à pág. 4]
Estava ela rezando diante do Santíssimo Sacramento, a 16 de junho de 1675, quando Nosso Senhor lhe aparece. Depois de um breve diálogo, Ele aponta para seu próprio Coração e diz:
“Eis aqui o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-se e consumir-se, para testemunhar-lhes seu amor; e, por reconhecimento, não recebe da maior parte deles senão ingratidões, por suas irreverências, sacrilégios e pelas indiferenças e desprezos que têm por Mim no Sacramento do amor. Mas o que Me é ainda mais penoso é que corações que Me são consagrados agem assim.
“Por isso, Eu te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa especial para honrar meu Coração, comungando-se neste dia e fazendo-Lhe um ato de reparação, em satisfação das ofensas recebidas durante o tempo que estive exposto nos altares. Eu te prometo também que meu Coração se dilatará para distribuir com abundância as influências de seu divino amor sobre aqueles que Lhe prestem culto e que procurem que Lhe seja prestado”1.
![]() O Beato Pio IX concedeu aprovação definitiva à devoção do Detente,dizendo: “Vou benzer este Coração, e quero que todos aqueles que forem feitos segundo este modelo recebam esta mesma bênção”. |
………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
Texto integral…
![]() |
Essa grande santa visitandina nasceu em Verosvres (França), em 22-7-1647, e três dias depois recebeu o batismo.
Ainda muito pequena, bastava alguém dizer-lhe que tal coisa ofendia a Deus, para que ela compreendesse imediatamente que não se devia fazer. A menina Margarida Maria rezou certo dia: “Ó meu Deus, eu Vos consagro minha pureza e Vos faço o voto de castidade perpétua”. Mais tarde, ela própria disse que não sabia o que significava “voto de castidade perpétua”, mas sentiu-se inspirada a fazer essa consagração.
Quando contava oito anos, devido à morte de seu pai, passou dois anos como aluna no convento das clarissas, em Charolles, e fez ali sua primeira comunhão. Vendo o bom exemplo das religiosas, nasceu em sua alma a vocação religiosa.
Como um indício da grande vocação a que ela era chamada, é oportuno lembrar um fato de sua vida: muito devota da Santíssima Virgem, rezava todos os dias o terço de joelhos. Mas um dia rezou-o sentada. Nossa Senhora apareceu-lhe e a repreendeu: “Estranho muito, minha filha, que me sirvas com tanto desleixo”.
Mais tarde, quando manifestou a familiares seu desejo de ser religiosa, esses pressionaram-na para que entrasse no convento das ursulinas. Ela respondia: “Eu quero ir às visitandinas, em um convento bem longe, onde não tenha nem parentes nem conhecidas, porque não quero ser religiosa senão por amor de Deus”.
Afinal, aos 24 anos, seu desejo se cumpriu, depois de 10 anos de provações. Entrou no convento das visitandinas de Paray-le-Monial da Ordem da Visitação de Santa Maria — instituição religiosa fundada por São Francisco de Sales (1567-1622) e Santa Joana de Chantal (1572-1641). Esse convento francês fora escolhido por Nosso Senhor para, a partir daí, mais intensamente expandir pelo mundo inteiro a devoção a seu Sacratíssimo Coração.
Como religiosa nesse convento, por três ocasiões sucessivas o Divino Redentor apareceu-lhe com o Sagrado Coração à mostra, fez-lhe ver o desejo ardente que tinha de salvar os pecadores e pediu a instituição de uma festa litúrgica para honrá-Lo, bem como a comunhão reparadora das primeiras sextas-feiras do mês.
Tal missão não se realizaria senão com muitas lutas e sofrimentos. Ela era criticada dentro e fora do convento. Internamente, criticava-se tal devoção como sendo uma “novidade extravagante”; externamente, era criticada pelos jansenistas* — os progressistas da época. Esses atacavam virulentamente o culto ao Sagrado Coração e à Eucaristia.
Entretanto, o Divino Redentor quis servir-se da santa religiosa visitandina para difundir universalmente a devoção. Após sua morte, em 1690, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus estendeu-me muito, não apenas na França, mas por outros países. Ela foi canonizada em 1920, pelo papa Bento XV**.
____________
* Jansenismo: heresia que constituiu uma corrente semi-protestante no interior da Igreja. Era de um rigorismo hirto e despropositado. Foi instituída pelo holandês Cornélio Jansênio, bispo de Ypres (1636). Este negava a infinita misericórdia de Deus e defendia a predestinação. Tal heresia foi condenada por diversos Papas, entre os quais Inocêncio X, pela bula papal Cum occasione (1653).
** Cfr. Vie et Révélations de Sainte Marguerite-Marie Alacoque écrites par elle-même, Imprimerie St-Paul, Bar-le-Duc, França, 1947; e
http://www.corazones.org/santos/margarita_maria_alacoque_escritos.htm.
O Papa Pio XII, pela Encíclica Haurietis Aquas (1956), recorda alguns santos que mais se distinguiram na difusão dessa devoção
|
“Querendo agora indicar as etapas gloriosas percorridas por este culto na história da piedade cristã, mister é recordar, antes de tudo, os nomes de alguns daqueles que bem podem ser considerados os porta-estandartes desta devoção, a qual, em forma privada e de modo gradual, foi-se difundindo cada vez mais nos institutos religiosos.
Assim, por exemplo, distinguiram-se por haver estabelecido e promovido cada vez mais este culto ao Coração Sacratíssimo de Jesus: São Boaventura, Santo Alberto Magno, Santa Gertrudes, Santa Catarina de Siena, o Beato Henrique Suso, São Pedro Canísio e São Francisco de Sales. A São João Eudes deve-se o primeiro ofício litúrgico em honra ao Sagrado Coração de Jesus, cuja festa se celebrou, pela primeira vez, com o beneplácito de muitos Bispos de França, a 20 de outubro de 1672.
Mas, entre todos os promotores desta excelsa devoção, merece lugar especial Santa Margarida Maria Alacoque, que, com a ajuda do seu diretor espiritual, o Beato Cláudio de la Colombière, e com o seu zelo ardente, conseguiu, não sem admiração dos fiéis, que este culto adquirisse um grande desenvolvimento e, revestido das características do amor e da reparação, se distinguisse das demais formas da piedade cristã”*.
* * *
Nesse documento, Pio XII destaca o Beato Cláudio de la Colombière (1641-1682), canonizado em 1992 por João Paulo II. Este santo jesuíta desempenhou papel fundamental na propagação das revelações do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria. Foi ele o primeiro a crer na veracidade dessas revelações e quem apoiou a santa em seus momentos mais difíceis, devido à oposição e às perseguições que ela sofreu por parte daqueles que não acreditavam nas revelações. Providencialmente, São Cláudio tornou-se o diretor espiritual da santa visitandina**.
_________
* Pio XII, Encíclica Haurietis Aquas, nn. 60-61. Apud Péricles Capanema Ferreira e Melo, O estandarte da vitória – A devoção ao Sagrado Coração de Jesus e as necessidades de nossa época, Artpress, São Paulo, 1998, p. 28.
** Cfr. http://www.corazones.org/santos/claudio_colombiere.htm.
1765: Decreto da Congregação dos Ritos, de 25 de janeiro, concedendo aos Bispos da Polônia e à Arquiconfraria Romana do Sagrado Coração a faculdade de celebrar a festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus. No dia 6 de fevereiro, o Papa Clemente XIII aprova o decreto. Em 10 de julho, a autorização é concedida também às freiras visitandinas.
1856: O Santo Padre Pio IX, por decreto da Congregação dos Ritos, em 23 de agosto, “atendendo às súplicas dos Bispos da França e de quase todo o mundo católico, estendeu a toda a Igreja a festa do Sagrado Coração”.
1899: O Papa Leão XIII promulga, em 25 de maio, a Encíclica Annum Sacrum sobre a consagração do gênero humano ao Sagrado Coração. E realiza essa solene consagração em 11 de junho. Ato considerado por Leão XIII como o mais importante de seu pontificado.
1925: Encíclica Quas Primas, de Pio XI, instituindo a festa de Cristo Rei.
1928: Encíclica Miserentissimus Redemptor, de Pio XI, sobre a reparação que todos devemos ao Sagrado Coração.
1956: Encíclica Haurietis Aquas, de Pio XII, sobre o culto ao Sagrado Coração. Publicada na comemoração do centenário da extensão para a Igreja Universal da festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus. É o documento por excelência sobre o tema, com os fundamentos teológicos dessa devoção. Refuta cabalmente as principais objeções levantadas contra ela.
2002: Documento da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia) publica os princípios e as orientações sobre o culto ao Sagrado Coração de Jesus. “Não há dúvida de que a devoção ao Sagrado Coração do Salvador foi, e continua sendo, uma das expressões mais difundidas e amadas pela piedade eclesial [...]. Como têm recordado freqüentemente os Romanos Pontífices, a devoção ao Coração de Cristo tem um sólido fundamento nas Sagradas Escrituras [...], constitui uma grande expressão histórica da piedade da Igreja para com Jesus Cristo, seu esposo e senhor; requer uma atitude de fundo, constituída pela conversão e reparação, pelo amor e a gratidão, pelo empenho apostólico e a consagração a Cristo e à sua obra de salvação. Por isto a Sé Apostólica e os Bispos a recomendam, e promovem sua renovação”.
Publicado em Castelo Interior, Cristianismo e esperança, Moradas, O duelo entre o sagrado e o profano, Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Solidariedade", "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, “O Sagrado Coração será a salvação do mundo” - Santa Margarida Alacoque (Revelação) - 16 de outubro, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Humanidade perdida, Infância degradada, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Mentes profanas e nada mais..., Moradas, O amor rega o Jardim..., O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, O vazio e o inefável, Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Sacralidade, Santa Margarida Maria Alacoque - Confidente do Sagrado Coração de Jesus - 16 de outubro, Superação, Transcendência e Crise, Zumbis High-Tech | Deixar um comentário »
(Lúcia Banrden Nunes – Jornalista)
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

Fonte: Etiqueta Corporativa
Para quem está estudando, não se esqueça de cumprimentar seus professores.
Hoje é o dia deles.
Não vamos falar sobre a importância da profissão e outras coisitas mais. Só não se esqueça de dar os parabéns.
Além de super simpático, faz com que a pessoa lembre-se de você de uma forma agradável.
Caso você esteja com notas baixas isso não vai resolver mas, mesmo assim, é bom ser educado.
Este conteúdo foi publicado por Etiqueta Corporativa em Segunda, 15 de Outubro de 2007 às 08:46.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Por Lúcia Barden Nunes
Por amor às minhas professoras e professores do primeiro, segundo e terceiro graus, aglutinei este conteúdo como mostra de minha admiração e incentivo a cada um deles – jovem, maduro ou já aposentado, e da mesma maneira, homenageio os de hoje.. Àqueles que entregam o que há de mais “precioso” na atualidade: seu tempo. Um tempo que nenhum profissional liberal ou de outra área dedica (não do mesmo modo!). No caso destes, o nosso, vamos para casa e pronto! O patrão e as tarefas ficam para trás, quando batemos o ponto…
Não sou professora, mas acompanhei-as como jornalista, e conheço de perto a profissão no ensino médio e superior. Meu marido é professor universitário.
