In Memoriam – Aluizio José da Mata
Confrade da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP)
Sete Lagoas (MG)
Fonte/imagem/artigo: http://www.diariocatolico.com.br/2011/01/faleceu-o-confrade-aluizio-jose-da-mata.html
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Logo abaixo, com tristeza, apresento a notícia do falecimento exatamente há um ano atrás, de meu amigo virtual e administrador da lista de oração “Texto-Meditação” – Aluizio da Mata, da qual fui assinante durante cinco anos. Lamentamos sua partida, mas temos o conforto que dele ter sido um homem bom, de Fé sólida, solidário e atuante como confrade da Ordem Secular Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), de Sete Lagoas, Minas Gerais. (LBN)
Fonte: http://www.maikol.com.br/
Confrade Aluizio José da Mata. Nascido em Cordisburgo-MG, em 19/06/1938. Vicentino há mais de 45 anos. Participou da SSVP, de Sete Lagoas (MG) e Prudente de Morais, estando atualmente militando na Conferência Nossa Senhora de Fátima, em São Gotardo-MG. Foi editor do jornal VOZ DO VICENTINO, durante 10 anos, do qual ainda é colunista. Participou como palestrante em Encontros de Noivos e em Encontros de Reflexão Cristã. Criou e modera dois Grupos: MIDIA VICENTINA (para o qual envia uma mensagem semanal voltada para as coisas da SSVP) e TEXTO PARA MEDITACAO (para o qual envia diariamente pequenos textos de vários autores). Casado, tem um casal de filhos e dois netos.
Nota do Padre Máikol:
Aluizio José da Mata, vicentino, foi colaborador semanal do site http://www.maikol.com.br/, clique em Aluizio.
Aluizio faleceu aos 27 de Janeiro de 2011.
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Último artigo, em janeiro de 2011…
MARIANA: NÃO DÁ PARA ESPERAR MAIS… – 13 janeiro 2011
Texto: Aluizio da Mata
Não sei se todos os que estão lendo este artigo, conhecem a história da Mariana.
Ela tem seus quatro anos de vida e tem lutado para mantê-la como uma guerreira. Portadora de leucemia, ela passou por todos os tratamentos necessários: quimioterapia, radioterapia, internações e mais internações, espera de um doador de medula óssea compatível…
E muitas orações.
Depois de vários meses, foi encontrado o doador que poderá salvar a sua vida. É um menino americano, cujo nome nem sabemos.
Depois de muitos preparos, exames e orações o transplante foi feito. A expectativa de que não houvesse rejeição do organismo que recebeu o transplante durou alguns dias e finalmente pôde-se dizer que ele teve o sucesso esperado. A medula da Mariana começou a funcionar.
Mas, aí vem o que ninguém esperava. De tantos remédios, de tantos tratamentos, de tantas internações, eis que o quadro físico da Mariana começa a cobrar e ela tem passado a maior parte do tempo sobrevivendo por meio de aparelhos, com as funções dos pulmões muito afetadas, rins sem funcionar, com muito sangramento interno, está toda inchada e drenos em muitas partes do corpo.
É muito sofrimento para uma menina que nem começou a viver direito. Não falo do sofrimento dos pais, parentes e amigos, pois seria desnecessário. Basta o sofrimento dela.
Agora mesmo fiquei sabendo que o pai dela, Érico, foi internado com comprometimento muito sério no fígado.
Aí vem o questionamento: Por que será que tudo isso está acontecendo?
Não tenho resposta e duvido que alguém a tenha.
Eu pensava em escrever um artigo sobre a Mariana quando ela deixasse o hospital, livre de todo esse pesadelo, mas não dá para esperar mais. Seu estado de saúde se agravou bastante.