O “tempo” dos professores é de “dedicação integral”. Uma parte dessa entrega extremada, ainda que, por vezes, sem que tenham noção se dá pela vocação, pela constituição do que é ser responsável pelo futuro de uma criança, de um jovem e até de gente madura na “selva” do mundo… Outro aspecto desta entrega total de seu “tempo” é que, por viverem em um país injusto – que vem abdicando, passo-a-passo de ser uma Nação, é que a injustiça, o desrespeito, a indiferença pelas suas pessoas, desde – alunos, pais, diretores, administradores e governantes – deste país é algo que vai além da lógica. Parece-me que este quadro de decadência (ou deterioração) é gerado propositalmente, o que seria perverso, mas não espantoso, já que vivemos uma época de lucro a qualquer custo… Ou seja, professores, professoras sobrecarregados e desvalorizados em seu poder aquisitivo leem menos (porque não podem adquirir livros com tranquilidade, e com isto, não conseguem elabora a cultura nacional, do passado e do presente. Isto, por sua vez, os levaria a interagir espontaneamente com o corpo discente. Por esta razão há o marasmo e até mesmo, desrespeito dos alunos pelos seus professores. Uma questão: que tipo de educação seus alunos recebem em casa? Assim, por enfrentarem diariamente este quadro lamentável, voltam para casa esgotados, mas, graças a Deus, não desesperados, como seria de se esperar diante da atual realidade educacional brasileira… Pelo contrário, agem como se fossem de “ferro”, e é por por esta razão que os jornais falam do adoecimento dos professores. Não é para menos: todos temos limites… Preparam as aulas entre os turnos (dão aulas em duas escolas, em sua maioria), e enfrentam alunos em geral, inquietos, incapazes de concentração. Não têm qualquer deficiência, e sim, desinteresse por tudo que não se movimente em uma tela… Ao chegarem em suas famílias devem ser pais, mães, ou seja, educadores de seus filhos. Lembremos: estão esgotados… Acredito que uma força do Alto lhes sobrevém e tudo se dá a contento. É quase sobrehumano. Tenho uma cunhada professora. Eles a esgotam, e estão nas séries iniciais! Nada os detém… Meu Deus! Para mim, professores que amam o ensino e se preocupam com seus educandos têm uma bênção especial do Criador, que também é “Pai-Educador”… Sua tarefa, em qualquer nível, se são educadores de fato, é hercúlea…
Precisamos refletir e, mais que isto, buscar meios que transformem a realidade destas pessoas maravilhosas (quando dedicadas – e a maioria o é). Por quê? Simplesmente porque elas “gestam” o futuro de nossos filhos, sobrinhos e netos… Mesmo com tanto sacrifício e pouquíssimo reconhecimento por sua magnânima função social pelos governantes e legisladores (e aqui também entram boa parte dos pais e dos próprios alunos), ainda assim, por preocupação levam para casa a problemática do aluno, da aluna, em geral, envolvidos direta ou indiretamente com drogas; alguns já à beira da prostituição, além do quadro de alcoolismo na família. Adoecem porque sabem que não podem dar conta de cada caso…
Parabéns queridos professores, queridas professoras do Brasil, quase mães, pais… Que as nossas orações por vocês, hoje e a cada dia, cheguem em “tempo real”, levadas pelos anjos ao conhecimento de Deus, que é Onisciente, Onipresente e Onipotente. Amém.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………..
O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.
Fontes:
Site www.diadoprofessor.com.br
Site www.unigente.com
………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Por uma renovação cultural
Eduardo Gama
É fato vivermos em uma época pobre culturalmente. Mesmo na canção popular, uma de nossas forças artísticas, pouco há de novo. Com isso quero dizer bons compositores, já que cantores e cantoras os há. Mas, só para citar um exemplo: a bossa nova foi renovada? Ou mesmo rejeitada em favor de um outro estilo? Quem é o herdeiro de Chico Buarque, que escreveu “meu maestro soberano foi Antônio Brasileiro”?, ou seja, Tom Jobim? Um novo Vinícius anda por aí? Não o vemos… Certo, pode-se levantar uma ou outra exceção. Mas basta para quem já teve tantos bons compositores?
Talvez não seja exagero afirmar: nosso momento cultural é muito pobre. Imaginemos que, na década de 1950, Guimarães Rosa, Carlos Drummond, Bandeira, Cecília Meireles, João Cabral, Jorge de Lima publicavam suas obras. Esse momento existiu! Há tempos Adélia Prado não publica um novo poema e, mesmo seus últimos livros denotavam um certo esgotamento; Bruno Tolentino faleceu perante um silêncio constrangedor. Note-se: todos esses escritores têm ou tinham mais de sessenta anos (sendo generoso). Qual novo autor pode sentir-se herdeiro sequer da geração maravilhosa citada da década de 1950?
Sabemos: desde a década de sessenta, as chamadas Humanidades foram tomadas pela política. Só a arte que fosse “contra a opressão” era admitida. Não valia a pena falar da vida, da morte, dos dramas humanos; aliás, o único drama era a opressão do poder. Não se pode nem dizer que o mundo virou de cabeça para baixo porque, na realidade, o que houve foi que, em nome de ser “contra a repressão”, os valores, o que faz com que uma pessoa atinja a perfeição para a qual foi criada, simplesmente foram chamados de “estratégia repressora”, “ultrapassado”, “careta”, etc. Toda autoridade deveria ser posta abaixo: “é proibido proibir” foi o famoso lema da juventude parisiense de 1968. Não se deve respeitar nem pais, nem professores e muito menos qualquer autoridade constituída. A isso, hoje, podemos chamar de “herança maldita”. Explico-me? Será que hoje não percebemos que a tal crise de autoridade gera jovens egoístas, destrutivos e … carentes de autoridade. Assim como a criança pequena que não recebe a devida atenção dos pais bate nos irmãos, na mãe, faz bagunça, tudo para chamar a atenção, assim jovens sem qualquer noção de autoridade espancam “coleguinhas”, queimam mendigos, batem em trabalhadoras porque pensavam ser prostitutas!, etc.,etc.
O que isso tem a ver com a cultura? Tudo. No momento em que não há valores, sequer a discutir, quando tudo se resume a “conscientizar” o jovem – ou seja, dizer a ele o que deve pensar, veja que autoritarismo! –, educa-se uma geração sem criatividade, sem capacidade de pensar por conta própria, sem saber o que fazer com a própria liberdade: queimo um índio ou acesso o youtube para ver a dança do quadrado? Nos melhores casos, formam-se jovens aptos a passar no vestibular. Cultura resume-se a ler os resumos dos livros obrigatórios da Fuvest?, a “ler é chato” (entre os jovens), a “não tenho tempo” (entre os adultos, que têm muito tempo para a TV)? Com isso, com essa base, não há cultura digna desse nome. Daí que não seja chocante que funk seja música, que as pessoas com acesso a livros, música, enfim, a uma educação de alto nível, escutem música sertaneja de péssima qualidade, música do Creu a todo volume no carro, conforme verifiquei em uma praia considerada para gente rica, a Riviera de São Lourenço.
Mas é nesses momentos que a cultura mostra a sua força: as pessoas notam que ela faz falta. Em primeiro lugar, sentem vergonha de sua falta de cultura: jamais encontrei alguém que me dissesse: “Não leio mesmo e que se dane! Nunca li nada e nem quero ler.” Isso porque a sentem que ela é importante. Por que então não a suprimem? Primeiro, porque, no caso da leitura, é um hábito, e, como tal, demanda um certo esforço. Segundo, porque não há muitas pessoas nas quais se espelhar. Ler O Código da Vinci ajudou alguém a ficar mais culto? Pelo contrário, emburreceu, dado as falsidades históricas ali contidas.
Pela importância que tem, começo a notar uma revalorização das artes hoje em dia. Temos poucas orquestras, mas a OSESP, por exemplo, sempre toca com lotação esgotada; cursos de filosofia começam a ser procurados, em regiões pobres, tanto da Venezuela (Projeto El Sistema), como em São Paulo, crianças e jovens aprendem a tocar fagote, oboé, violino, etc. E os resultados são ótimos: quem aprecia Mozart se humaniza. É pouco? Talvez seja muito, pois é o início de um longo trabalho, que precisa ser incessante, silencioso e encantador.
Eduardo Gama, professor de redação e literatura em Jundiaí e Campinas. Mestres em Literatura pela USP, tradutor, jornalista e publicitário.
O PROFESSOR SEMPRE ESTÁ ERRADO
Quando…
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta às aulas, é um “Caxias”.
Precisa faltar, é “turista”
Conversa com outros professores, está “malhando” os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, “deu mole”.
É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!
Fonte: Revista do professor de Matemática 36, 1988
…………………………………………………………………………………………………………………………………….
Oração do Professor (I)
Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar
e por fazer de mim um professor no mundo da educação.
Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.
São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também
o sofrimento que me fez crescer e evoluir.
Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.
Senhor!
Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.
Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho .
Obrigado, meu Deus,
pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.
Amém!
Autor: Antonio Pedro Schlindwein
Oração do Professor (II)
Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor.
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples,
humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.
Autor: Antonio Pedro Schlindwein
Publicado em A Ciência pode nos transformar em robôs?, Castelo Interior, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O duelo entre o sagrado e o profano, Transcendência e Crise | Tagged "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Consolação", "Dia dos Professores" - 15 de Outubro" - Portal da Família, "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Solidariedade", "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Ciência está nos transformando em robôs..., Amar é cuidar..., Babel, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Cultura da indiferença, DIA DOS PROFESSORES – 15 de Outubro - "Castelo Interior", e a teu próximo como a ti mesmo" (Jesus Cristo), Fé Cristã, Humanidade perdida, Infância degradada, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O amor rega o Jardim..., O duelo entre o sagrado e o profano, O mundo é um lugar perigoso..., O vazio e o inefável, Paz interior, Superação, Transcendência e Crise | Deixar um comentário »
Fonte: Carmelo de Santa Teresa - Coimbra

No dia 15 de Outubro, o Carmelo celebra
a Solenidade de Santa Teresa de Jesus.
No Carmelo de Santa Teresa
a Eucaristia será às 18.00 horas,
presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto.
Convidamos todos os nossos amigos a unirem-se à
nossa alegria e gratidão a esta grande Carmelita.
NASCIMENTO E PRIMEIROS ANOS
Teresa, quando e onde nasceste?
Nasci em Ávila, Espanha, no dia 28 de Março de 1515. O meu pai chamava-se António Sánches de Cepeda e a minha mãe Beatriz de Ahumada.
Quantos irmãos eram?
Eramos três raparigas e nove rapazes. Do primeiro casamento do meu pai nasceu: o João, a Maria e o Pedro. Ficando viúvo muito cedo voltou a casar com a minha mãe de cujo casamento nasceram: o Fernando, o Rodrigo, eu, o Lorenço António, o Pedro, o Jerónimo, o Agostinho e a Joana. A todos estimava muito e era muito querida de todos, mas o meu companheiro preferido nas brincadeiras era o Rodrigo, com o qual tinha várias aventuras!
Podias contar-nos alguma?
Sim! Juntamente com Rodrigo lia muitas vidas de Santos e um dia, quando eu tinha 7 anos de idade, despertou em nós o desejo de ganhar depressa o céu, então, os dois juntos, decidimos fugir para terra de mouros à procura do martírio. Não conseguimos, porque o meu tio, D. Francisco, nos encontrou à saída de Ávila e arrastou-nos para casa!
Quantos anos tinhas quando ficaste sem a tua mãe?
Tinha então 14 anos, quando me apercebi do que tinha acontecido a minha primeira reacção foi ir junto de uma imagem de Nossa Senhora e pedir-lhe que daí em diante fosse a minha Mãe. Parece-me que embora o tenha feito com ingenuidade valeu-me de muito, porque sempre encontrei ajuda junto dela.
COLEGIAL E CARMELITA
Quando entraste no Colégio das Irmã Agostinhas?
Quando tinha 16 anos o meu pai, receando que me entregasse demasiado às vaidades próprias da sociedade de então, decidiu meter-me neste Colégio a fim de que aí recebesse a boa educação e formação que minha mãe já não me podia dar.
Então o teu pai queria que fosses Religiosa?
Não, pelo contrário! Quando eu, aos 20 anos, decidi optar pela vida religiosa o meu pai negou-se terminantemente a dar-me licença, o que me forçou a fugir de casa na madrugada do dia 2 de Novembro de 1935, para entrar no Convento das Carmelitas da Encarnação em Ávila.
Como foram os primeiros tempos de Carmelita?
Como se sabe no Convento da Encarnação viviam mais de cento e cinquenta monjas, foi no meio delas que comecei o meu Noviciado precisamente um ano depois de entrar e fiz a Profissão a 3 de Novembro de 1537. Foi um tempo vivido com muito fervor e alegria, até que fiquei doente… O meu pai levou-me a Bacedas para me curar, mas voltei a Ávila ainda pior!
É verdade que foste considerada como morta durante três dias?
Por incrível que pareça, é verdade! Chegaram a pôr-me cera nos olhos, como então se fazia aos cadáveres. O meu estado era grave e os médicos davam-me por perdida. Como me vi paralisada com tão pouca idade e no que haviam dado comigo os médicos da terra, determinei-me a recorrer aos do Céu, para que me sarassem, pois desejava a saúde, embora sofresse com muito alegria a sua falta. Pensava algumas vezes que, se estando boa me havia de condenar, melhor seria estar assim. Pensava, no entanto que serviria muito mais a Deus com saúde. Tomei por advogado S. José e encomendei-me muito a ele. Vi claramente que, desta necessidade, como de outras maiores, este pai me tirou com maior bem do que lhe sabia pedir. Embora tenha ficado ainda três anos paralisada e sempre mais ou menos doente, o que é isto comparado com a alegria de continuar a servir o Senhor!
Durante a viagem que fizeste a Bacedas para te curares aconteceu algo importante…
Sim, o meu tio deu-me um livro “O terceiro abecedário” que ensinava a praticar a oração de recolhimento; eu sempre fui muito amiga de livros, mas este devorei-o com especial predilecção e posso dizer que influenciou muito na minha espiritualidade e nas decisões futuras. Outro acontecimento importante foi a morte do meu pai, em 1543. Fui prestar-lhe assistência durante alguns dias e aí conheci o P. Barrón, O. P., que me ajudou a regressar à prática da oração e dos Sacramentos, de que andava um pouco distraída.
REFORMADORA E ESCRITORA
Quando começaste a reforma do Carmelo?
O primeiro Carmelo, de S. José, foi fundado em Ávila no dia 24 de Agosto de 1562, tinha então 47 anos. Aí passei os cinco anos mais tranquilos da minha vida na companhia das Irmãs que partilhavam o mesmo ideal de vida e santidade que eu.
Como surgiu a «ideia» de reformar a Ordem do Carmo?
Ao saber das rupturas na Igreja deste séc. XVI, ao ter notícias de tantos povos sem Evangelho no «novo mundo», comecei a pensar o que poderia fazer por todos eles… depois, numa conversa entre amigas, uma jovem lançou a pergunta: « E porque não fazer uma fundação, com poucas monjas, de vida mais solitária?» Não o tinha pensado, mas o Senhor mandou-me muito que o fizesse.
Quais foram as características principais que desejas-te incutir nas Carmelitas Descalças ou Reformadas?
Quis que o Convento de S. José, assim como os que lhe seguiram, fosse uma fiel IMITAÇÃO DO COLÉGIO DE CRISTO, apenas 12 Irmãs e a Prioresa, favorecendo assim o espírito fraterno, o clima familiar e a ajuda mutua. Aqui todas hão-de ser amigas, todas se hão-de amar no amor d’ Aquele que aqui nos juntou. Ao contrário da maioria dos Convento então existentes que viviam de rendas fixas, quis fundar este Convento em POBREZA, para que as que nele vivessem esperassem tudo, espiritual e material, apenas do Senhor, que nunca falta a quem O ama. Outra característica foi o clima de SILÊNCIO alternado com tempos de CONVÍVIO ENTRE AS IRMÃS, para assim favorecer a oração, a intimidade com o Senhor e alcançarmos melhor o fim para o qual o Senhor nos juntou aqui.
Foram muitas as contradições?
Sim! Quase todos se opuseram, o povo de Ávila que não queria ver-se obrigado a dar esmolas a mais um Convento, nessa altura eram às dezenas naquela cidade, alguns Sacerdotes e até as próprias freiras do Convento da Encarnação, que queriam continuar com a vida mitigada e achavam que o facto de eu querer mais radicalidade era uma injúria para elas, embora algumas me tivessem acompanhado na fundação do Convento de S. José.
Quantos Conventos fundaste em vida?
Com a ajuda e a graça do Senhor e apesar da minha fraca saúde, fundei 16 Conventos de Carmelitas Descalças em Espanha.
Fundou-se mais algum em que não tenhas ido pessoalmente?
Sim. O de Granada, que não podendo ir eu pessoalmente foi a Madre Ana de Jesus com um grupo de Irmãs e Fr. João da Cruz, primeiro Padre Carmelita Descalço.
Como se realizavam as fundações?
Com inumeráveis trabalhos e sacrifícios, cruzando os caminhos de Espanha juntamente com as Irmãs fundadoras, sempre em carros de cavalos. Por vezes o frio ou o calor eram em demasia, outras vezes os caminhos eram péssimos,… Enfim, tudo se passava com ânimo e confiança, pois tínhamos os olhos postos n’ Aquele que nos enviava e que esperava por nós no destino.
Por quem rezam as Carmelitas?
A nossa oração deve abraçar toda a humanidade, todos aqueles que pelo mundo fora mais precisam dela e aqueles que diariamente se dirigem aos Carmelos pedindo a oração das Irmãs, no entanto, temos especialmente presente duas grandes intenções: a conversão dos pecadores (aqueles que andam mais afastados de Deus, que mais O ofendem e se condenam pelos seus próprios actos) e a santificação dos Sacerdotes. Estas intenções que o Senhor, no séc. XVI, me inspirou a pedir às Carmelitas que tivessem presentes na oração continuam a ser de maior importância, urgência e necessidade no séc. XXI.
Foi por estas alturas que começaste a escrever…
Comecei a escrever ainda estava em S. José, a pedido das Irmãs e por vontade dos meus confessores. Não foi sem algum sacrifício que o fiz entre as canseiras das fundações, o peso da doença e a falta de tempo, mas fi-lo para cumprir a vontade de Deus e sempre com o desejo de, com a minha experiência de vida, poder ajudar quem os lesse.
Sem contar as poesias, as muitas cartas e outras pequenas obras, escreveste vários livros, podias enumerá-los?
O primeiro foi o «Livro da Vida», a minha autobiografia;
depois o «Caminho de Perfeição» especialmente dedicado às minhas Irmãs que me pediam continuamente que lhes escrevesse sobre a oração;
o «Livro das Fundações» onde conto o que nelas de mais notável acontecia;
o «Castelo Interior» que eu considero uma das maiores “luzes” que o Senhor me deu; entre outros…
No final da fundação de Burgos, talvez a mais difícil de todas, Teresa chega a Alba de Tormes esgotada. A 4 de Outubro de 1582 (que passará a ser 15 pela reforma do calendário ocorrida nesse dia) ela entra definitivamente na vida para desfrutar de todo o trabalho que teve pela expansão do Reino e principalmente pelo bem da Ordem do Carmelo e da igreja. Depois de passar com valentia por aventuras, obstáculos, negociações, difamações, ameaças a si própria e à reforma iniciada, ela parte feliz exclamando:
“Enfim, morro filha da Igreja!”
SANTA E DOUTORA DA IGREJA
Onde se conserva o corpo de Teresa?
Os seus restos mortais encontram-se à veneração dos fieis no Convento das Carmelitas Descalças de Alba de Tormes, onde morreu.
Quando foi beatificada?
No dia 24 de Abril de 1614, por Paulo V.
Quando foi canonizada?
No dia 12 de Março de 1622, pelo Papa Gregório XV.
Quando e porquê foi, S. Teresa de Jesus, proclamada Doutora da Igreja?
No dia 27 de Setembro de 1970, por Paulo VI. Foi a primeira mulher a quem a Igreja atribuiu este título, porque reconheceu na sua vida um modelo exemplar e os seus escritos alcançaram um lugar eminente na literatura universal da Igreja. Assim, a doutrina de Teresa passa a ser, não só do Carmelo, mas de toda a Igreja, que pode e deve encontrar nela ajuda e luz.
«A vocação das Carmelitas é essencialmente eclesial e apostólica.
O apostolado a que S. Teresa quis que se dedicassem suas filhas é puramente contemplativo e consiste na oração e na imolação com a Igreja e pela Igreja” ( Const. 126 )
« Iluminados pelo testemunho de S. Teresa do Menino Jesus, padroeira das missões, todos os Carmelos procurarão fomentar o espírito missionário , que deve animar a sua vida contemplativa. » ( Const. 127 )
O Carmelo define assim a sua missão:
Buscar e viver neste mundo a presença do Deus vivo e verdadeiro que,
na pessoa de Cristo, habitou entre nós. Mediante a nossa vida esforçamo-nos por ser
testemunhas desta verdade escatológica,
sensibilizando os outros para descobrirem
a presença de Deus nas suas Vidas.
A dimensão apostólica da vida contemplativa é
« amar e fazer amar o Amor!»
(S. Teresa do Menino Jesus)
As Carmelitas apresentam a Deus na oração “as alegrias e as esperanças, as tristezas e angústias da humanidade actual.” ( G.S. )
A Carmelita é missionária, porque tem o coração no mundo inteiro,
porque sabe que existe para os outros.
Ser Carmelita é ser Igreja com a Igreja é ter o coração aberto a todas a humanidade!
ESCUTA DA PALAVRA
Os primeiros ermitas do Monte Carmelo
identificaram-se como grupo ou fraternidade,
quando se uniram por um ideal comum:
“Viver em obséquio de Jesus Cristo”. velinha
Tinham que realizá-lo adquirindo uma
docilidade especial ao Espírito
que se manifesta na Palavra
e que transmite a mensagem
radical do Evangelho.
Para que a palavra seja eficaz
e se converta em acção
há que aceitá-la e encarná-la.
IRMANDADE MARIANA
Quando foi exigido aos Carmelitas um nome ou
uma identificação que os distinguisse dos outros
religiosos, eles definiram-se como
“Irmãos da Bem-Aventurada Virgem
Maria do Monte Carmelo” .
Esta eleição, que vem praticamente das origens,
foi escolhida, não como distintivo honorífico,
mas como conteúdo espiritual definido,
tendo como ideal a perfeição evangélica em comunhão
com a Santa Mãe de Deus.
EM ESPÍRITO E VIRTUDE DE ELIAS

O «eleanismo» juntamente com o marianismo definem e qualificam todos os Carmelitas.
Deus não está nem no furacão , nem no terramoto :
o Profeta Elias encontrou-O na brisa suave.
ENCONTRO DOS IRMÃOS
A Palavra aceite com docilidade na Contemplação
traduz-se necessariamente em acção.

O Carmelo existe em favor da Igreja e dos Irmãos, por isso projecta a sua vida de maneira a que o contacto com Deus se converta em busca do bem do próximo.
Publicado em A Ciência pode nos transformar em robôs?, Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O Sagrado e a Arte, O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "A dimensão apostólica da vida contemplativa é « amar e fazer amar o Amor!»" - Santa Teresa de Jesus (Solenidade - 15 de outubro - Carmelo Santa Teresa-Coimbra), "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Solidariedade", "Vida"-Santa Teresa de Jesus, "Vossa sou para Vós nasci. Que quereis Senhor de mim?" - solenidade -15 de outubro-Carmelo Santa Teresa-Coimbra, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Sacralidade no mundo, Amar é cuidar..., Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Crises, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, e a teu próximo como a ti mesmo" (Jesus Cristo), Fé Cristã, Fé Cristã e Mística, Humanidade perdida, Infância degradada, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O amor rega o Jardim..., O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, O mundo é um lugar perigoso..., O Sagrado e a Arte, O vazio e o inefável, Oração: intimidade com Deus, Superação, Transcendência e Crise, Zumbis High-Tech | Deixar um comentário »

Imagem de Nossa Senhora retorna à Fátima em 13.05.2010.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Santuário de Fátima - Peregrinação - 13.10.2009
Esta é a primeira grande peregrinação após o anúncio da visita do Papa em 2010 e a última antes de Maio do próximo ano. D. José Policarpo lembrou, por isso, este momento especial em que “o País inteiro se prepara para receber o Sucessor de Pedro, cabeça do Colégio dos Apóstolos”.
No final da celebração, uma salva de palmas sublinhou as palavras de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, que lembrava a próxima vinda de Bento XVI ao Santuário.
“Queremos recebê-lo com alegria, com entusiasmo, com participação pessoal, com afecto filial ao sucessor de Pedro, que vem confirmar os irmãos na fé”, disse.
D. António Marto quis ainda fazer chegar ao Papa, através do Núncio Apostólico, presente na Cova da Iria, uma palavra de “grande alegria, grande regozijo, grande gratidão” pela viagem que empreenderá ao Santuário, no próximo ano.
“Muito Obrigado”, concluiu.
Padres atentos às necessidades concretas
|
Homilia de D. José Policarpo
|
A identidade e a missão do sacerdote estiveram no centro da homilia proferida esta manhã por D. José Policarpo. Para o Patriarca de Lisboa, a atenção à vida concreta de cada homem, “desafio a toda a Igreja, Povo Sacerdotal, é-o particularmente para nós, sacerdotes, chamados a sermos presenças vivas de Cristo Bom Pastor”.D. José Policarpo afirmou que “a dimensão sacerdotal é, no meio dos homens, a manifestação da solicitude de Deus pelas necessidades do Povo e de cada um. Ele é o pastor do seu Povo, conhece as suas ovelhas, sabe do que precisam, cuida das doentes e das débeis, vai à procura delas, carrega aos ombros a que está ferida”.
“Nas Bodas de Caná, Maria mostra essa atitude pastoral de atenção ao pequeno-grande problema que afligia os esposos. Mostra-o quando diz a Jesus: «não têm vinho» (Jo. 2,5). Que solicitude, que atenção ao pormenor, que capacidade de avaliar um problema pessoal”, precisou.
Em pleno ano sacerdotal, D. José Policarpo afirmou que “o sacerdócio é um mistério de amor, do amor infinito de Deus pelo homem que criou à sua imagem, que destinou a partilhar, na intimidade com Ele, a comunhão de amor, onde encontrará a plenitude da vida”.
“Desse desígnio eterno o homem afastou-se e continua a afastar-se pelo pecado. O sacerdócio resume toda a pedagogia salvífica de Deus: suscita na humanidade o fermento dessa vocação sublime de amor; apesar do pecado, renuncia aos critérios do mundo e deixa-se guiar pela Palavra do Senhor, oferecendo-lhe a sua vida e aprendendo a vivê-la como expressão de louvor”, acrescentou.
O Cardeal-Patriarca referiu que “todos os membros da Igreja são sacerdotes porque são ungidos pelo espírito Santo” e, referindo-se aos padres, lembra que “são ungidos e consagrados pelo Espírito na sua ordenação”. Por isso, recorda que o ministério sacerdotal é fecundo por obra do Espírito Santo. Isto, nas palavras do Patriarca de Lisboa, significa que “a Deus nada é impossível”.
A função sacerdotal passa por “reconhecer e fazer memória da acção salvífica de Deus”, oferecer “a Deus sacrifício de louvor” – de forma particular na “oferta da sua vida a Deus”, proclamar a Palavra que nos revela o amor de Deus e levar o povo a escutá-la e a segui-la, pondo-a em prática”.
O Patriarca de Lisboa considera que “nem podemos imaginar a intensidade com que Maria amou o mundo, encarnando a intensidade do amor salvífico de Deus. Essa intensidade comoveu o próprio coração de Deus, a ponto de o mensageiro divino a saudar como a «cheia de graça», aquela que vive a plenitude do amor”.
“Na sua vocação, ao aceitar o chamamento de Deus, onde ela identifica o desígnio salvífico, ao partilhar com o seu Filho o sacrifício redentor, Maria viveu, na radicalidade do seu coração o amor sacerdotal”, defendeu.
Presentes na Cova da Iria, onde há 92 anos se deu o acontecimento conhecido como “Milagre do Sol” estão 92 grupos de 22 países.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
1. Júbilo e Gratidão
O Santo Padre Bento XVI, correspondendo ao convite, várias vezes reiterado, dos Bispos portugueses bem como ao convite do Senhor Presidente da República, aceitou visitar o nosso País, por ocasião da peregrinação aniversária de 12 e 13 de Maio a Fátima, no próximo ano. O anúncio da visita suscitou, de imediato, um sentimento de júbilo e regozijo entre o nosso povo. Trata-se da concretização de um desejo, ansiosamente esperada, que muito nos honra e distingue, até porque Bento XVI escolhe os gestos e as viagens que faz, com motivações espiritualmente profundas e teologicamente ricas.
Queremos, pois, agradecer, de todo o coração, ao Santo Padre e corresponder a esta honra com aquele amor ao Papa que é uma dimensão profunda do catolicismo português. A comunhão visível com o Sucessor de Pedro, fisicamente presente entre nós, será, mais uma vez, ocasião da expressão espontânea desse amor à sua pessoa, ao seu magistério e ao seu serviço universal e de fidelidade à Igreja.
2. Peregrino de Fátima
O Santo Padre vem, essencialmente, como peregrino de Fátima, onde encontrará uma expressão viva de todas as Igrejas de Portugal.
A sua vinda a Fátima coincide com o décimo aniversário da beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta e com as comemorações do centenário do nascimento da Jacinta. Todavia, projecta-se no horizonte mais amplo das suas peregrinações aos maiores santuários marianos espalhados pelo mundo, como grandes centros de evangelização.
Quando o Papa se faz peregrino, na qualidade de Pastor universal da Igreja, é toda a Igreja que peregrina com ele. Por isso, esta sua peregrinação reveste um grande significado pastoral, doutrinal e espiritual.
Ele conhece como ninguém o cerne e o alcance da Mensagem de Fátima, de que se tornou intérprete singular com o seu Comentário Teológico ao “terceiro segredo”, quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Já como Papa, na visita ao Brasil, evocando o nonagésimo aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, não hesitou em falar da “mais profética das aparições modernas”. Sabe, pois, muito bem qual é a actualidade e a importância de Fátima para a Igreja e para o mundo, tal como as exprimiu o Papa João Paulo II, de santa memória: “De Fátima irradia para todo o mundo uma mensagem de conversão e de esperança; uma mensagem que, em conformidade com a fé cristã, está profundamente inserida na história… O apelo que Deus nos faz chegar através da Virgem Santa conserva intacta, ainda hoje, a sua actualidade”.
A peregrinação do Santo Padre a Fátima é, assim, uma interpelação para nós. O Santuário de Fátima, onde se torna viva e actual a Mensagem de Nossa Senhora, é hoje um elemento importante para a evangelização e para a edificação da Igreja no nosso País. Nós, os Bispos, estamos conscientes da importância decisiva deste Santuário. Desejamos que ele exprima o lugar particular de Maria no mistério de Cristo e da Igreja, como estrela da evangelização.
Maria, que o Papa chama “Estrela do mar” na encíclica “Spe salvi”, é aquela que acompanha a viagem de cada um de nós e de toda a Igreja no mar da vida e da história com o amor vigilante e atento de uma mãe que ama os seus filhos e deseja a sua felicidade. E na viagem indica a Luz verdadeira que é Jesus e convida a fixar nele o nosso olhar, repetindo a cada um de nós o que disse aos serventes nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.
Maria é também a “Estrela da esperança” porque indica continuamente a meta, o porto seguro e feliz, a comunhão eterna e definitiva com Deus e com todos os homens, os novos céus e a nova terra onde habitará para sempre a justiça.
Neste sentido, a visita do Santo Padre quer também encorajar o empenho constante e generoso na obra de evangelização, ajudando a passar de uma religiosidade tradicional a uma fé adulta e pensada, capaz de testemunho corajoso em privado e em público, que saiba enfrentar os desafios do secularismo e do relativismo doutrinal e ético, típicos do nosso tempo, que Bento XVI lembra frequentemente.
3. Acolher e acompanhar o Papa peregrino
Neste momento, ainda não está definido o programa da visita do Santo Padre. Na próxima Assembleia dos Bispos, em Novembro, reflectiremos sobre como prepará-la espiritualmente, a fim de que possamos vivê-la como um momento de graça e uma significativa experiência cristã para a Igreja em Portugal.
Desde já convidamos todos os fiéis a acolher o Santo Padre em verdade, como Sucessor de Pedro que vem confirmar os irmãos na fé, e com afecto e participação pessoal, unindo-nos em oração às suas intenções pela Igreja e pelos grandes anseios da humanidade.
Elevemos, pois, a nossa oração à Virgem Maria, Mãe da Igreja, Nossa Senhora de Fátima, para que, com a sua bondade materna, acompanhe os passos do Santo Padre nesta peregrinação e o assista no seu ministério de Sucessor de Pedro, que nos preparamos para acolher e acompanhar com alegria, entusiasmo e devoção filial.
Fátima, 6 de Outubro de 2009
Publicado em Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Solidariedade", "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Ciência está nos transformando em robôs..., A Sacralidade no mundo, Amar é cuidar..., Babel, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Crises, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, e a teu próximo como a ti mesmo" (Jesus Cristo), Fátima em festa com a perspectiva de visita do Papa - Agência Ecclesia - 13.05.2009, Fé Cristã e Mística, Humanidade perdida, Infância degradada, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., O Amor não cabe em um chip..., O amor transmuda a dor..., Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Superação, Visita do Papa a Portugal em 13.05.2009 - Fátima (Agência Ecclesia) | Deixar um comentário »
Neste dia comemoramos a Festa da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Nosso co-Padroeiro é São Pedro de Alcântara, confessor, conselhereiro e idoso amigo de Santa Teresa de Ávila. A amizade surgiu principalmente do ideal de ambos por reformas na vida monástica de seu tempo – século XVI. Faleceu em 18 de outubro, mas o dia dedicado pela Igreja Católica à sua memória é 19 de outubro.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
Fonte: Basílica Santuário de Nossa Senhora da Conceição

Santuário de Nosssa Senhora da Conceição - Padroeira de Portugal -Vila Viçosa
Em 6 de fevereiro de 1818, D. João VI foi aclamado Rei de Portugal, estando no Brasil; para agradecer a Nossa Senhora da Conceição, criou a Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, porque é em Vila Viçosa, Portugal, o Solar da Padroeira deste país. Dom Pedro I, sucedendo ao pai, confirmou o Brasil e o Império à proteção de Nossa Senhora da Conceição, associando-lhe São Pedro de Alcântara.
Todo o Brasil, desde os primórdios da colonização, sempre pertenceu de direito a Nossa Senhora da Conceição. O Alvará Régio das Cortes Portuguesas de 25 de março de 1646, promulgado por Dom João IV, proclamou Nossa Senhora da Conceição como Padroeira e Rainha de Portugal e de todos os domínios portugueses, conferindo a ela as honras de soberana e oferecendo-lhe a coroa real. A partir de então, nas representações e retratos, os monarcas da Dinastia de Bragança não mais ostentaram a coroa, que aparece sobre uma almofada, e a cerimônia da coroação dos reis de Portugal passou a denominar-se Aclamação. Como fosse o Brasil colônia de Portugal, foi também posto sob a soberania e proteção de Nossa Senhora da Conceição; por isso muitas cidades brasileiras nasceram da invocação de Nossa Senhora da Conceição.

Catedral Basílica e Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida - Padroeira do Brasil
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

A Imaculada Conceição, de Migliaccio.
A Imaculada Conceição de Maria é um dogma da Igreja Católica Romana. Definido no século XIX, sua festa litúrgica é celebrada em 8 de Dezembro. Segundo o Dogma, a Igreja confessa e crê que a Bem Aventurada Virgem Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante de sua existência.
O bom senso dos fiéis sempre acreditou na imunidade de Maria do pecado original. Tanto no Oriente como no Ocidente, há grande devoção à Maria enquanto mãe de Jesus e “Virgem sem Pecado”, notados desde os primórdios do cristianismo, quando o dogma da Imaculada Conceição já era tido para os fiéis como verdade de fé.
Os escritos cristãos do século II testemunhavam a idéia, concebendo Maria como nova Eva, ao lado de Jesus, o novo Adão, na luta contra o mal. O Protoevangelho de Tiago, obra apócrifa antiga, narrava Maria como diferente dos outros seres humanos. No século IV, Efrém (306-373), diácono, teólogo e compositor de hinos, propunha que só Jesus Cristo e Maria de Nazaré são limpos e puros de toda a mancha do pecado.
Já no século VIII se celebrava a festa litúrgica da Conceição de Maria aos 8 de dezembro ou nove meses antes da festa de sua natividade, comemorada no dia 8 de setembro. No século X a Grã-Bretanha celebrava a Imaculada Conceição de Maria.
Na Itália do século XV o franciscano Bernardino de Bustis escreveu o Ofício da Imaculada Conceição, com aprovação oficial do texto pelo Papa Inocêncio XI em 1678. Foi enriquecido pelo Papa Pio IX em 31 de março de 1876, após a definição do dogma com 300 dias de indulgência cada vez que recitado.
Aos 8 de dezembro de 1854, Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, fez a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição de Maria. Assim o Papa se expressou:
“Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis”
Em 1858 Bernadete Soubirous, uma jovem pobre e de pouca instrução, afirmou ter visto uma aparição que se auto-denominou de “Imaculada Conceição” na localidade Lourdes, diocese de Tarbes na França. O caso foi submetido às autoridades civis locais e eclesiásticas, após o que o bispo de Tarbes deu por confirmadas as aparições como sendo da Virgem Maria. As autoridades civis francesas se viram impotentes para impedir a devoção de milhares de peregrinos na época, hoje Lourdes se transformou num lugar de peregrinação internacional de milhões de católicos devotos da Virgem Maria.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida é um título dedicado a Maria Santíssima, Mãe de Jesus, depois da aparição de uma pequena imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, na atual cidade de Aparecida. A imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada por três pescadores em outubro de 1717, por isso foi lhe atribuído o título de “Aparecida”, por ter sido encontra nas águas do rio. Com o crescimento da devoção foi lhe construída uma igreja que depois tornou-se Basílica Menor. Devido aos muitos milagres acontecidos em Aparecida e grande fé do Povo de Deus, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada pelo Papa Pio IX “Rainha e Padroeira do Brasil”. A Catedral Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida localiza-se em Aparecida, no estado de São Paulo, e a sua festa é comemorada, anualmente, a 12 de outubro.
Postado por Basílica Santuário de Nossa Senhora da Conceição.
Publicado em Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O Sagrado e a Arte, O amor transmuda a dor..., Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Sacralidade no mundo, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, e a teu próximo como a ti mesmo" (Jesus Cristo), Fé Cristã e Mística, Festa da Padroeira do Brasil - Nossa senhora da Conceição Aparecida (História -Basílica Santuário de Nossa Senhora da Conceição), Festa de N.Senhora Aparecida - Basílica Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O amor transmuda a dor..., O Sagrado e a Arte, Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Sacralidade, Superação, Transcendência e Crise | Deixar um comentário »

Santo Anjo do senhor,
meu zeloso guardador,
já que a ti me confiou a piedade divina,
sempre me rege, me guarda, me governe e me ilumine. Amém.
Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960. (Fonte: Precioso Depósito)
__________________________________________________________________________________________________________________________
Fonte: Agência Fides
VATICANO – “AVE MARIA”, sob a direção de monsenhor Luciano Alimandi: Os anjos, mensageiros de felicidade.
Cidade do Vaticano (Agência Fides) – O grande doutor da Igreja, São Bernardo abade, nos exorta a amar afetuosamente os anjos, e a confiar neles, porque estes espíritos celestes nos foram dados por Deus para nos acompanhar e proteger no caminho da nossa vida: “Amamos afetuosamente os anjos de Deus, como aqueles que um dia serão nossos co-herdeiros, mas que enquanto isso são nossos guias e tutores, constituídos e prepostos pelo Pai para nós. Ora, de fato, somos filhos de Deus, ainda que atualmente não o compreendamos claramente, porque somos ainda crianças sob administradores e tutores e, conseqüentemente, não diferimos em nada dos servos. De resto, mesmo que sejamos ainda crianças e temos um caminho tão longo e tão perigoso, o que devemos temer sob protetores tão grandes? Não podem ser derrotados, nem seduzidos e nem mesmo seduzir, aqueles que nos custodiam em todas as nossas vias. São fiéis, são prudentes, são poderosos. Por que temer? Apenas devemos segui-los, estando-lhes próximos, e assim permanecemos na proteção do Deus do céu” (cf. Ofício das leituras para a memória dos Santos Anjos da Guarda).
A memória dos Santos Anjos da Guarda, que ocorreu ontem, dia 2 de outubro, convida a renovar a devoção a estes companheiros celestes que a providência divina colocou ao nosso lado, para nos acompanhar no caminho, às vezes difíceis, da existência humana. No plano salvífico de Deus para toda a humanidade, os anjos não têm um papel marginal e nos ajudam chegar à meta principal: a beatitude eterna. Eles já a vivem em plenitude, porque estão imersos na glória divina e, como afirma Jesus, “contemplam o rosto de Deus” (cf. Mt 18,10), mas desejam de todo o seu ser que também nós um dia, com eles e com os santos do céu, magnifiquemos o Senhor, vivendo com ele em uma felicidade que não terá fim.
Os anjos são mensageiros de felicidade que nos indicam constantemente a direção a ser seguida para escolher o bem e evitar o mal, vivendo na liberdade dos filhos de Deus. Em meio a todas as nossas lutas eles estão ao nosso lado, para nos defender dos espíritos do mal e nos apoiar na mais árdua batalha, aquela contra o nosso egoísmo.
Nós que estamos em busca de um “bem estar”, de uma satisfação interior e de uma realização, devemos nos aliar aos anjos, justamente para chegarmos, também graças à ajuda deles, àquela felicidade que continuamente procuramos.
A felicidade do homem – como afirmou o Santo Padre Bento XVI – tem um nome, um rosto, isto é, uma identidade, que os anjos conhecem perfeitamente e que nós fiéis conhecemos por divina revelação: “Caros amigos, Jesus é o verdadeiro amigo e Senhor de vocês. Entrem em uma relação de verdadeira amizade com Ele! Ele os espera e apenas n’Ele encontrarão a felicidade. Como é fácil se contentar dos prazeres superficiais que a existência quotidiana nos oferece, como é fácil viver somente para si mesmo, aparentemente usufruindo a vida! Mas, antes ou depois, nos damos conta que não se trata de verdadeira felicidade, porque esta está muito mais em profundidade: a encontramos somente em Jesus. Como eu disse em Colônia, ‘a felicidade que vocês buscam, a felicidade que vocês têm o direito de saborear, tem um nome, um rosto: aquele de Jesus de Nazaré’”(Bento XVI, Mensagem aos jovens da Holanda, 21 de novembro de 2005).
Somente Jesus, de fato, a Palavra de Deus, afirma: “da sua plenitude nós todos recebemos graça sobre graça. Porque a lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1,16-17). Justamente aos apóstolos, àqueles que se tornarão os primeiros “consagrados” do Senhor no sacerdócio ministerial, é revelada explicitamente pelo Senhor a ação dos anjos: “em verdade, em verdade eu vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do Homem” (Jo 1,50-51).
A graça deste Ano Sacerdotal poderá nos fazer redescobrir, em primeiro lugar a nós sacerdotes, a cooperação dos anjos com o ministério sacerdotal. Contando também com a ajuda deles, podemos aprofundar a nossa identidade para anunciar ao mundo que o cristianismo é “a religião da felicidade”: “O sacerdote, certamente homem da Palavra divina e do sagrado, deve hoje mais do que nunca ser homem da alegria e da esperança. Aos homens que não podem conceber que Deus seja puro amor, ele dirá sempre que a vida vale a pena ser vivida e que Cristo lhe dá todo o seu sentido, porque ele ama os homens, todos os homens. A religião do Cura d’Ars é uma religião da felicidade, não uma busca doentia da mortificação, como algumas vezes se pensou: ‘A nossa felicidade é grande demais; não, não a compreenderemos nunca’ (Nodet, p. 110), dizia”. (Bento XVI, mensagem em vídeo enviada aos participantes do Retiro Sacerdotal Internacional em Ars, 29 de setembro de 2009).
(Agência Fides 2/10/2009)
__________________________________________________________________________________________________________________________
Sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Santos Anjos da Guarda
Este dia é consagrado pela Igreja ao culto dos Santos Anjos da Guarda. Deus, em sua misericórdia, atribuiu a cada homem um Anjo, que o acompanha em todos os passos da vida, reza por ele, protege-o contra os perigos do corpo e da alma. Infelizmente, a maior parte dos homens não se beneficia devidamente desse celeste protetor. Rezemos a cada dia, ao nosso Anjo da Guarda, a tradicional oração: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém”.
(Fonte: “Cada dia tem seu Santo”, de A. de França Andrade – Artpress)
_________________________________________________________________________________________________________________________
Confira a nova sub-página de “MUNDO CATÓLICO”: ANO SACERDOTAL – ESTUDOS – VATICANO, que traz um riquíssimo tema: “A santidade do sacerdote, à luz de São Tomás de Aquino”, magistralmente apresentado por Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP . Retirado do site “ANO SACERDOTAL – CONGREGAÇÃO PARA O CLERO – VATICANO “.
Publicado em Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Sagrado e a Arte, O amor transmuda a dor..., Sacralidade | Tagged "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Fé Cristã, Fé Cristã e Mística, Moradas, Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Sacralidade, Santos Anjos da Guarda - memória - 02 de outubro - Vaticano, Santos Anjos da Guarda e Ano Sacerdotal - ofício da memória -02 de outubro(Vaticano), Superação | Deixar um comentário »
Gostei muito das ideias transmitidas neste editorial. Fala do combate espiritual que travam os que querem ser fiéis a Deus. O trecho a seguir sintetiza o seu conteúdo: “No bom combate da vida humana não estamos sozinhos, temos um general: O Senhor dos Exércitos, o nosso Deus, que combate conosco. Ele está no meio de nós!”. A propósito, este editorial nos informa sobre a surpreendente “saída estratégica” de Santa Terezinha diante de um assunto desagradável. Ela se encontra à frente da madre superiora, ao lado de uma de suas irmãs de convento, que não a poupa de ouvir um longo discurso sobre seu comportamento. Nada além de uma queixa banal, infundada, mas irritante. É simplesmente genial a fundamentação que Santa Teresinha dá à sua decisão de recuar… Por alguns dias vou refletir (percebi que tenho temperamento parecido…) sobre como vou aplicar à minha vida este ensinamento da jovem Santa de Lisieux. Ela era avessa a demonstrações de sabedoria, mas como dizem, pensava com “sua própria cabeça”… Demonstra estar ciente de que travava um combate espiritual. Como sabemos, recebeu da Igreja o título de “Doutora da Igreja”. Paradoxalmente, desfazia de si mesma, ou seja, de sua capacidade de compreender escritos teológicos aprofundados, que considerava sábios. Preferia a Bíblia. Por certo, não se referia a Santo Agostinho, São Jerônimo ou São Tomás de Aquino. Em bibliotecas de universidades confessionais há obras que não falam de elementos universais da Fé, e sim sobre a visão de mundo do teólogo. Aliás, em geral, sobre sua visão ideológica… Foi o que constatei in loco, entre as estantes… A simplicidade dá clareza a raciocínios complexos. Percebo isto no Papa Bento XVI.
Confiram também o conteúdo do link ”Apostolado da Oração”, contido no site da PARÓQUIA STA. TERESINHA DO MENINO JESUS (Ordem dos Carmelitas Descalços-OCD).

Apostolado da Oração - Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus (Higienópolis-São Paulo)
__________________________________________________________________________________________________________________________
Fonte: PARÓQUIA STA. TERESINHA DO MENINO JESUS (Ordem dos Carmelitas Descalços-OCD-)
Editorial
(EDITORIAL)
Postado por PARÓQUIA STA. TERESINHA DO MENINO JESUS (Ordem dos Carmelitas Descalços-OCD).
Publicado em Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O duelo entre o sagrado e o profano, Transcendência e Crise | Tagged "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Vida"-Santa Teresa de Jesus, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Arte da Luta e a Arte da Fuga (Editorial - Paróquia Sta. Teresinha do Menino Jesus-OCD), Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Fé Cristã e Mística, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O duelo entre o sagrado e o profano, O mundo é um lugar perigoso..., Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Superação | Deixar um comentário »
Acessem o link direto da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS). O post vai na íntegra, mas limitei o número de imagens para três: a de Jesus ladeado por crianças, uma de São Francisco de Assis e a de Santa Teresa de Ávila. Nesta data, partiram da Terra para junto de Deus Pai e de Seu Filho, Nossso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Com radicalidade, dedicaram suas vidas a Ele, ao Seu legado, ainda que em meio a muitos sofrimentos, inclusive físicos, e várias perseguições. No entanto, Santa Teresa de Ávila e São Francisco de Assis viveram na beatitude dos que são, de fato, fiéis a Deus. Cada um a seu modo, de acordo com suas biografias, viveu a santidade com intensidade crescente, contínua, própria dos santos – aqueles que Jesus queria junto de si antes do final dos tempos.
São Francisco de Assis, Santa Teresa – orem por nós! Amém.
____________________________________________________________________________________________________________________________

Sábado, 3 de Outubro de 2009
Liturgia – 04 de outubro – 27o. DOMINGO DO TEMPO COMUM
27º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Cor litúrgica: Verde
Ofício dominical comum
III Semana do Saltério
Liturgia das Horas: 852-298
Oração das Horas: 945-716
Leituras: Gn 2,18-24 – Sl 127(128) – Hb 2,9-11 – Mc 10,2-16
“Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne.”
O amor que os mantém juntos deve dar-lhes uma razão suficiente para serem fiéis e verdadeiros um ao outro.

SÃO FRANCISCO DE ASSIS, Religioso
(memória omitida hoje)
São Francisco de Assis, chamado pelo Divino Crucificado a reparar Sua Igreja, renunciou à uma rica herança paterna e decidiu viver e anunciar o ideal evangélico na mais estrita pobreza. Em seu desnudamento, recebeu no eremitério de Alverne os estigmas da Paixão e cantou as belezas da Criação. Foi canonizado dois anos após a sua morte, ocorrida em 1226. Seus numerosos discípulos, chamados franciscanos, são repartidos em três ramos: os Frades Menores, os Capuchinhos e os Conventuais.
PERSONALIDADE: SÃO FRANCISCO DE ASSIS, nascido Giovanni Battista di Pietro di Bernardone, (Assis, Verão ou Outono – junho/dezembro de 1181 ou 1182 — 3 de Outubro de 1226) foi um frade católico, fundador da “Ordem dos Frades Menores”, mais conhecidos como Franciscanos. Foi canonizado em 1228 pela Igreja Católica. Por seu apreço à natureza, é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente: as igrejas católicas costumam realizar cerimônias em honra aos animais próximas à data que o celebram, dia 4 de outubro. Morreu com 44 anos de idade.
BIOGRAFIA: Seu nome de batismo era inicialmente Giovanni Battista di Pietro (pai) di Bernardone (avô) (João Batista de Pedro de Bernardone), dado pela mãe em homenagem a João Batista – o santo do deserto. Não se sabe ao certo quando e por que o prenome Francisco substituiu o de João. Há três hipóteses sempre recorrentes: a troca do prenome pelo pai, Pedro Bernardone, ao retornar da França dando este nome ao recém nato; uma homenagem que, mais tarde, teria sido feita à sua mãe, que segundo fontes não confirmadas era francesa; e, por fim, uma última hipótese mais plausível, seria um apelido que lhe teria sido dado na juventude por sua paixão pela língua francesa. O francês, aprendido antes da sua conversão, era a língua por excelência da poesia e dos sentimentos cavaleirosos. Um de seus biográfos, Tomás de Celano, afirma que “Quando ele estava cheio de ardor do Espírito Santo falava francês em voz alta.” Nos bosques cantava em francês, e esmolava em francês óleo para a luminária de São Damião.
MORTE: Depois de uma intensa São Francisco retorna a Sta. Maria dos Anjos, muito doente e quase cego, muitos foram os milagres realizados com seus estigmas. A corte papal envia-lhe médico para tratamento mas nada resolve. Sabendo-se próximo da morte, desde a planície lança uma bênção sobre Assis, compõe o “Cântico ao Sol” e dita seu testamento.Francisco morre, rodeado de seus Filhos Espirituais. Fez ler o Evangelho e na Última Ceia abençoa seus filhos espirituais presentes e futuros. Foi sepultado na Igreja de São Jorge na cidade de Assis. Dois anos apos a sua morte é canonizado pelo próprio Papa Gregório IX no dia 16 de Julho de 1228, que vai Assis.
ARTE TUMULAR: Com a construção da nova Basílica na cidade de Assis, que recebe seu nome como formas de homenagear o Santo nascido nesta cidade, suas relíquias foram transladadas para o altar deste templo sagrado. É um altar em granito fosco, dentro de uma urna estão os seus restos em relíquias.LOCAL: Basílica de São Francisco de Assis, em Assis, Itália.
****
“Para enamorar-se Deus de uma alma, não olha a sua grandeza, mas a grandeza de sua humildade.”
São João da Cruz
Cartas de Santa Teresa de Jesus em 04
1576 – C 123 – Ao Pe. Juan de Jesús (Roca) – Melancolia do PE. Antonio. Assuntos do Capítulo de Descalços de Almodóvar. Enfermidade de Frei Gabriel.
1578 – C 260 – Ao Padre Pablo Hernández, em Madrid – Perseguição contra os Descalços. Suplica-lhe que defenda o Núncio a inocência do Padre Gracián. A Santa dizem seus inimigos que é “uma vagabunda irrequieta”; e a Reforma apelidam de “Ordem nova e invenções.” Pede-lhe falar também ao Padre que confessa o Núncio. Razões que tem a Companhia para defender a Obra da Santa.
1579 – C 298 – Ao Padre Jerônimo Gracián, em Alcalá. Deseja cartas mais freqüentes do Pe. Gracián. Censura-o por cuidar tão pouco de si que está fraca de cabeça pelo muito trabalhar. Dificuldades da nova casa para as Descalças de Salamanca. Repreende com energia a pretensão da Priora de Sevilla, de passar a outra casa. “É mais sagaz do que pede seu estado.”
1580 – C 341 – Ao Padre Jerônimo Gracián, em Medina Del Campo – Saúde da Santa. Notícia da família do Padre Gracián. Procedimento a seguir com o melancólico D. Pedro de Ahumada. Francisco de Cepeda quer tomar o hábito de Descalcez. Aconselha o Pe. Gracián a comprar boa cavalgadura e não viajar em quartão.

Terminada a fundação de Burgos, a madre Teresa dispôs sua volta a Palência e Valladolid. A acompanhava sua sobrinha Teresinha, a filha de seu irmão Lourenço, que ia professar, e desejava fazê-lo nas mãos de sua santa tia, em São José de Ávila. Acompanhava-a também a Beata Ana de São Bartolomeu.
Ao chegar a Medina del Campo recebeu ordem do Fr. Antônio de Jesus (vigário provincial dos descalços) de Castilla, que governava a Província na ausência do Padre Gracián, de encaminhar-se a Alba de Tormes. No dia 19 de setembro de 1582 empreendeu a viagem para a cidade ducal.
A noite anterior, 18 de setembro, a passou com uma elevada febre, ainda que esta não fôra obstáculo para que diminuísse a admirável força desta santa mulher, em todo o momento disposta a cumprir fielmente seu dever, antepondo-o a toda comodidade, a todo descanso, bem merecido e justo em seu caso.
A viagem de Medina del Campo a Alba de Tormes foi feita, como todas as suas viagens, de carro, e sua enfermidade e sua fadiga eram patentes pondo em perigo sua vida. Durante o trajeto não se encontraram alimentos adequados para a santa madre, constituindo isto uma verdadeira tortura para a Beata Ana, sua enfermeira e acompanhante. “Quando vi – diz a Beata – que por dinheiro não se achava nada, não podia olhar a madre sem chorar, pois tinha o rosto meio morto”.
Chegaram a Alba de Tormes no dia 20 de setembro. As religiosas esperavam a Santa com uma grande impaciência, pois já tinham notícia de seu estado delicado. Do dia 20 ao 29 foi, sem melhora, mantendo-se em um forçado equilíbrio, “caindo e levantando-se”.
No dia 29, festa de São Miguel, depois de ter participado da missa e comungado, encostou-se para jamais se levantar. Ela mesma, com essa maravilhosa intuição de santa e enferma, soube que a morte estava próxima e dispôs seu ânimo para recebê-la de maneira exemplar e fervorosa. A duquesa de Alba, d. Maria de Toledo, grande amiga e admiradora da santa madre, atendeu pessoalmente em sua última enfermidade, prodigalizando-a toda sorte de cuidados, sem separar-se de seu lado mais que o tempo justo para recuperar forças; segundo as crônicas foi a duquesa de Alba quem dava, de própria mão, os alimentos e remédios à Madre Teresa.
As religiosas do convento de Alba atenderam com todo carinho, zelo e devoção à enferma, e graças a elas temos uma ampla e copiosa informação das últimas instâncias da santa madre.
Todos os testemunhos coincidem em afirmar o sereno gozo que pôs em seus últimos instantes e a fervorosa humildade que tinham suas palavras.
A Beata Ana de S. Bartolomeu, nas informações que se fizeram para a canonização de Santa Teresa, diz: “Dois dias antes de morrer me disse: “Filha, a hora de minha morte chegou…” No dia em que morreu ficou sem poder falar desde a manhã. À tarde frei Antônio de Jesus, um dos primeiros descalços, me mandou fosse tomar alguma coisa. Nem bem tinha saído, a santa madre ficou desassossegada, volvendo os olhos. Pergunto ao frei se queria que eu voltasse, e por sinais me disse que sim. Chamaram-me e, ao ver-me, olhou-se sorrindo, mostrando-me tanta graça e afeto que me tomou as mãos e pôs sua cabeça entre meus braços, e neles a teve até que expirou
Por sua parte a Madre Maria de S. Francisco, monja do convento de Alba de Tormes, que presenciou sua morte, acrescenta, nas informações que se fizeram para a canonização, o seguinte: Perguntando-lhe o frei Antônio de Jesus se queria que levassem o corpo a Ávila, respondeu: “Jesus, é isso que pergunta, meu padre? Tenho que fazer eu coisa própria? Aqui não me farão a caridade de dar-me um pouco de terra?”
Na manhã seguinte, dia de São Francisco, às sete, deitou-se de lado como em geral pintam Madalena, o rosto voltado para as religiosas, com um Cristo nas mãos, o rosto muito belo e aceso, com tanta formosura que me pareceu não ter visto maior em minha vida, e não sei aonde foram parar as rugas, pois as tinha fartas por ser de idade avançada e por ter vivido muito enferma.
“Estando, assim orava, com grande quietude e paz, fazendo alguns sinais exteriores… e entregou sua alma ao Senhor, estando seu rosto em grande formosura e resplendor como um sol incendiado”.
Morreu Teresa de Ahumada aos 67 anos de idade, entre as nove e dez da noite de 4 de outubro de 1582. No aposento em que morreu se vê ainda hoje, através de uma janelinha que se abre no lado do Evangelho, na igreja das Descalças de Alba, onde repousa o seu corpo.
Foi sepultada e sobre seu corpo foi vertida grande quantidade de cal, para que se consumisse o quanto antes e não o levassem a Ávila, como temiam as monjas e os duques de Alba.
No ano de 1584, dois anos depois de sua morte, estando de visita o padre Gracián no convento de Alba, abriu-se o ataúde e acharam seu corpo são e inteiro como se tivesse sido enterrado naquela hora. Antes de voltar a exumar o corpo da santa madre lhe foi amputada a mão direita, que frei Gracián levou às carmelitas descalças de Lisboa. Esta relíquia passou depois ao convento de Baeza, e aí esteve até 1936, quando foi roubada pelos comunistas. O general Queipo de Llano a recuperou em Málaga e a entregou ao General Franco, ditador espanhol, guardando-a numa rica urna de prata, presente de D. Fernando VI e de sua esposa D. Bárbara de Bragança que, por sua vez, a colocou numa urna de mármore negro jaspeado. Por fim a mão voltou ao convento de Lisboa.
No ano de 1585 o Capítulo Geral dos Carmelitas Descalços decretou o translado do corpo da santa a São José de Ávila, translado que se verificou solenemente em 25 de novembro daquele mesmo ano. Não obstante, a instâncias do duque de Alba, conseguiram do Papa Sisto V que o corpo de Santa Teresa fosse devolvido ao convento de Alba de Tormes, devolução que foi levada a cabo a 23 de agosto de 1586. A santa reformadora, a abulense insigne, não podia permanecer em São José de Ávila; sua obra foi dignamente espanhola; foi a mística contemplativa que percorreu a Espanha com a fé e a alegria de sua vocação solene. A morte veio-lhe ao encontro por aqueles campos áridos e secos de Castilla para morrer sempre em casa porque sua casa eram todas as fundações.
Escrito por Equipe de comunicação www.provsjose.zip.net
Postado por dy às 20:07
Publicado em Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Fé Cristã e Mística, Moradas, O amor transmuda a dor..., Sacralidade | Tagged "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Solidariedade", "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, A Sacralidade no mundo, Amar é cuidar..., Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Cristianismo e esperança, e a teu próximo como a ti mesmo" (Jesus Cristo), Fé, Fé Cristã, Fé Cristã e Mística, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Liturgia - 04 de outubro - 27o. DOMINGO DO TEMPO COMUM (OCDS-Ordem dos Carmelitas Seculares-Província São José), Livre-Arbítrio, O Amor não cabe em um chip..., O amor rega o Jardim..., O amor transmuda a dor..., Oração: intimidade com Deus, Paz interior, São Francisco de Assis - Santa Teresa de Ávila - 04 de outubro (OCDS-Ordem dos Carmelitas Seculares), Superação | Deixar um comentário »
Por uma questão de espaço, acesse o novamente, ao final do post, o blog da Capelinha de Nossa Senhora de Nazaré – “Sobre São Miguel Arcanjo”, que traz a íntegra da Novena de São Miguel Arcanjo e dos Nove Coros d’Anjos, aprovada pelo papa Pio IX. No texto, logo abaixo, ele afirma:“Deus, na primeira luta, venceu, servindo-se do Arcanjo São Miguel, devemos, portanto, acreditar firmemente que a luta actual terminará triunfante e também, como outrora, com o socorro e ajuda deste Arcanjo bendito!”. Por admiração ao papa Leão XIII, publiquei o 5º dia, que é denominado “Exorcismo de Leão XIII”.
Acredito, por pesquisas que fui encontrando na internet, que a aparição de Nossa Senhora em Fátima tem estreita ligação com São Miguel Arcanjo, devido à batalha espiritual que ambos travaram, na Anunciação e no combate celeste, respectivamente. Jesus se referiu ao Maligno, dizendo que por esta razão veio até nós: para que os poderes das trevas não triunfassem sobre as criaturas de Deus. Devemos aprofundar mais este “elo espiritual” de Nossa Senhora e o Arcanjo São Miguel porque, a meu ver, envolve a minha, a nossa salvação em Cristo Jesus. São inúmeros os perigos a que nossa alma está exposta. Aguns são sutis, outros se mostram dramáticos, e pior, a maioria deles são insidiosos porque nos distraem da vontade de Deus… Santa Teresa de Jesus fala bastante da ameaça real de nem “merecermos” o purgatório das almas… A Eternidade será nossa companhia; o mundo passará…
Durante a minha infância lia, ou melhor, esquadrinhava o “Almanaque Santo Antônio” e outra publicação jesuíta “Anuário Inaciano”. Nestas leituras encantadoras descobri os relatos sobre as aparições de Nossa Senhor, em Fátima. Foram leituras inesquecíveis. Meu avô materno havia entrado para o seminário Cristo Rei, na região do Vale do Rio dos Sinos, mais especificamente em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Com sua saída para casar com minha avó, por certo comprou as publicações quando minha mãe e meu tio foram alfabetizados. Minha mãe buscou as novas publicações, por assinatura, nos anos posteriores. No início de minha adolescência assinou a “Revista Família Cristã”. Agradeço a ela por tais iniciativas (pelo que me lembro somente eu e ela líamos…). São tentativas de compor a bagagem religiosa dos filhos. Mulheres inteligentes, quando se tornam mães , põem em prática o que o Espírito Santo lhes sopra com sutileza… Para minhas irmãs bem mais novas e meu irmão não surtiu um contínuo e vivo interesse. É o que dizem: todos temos livre-arbítrio. Talvez passassem os olhos pelos anuários. Hoje, se fossem meu filhos, este gesto mínimo já me agradaria.
Havia notícias do mundo católico e textos, algumas bem antigos (história de santos, santas, do Padre João Baptista Reuss, por exemplo, me fascinavam…). Portanto, tive formação religiosa sólida através de minha mãe, que sempre recitou o Rosário.Há algum tempo, uma doença a pegou de surpresa, mas agora está praticamente recuperada. Que Deus a ilumine, a fortifique na Fé, que nos traz o discernimento, necessário a todos, e a abençoe. Amém. Afinal, ninguém, nem nada poderá nos afastar do Amor de Deus, como dizem os sacerdortes ao interpretarem as palavras das Escrituras Sagradas. Amém.
…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….
Fonte: Senhora da Nazaré – Capelinha de Nossa Senhora da Nazaré (Fátima – Portugal)
Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
“Quis ut Deus”
“Eu sou o chefe dos exércitos do Senhor” (Js 5,14)
“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande chefe, o protector dos filhos do seu povo. Será uma época de tal desolação, como jamais houve igual desde que as nações existem até aquele momento” (Dn 12,1)
“O chefe do reino persa resistiu-me durante vinte e um dias; porém Miguel, um dos principais chefes, veio em meu socorro” (Dn 10,13)
“Contra esses adversários não há ninguém que me defenda a não ser Miguel, vosso chefe” (Dn 10,22)
“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles.” (Ap 12,7-8)
“Ora, quando o Arcanjo Miguel discutia com o demónio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda” (Jd 1,9)
Disse o Papa Beato Pio IX: “São Miguel é quem tem maior capacidade para exterminar as forças malditas, filhas de satanás, que geraram a ruína da sociedade cristã”.
O Papa São Pio X disse: “Deus, na primeira luta, venceu, servindo-se do Arcanjo São Miguel, devemos, portanto, acreditar firmemente que a luta actual terminará triunfante e também, como outrora, com o socorro e ajuda deste Arcanjo bendito!”.
O Papa Pio XII proclamou em 08 de maio de 1940, que: “era urgente hoje, mais do que nunca, recorrer à protecção de São Miguel, lembrando que ele é o protector e o defensor da igreja e dos fiéis, o guardião do Paraíso, o apresentador das almas junto de DEUS; o Anjo da Paz e o Vencedor de satanás”.E no dia 08 de maio de 1945, fez novamente outro apelo: “Desfraldai o Estandarte do insigne Arcanjo, repeti o seu grito: QUEM É COMO DEUS?”.
São Francisco de Sales dizia: “A veneração a São Miguel é o maior remédio contra a rebeldia e a desobediência aos mandamentos de Deus, e contra o ateísmo, asceticismo e a infidelidade.” Precisamente, estes vícios são muitos evidentes nos nossos tempos. Mais do que nunca na nossa era actual necessitamos da ajuda de São Miguel a fim de mantermos fieis a Fé. O ateísmo e a falta de fé estão infiltrado todos os sectores da sociedade humana. É nossa missão como fieis católicos confessar nossa fé com valentia e gozo, e demonstrar com zelo nosso amor por Jesus Cristo”
E São Boaventura disse: “Nossa Senhora nos manda o Príncipe São Miguel com todos os Anjos, para que imediatamente os defenda das investiduras dos demónios e recebam as almas de todos os que a Ela continuamente se têm encomendado.”
Novena de São Miguel Arcanjo e dos Nove Coros d’Anjos
PRIMEIRO DIA (em honra aos Serafins)
SEGUNDO DIA (em honra aos Querubins)
TERCEIRO DIA (em honra aos Tronos)
QUARTO DIA (em honra das Dominações)
Publicada por Senhora da Nazaré.
Publicado em A Ciência pode nos transformar em robôs?, Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "A veneração a São Miguel é o maior remédio contra a rebeldia e a desobediência aos mandamentos de Deus" -São Francisco de Sales (Senhora de Nazaré-Portugal), "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Babel Inc.", "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Vida"-Santa Teresa de Jesus, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Civilização Ocidental e Transcendência, Corpos-zumbis são os robôs do futuro?, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, e a teu próximo como a ti mesmo" (Jesus Cristo), Fé, Humanidade perdida, Infância degradada, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O duelo entre o sagrado e o profano, O mundo é um lugar perigoso..., Oração: intimidade com Deus, São Miguel Arcanjo: Quem é como Deus? - Senhora de Nazaré - Portugal, Superação, Zumbis High-Tech | Deixar um comentário »
Os anjos que ficaram fiéis a Deus são os chamados anjos bons ou simplesmente: anjos. Dentre esses é que Deus escolhe nosso Anjo da Guarda, que é pessoal e exclusivo, cuja função é proteger-nos até o retorno da nossa alma à eternidade. Ele nos ampara e nos defende das dos perigos com que os espíritos maus nos tentam, na nossa vida terrena. “Porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos, eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90,11-12).
Os Anjos da Guarda estão repletos de dons e privilégios especiais, com uma missão insubstituível ao longo da criação. Eles possuem a natureza angélica espiritual, que é a síntese de toda a beleza e de todas as virtudes de Deus, por isso impossível de ser representada.
Deus confiou cada criatura a um Anjo da Guarda. Esta é uma verdade que está em várias páginas da Sagrada Escritura e na história das tradições da humanidade, sendo um dogma da Igreja Católica, atualmente também confirmado pelos teólogos. A devoção dos anjos é mais antiga até que a dos próprios santos, ganhando maior vigor na Idade Média, quando os monges solitários receberam a companhia dessas invisíveis criaturas, cuja presença era sentida nas suas vidas de silenciosa contemplação e íntima comunhão espiritual com Deus-Pai.
Todavia o Eterno Guardião, como o Anjo da Guarda também é chamado, tão solicitado e cuidado durante a infância, está totalmente esquecido no cotidiano do adulto, que, descuidando de sua exclusiva e própria companhia, não se apercebe mais de sua angélica presença. Mas este espírito puro continua vigilante, constante dos pensamentos e de todas as ações humanas.
O Anjo da Guarda é um ser mais perfeito e digno do que nós, criaturas humanas. Não podemos ignorá-lo. Devemos amá-lo, respeitá-lo e segui-lo, pois está sempre pronto a proteger-nos, animar e orientar, para cumprirmos a missão da vida terrena, trilhando o caminho de Cristo e, assim, ingressarmos na glória eterna.
O Catecismo da Igreja Católica nos orienta:
Quem são os anjos?
“Os anjos são criaturas puramente espirituais, incorpóreas, invisíveis e imortais, seres pessoais dotados de inteligência e de vontade. Estes, contemplando incessantemente a Deus face a face, glorificam-no, servem-no e são os seus mensageiros no cumprimento da missão de salvação, em prol de todos os homens”.
Como é que os anjos estão presentes na vida da Igreja?
“A Igreja une-se aos anjos para adorar a Deus, invoca a sua assistência e celebra liturgicamente a memória de alguns”.
“Que o teu anjo da guarda vele sempre por ti, seja o condutor que te guia pelo áspero caminho da vida. Que te proteja sempre na graça de Jesus, que te ampare com suas mãos. Que te proteja sob suas asas de todos os assédios do mundo, do demônio e da carne.
Deves muita devoção a esse bondoso anjo. Como é bom pensar que temos um espírito perto de nós, um espírito que, do berço até o túmulo, não nos deixa um só instante, nem mesmo quando ousamos pecar! Esse espírito celeste nos guia, nos protege, como um amigo, como um irmão.
Também é bom saber que esse anjo ora por nós sem cessar, oferece a Deus todas as boas ações e obras que fazemos, nossos pensamentos, nossos desejos, quando estão puros.
Não devemos nos esquecer desse companheiro invisível, sempre presente, sempre pronto a nos ouvir, e mais pronto ainda a nos consolar. Ó, sublime intimidade, ó bem-aventurada companhia, se soubéssemos compreendê-la! Deves conservá-lo sempre diante dos olhos da mente: lembra-te com freqüência da presença desse anjo, agradece-lhe, dirige a ele as tuas orações, sê para ele um bom companheiro. Abre-te e confia a ele os teus sofrimentos, tem receio de ofender a pureza do seu olhar. Tem consciência de sua presença e guarda-a bem na mente. Ele é tão delicado, tão sensível. Volta-te para ele nas horas de suprema angústia e experimentarás seus efeitos benéficos.
Nunca digas que estás sozinho na luta contra nossos inimigos. Nunca digas que não tens uma alma à qual podes te abrir e confiar-te. Seria um grande erro contra esse mensageiro celeste.”
(Pe. Pio, 1915)
“Miguel” que significa: “Quem como Deus?” é o defensor do Povo de Deus no tempo de angústia. É o padroeiro da Igreja universal e aquele que acompanha as almas dos mortos até o céu.
“Gabriel” – que significa “Deus é forte” ou “aquele que está na presença de Deus” – aparece no assim chamado evangelho da infância como mensageiro da Boa Nova do Reino de Deus, que já está presente na pessoa de Jesus de Nazaré, nascido de Maria. É ele quem anuncia o nascimento de João Baptista e de Jesus.
“Rafael”- que quer dizer “medicina dos deuses” ou “Deus cura” – foi o companheiro de viagem de Tobias. É o anjo benfazejo que acompanha o jovem Tobias desde Nínive até à Média; quem o defende dos perigos e patrocina o seu casamento com Sara. É ele quem tira da cegueira o velho Tobias.
De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças, porque ouvistes as palavras da minha boca. Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo. ( sl 137 )
Postado por Flos Carmeli às 18:56
Publicado em A Ciência pode nos transformar em robôs?, Castelo Interior, Civilização Ocidental e Transcendência, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, Fé Cristã e Mística, Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O amor transmuda a dor..., O duelo entre o sagrado e o profano, Sacralidade, Transcendência e Crise | Tagged "Ama a Deus Pai acima de tudo, "Babel Inc.", "Consolação", "Feliz o que Ama a Deus" (Poesias - Santa Teresa de Ávila), "Livro da Vida" - Santa Teresa de Ávila, "Nada te Turbe" (Santa Teresa de Jesus/de Ávila) - Sacralidade e Música, "Os anjos levam as nossas orações à bondade misericordiosa do Altíssimo" (São Francisco de Sales) - Flos carmeli, "Caminho de Perfeição" - Santa Teresa de Jesus, 29 de Setembro-Santos Arcanjos "Miguel"&"Gabriel"&"Rafael" (Flos Carmeli), Castelo Interior (S.Teresa de Ávila), Corpos-zumbis são os robôs do futuro?, Cristianismo e esperança, Cultura da indiferença, e a teu próximo como a ti mesmo" (Jesus Cristo), Fé Cristã, Jesus Cristo: renúncia ao ódio, Livre-Arbítrio, Mentes profanas e nada mais..., Moradas, O Amor não cabe em um chip..., O duelo entre o sagrado e o profano, O mundo é um lugar perigoso..., O vazio e o inefável, Oração: intimidade com Deus, Paz interior, Superação | Deixar um comentário »
Admiro, em especial este santo – São Vicente de Paulo, que horrorizado com a miséria de seu tempo – séc. XVII, na França, ainda que de origem muito pobre, estudou, e, com empenho extremo, até o dia de sua morte, alimentou os que viviam necessitados de tudo, isto é, na miséria. Acreditava que corpos sob a pressão da fome contínua, podem vir a enlouquecer pelo desamparo, ou se entregar, pelo caráter, ao roubo ou ao assassínio. É o que vemos hoje.
Qualquer um de nós pode imaginar o quanto a miséria absoluta afasta o pensamento da salvação da alma… Afinal, um ser humano que tem em mente nada mais que a sobrevivência do corpo, e deve, por obrigação alimentar uma família, obviamente, terá em seu horizonte a idéia quase fixa de que somente possui um corpo… Aliás, um corpo faminto.
O próprio São Vicente de Paulo menciona casos absurdos, que lembram os filmes de horror atuais, ou seja, pessoas que viviam na indigẽncia, ao vagarem enlouquecidas pelos becos de Paris, alimentavam-se de carne humana… Cozinhavam braços de crianças, que haviam perecido, por fome…
A fome é um obstáculo à transcendência. Ela persegue ainda a maior parte da Humanidade, principalmente crianças.
Fazemos a nossa parte, segundo nossas possibilidades? Mas podemos fazer mais que encaminhar doações a entidades de assistência aos necessitados – o que é importantíssimo! Certamente será possível alcançá-los através de nossas atividades profissionais. Nos EUA profissionais dedicam de uma a duas horas por semana ao voluntariado.