A finalidade do artigo é de insistir no pedido de orações para ela e para todas as pessoas que estão na mesma situação. Não sei o que Deus tem reservado para ela, mas seja o que for, é preciso que tenhamos fé na misericórdia d’Ele. O pedido insistente de ajuda é válido. Jesus mesmo ensinou isto dizendo que uma pessoa que possa ajudar a outra ajudará mesmo que seja para se livrar do importuno. Como estava se referindo ao ser humano, imagine Deus recebendo nossos insistentes pedidos por uma pessoa doente…
A PARÁBOLA DA INSISTÊNCIA
Disse-lhes ainda Jesus: Qual dentre vós, tendo um amigo e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois um amigo meu, chegando de viagem, procurou-me e eu nada tenho que lhe oferecer. E o outro lhe responde lá de dentro, dizendo: a porta já está fechada e os meus filhos comigo já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos, por ser seu amigo, todavia o fará por causa da importunação, e lhe dará tudo o de que tiver necessidade (Lc 11, 5-8).
A compaixão pelo amigo cansado e faminto leva aquele homem a importunar seu amigo vizinho, em momento impróprio. O que o levara a tomar aquela atitude era a situação de grande necessidade do amigo? Ele não decide importunar pelo simples prazer de importunar, mas porque foi constrangido pela necessidade do amigo. Sua insistência foi sua vitória. Veja como esta parábola pode nos ajudar a sermos mais insistentes em nossa vida de oração.
Hoje à tarde, conversando com o confrade Obed, ele me relatou diversos casos que presenciou, onde a mão de Jesus se fez sentir para curar pessoas doentes. Mas, ele disse que sempre houve antes de cada cura muita fé nas orações interpostas.
Então, amigos católicos (Vicentinos, participantes de Grupos de Oração, participantes de Grupos na internet), membros de outras igrejas, está na hora de “importunarmos” o nosso Deus para que Ele derrame as graças necessárias para que o quadro clínico da Mariana seja revertido.
Jesus, que curou os leprosos, os coxos, os cegos e tantas outras pessoas que necessitavam de sua ajuda, volte seu olhar para a Mariana. Dê-lhe mais tempo de vida e encaminhe-a para ser um exemplo de Vossa misericórdia.
Amém.
SIMPLICIDADE VICENTINA – 9 janeiro 2011
Texto: Aluizio da Mata
Muitas coisas me encantam na Sociedade de São Vicente de Paulo. Uma delas é a simplicidade.
Uma pessoa que não seja vicentina e esteja acostumada a participar de reuniões de clubes sociais ou políticos há de estranhar, e muito, se assistir a uma reunião de uma de nossas Conferências Vicentinas.
Para começar, não verá tratamento diferenciado para qualquer pessoa, seja um médico, seja um mecânico, seja um grande empresário ou um dono de um pequeno comércio, seja um simples aposentado ou uma dona de casa. Todos são tratados igualmente.
Não há lugar de honra a ser ocupado por ninguém. Se alguém se senta à frente de todos é apenas para dirigir a reunião ou para ajudar o presidente nas tarefas de secretaria e tesouraria.
Todos os demais membros da conferência ficam sentados em cadeiras simples, às vezes até duras demais para corpos tão cansados da labuta do dia a dia. Ninguém se arvora a ser melhor do que qualquer dos confrades ou consócias. Não há diferença de tratamento, mesmo que a pessoa seja uma autoridade ou figura proeminente na sociedade civil. Uma prova do que estou falando vemos em momentos da reunião. Na chamada, os nomes são simplesmente os nomes. Nenhum título é colocado. A coleta financeira semanal é secreta, atitude sábia, pois ninguém sabe o que o outro colocou dentro da sacola. Todos os donativos entregues aos necessitados são em nome da Conferência, mesmo que ele tenha sido dado por um dos seus membros.
Talvez, as únicas pessoas que possam ter um tratamento um pouco diferenciado sejam os participantes do clero, não por sua causa pessoal, mas por representar Jesus perante a humanidade. Infelizmente, são poucas as ocasiões que eles nos visitam.
Em qualquer reunião de Conferência, nota-se a simplicidade em tudo. Se olharmos em volta de nós em uma das nossas reuniões semanais, veremos a maioria dos presentes com roupas simples, podemos até dizer, bem ao estilo das pessoas sem vaidades. Todos conversam entre si, antes e depois da reunião. Impera, na grande maioria das vezes, uma amizade sincera. Todos sentem prazer em encontrar alguém e bater aquele papinho.
A Sociedade de São Vicente de Paulo é uma entidade interessante, pois não procura se engrandecer. Não faz propaganda do seu trabalho semanal e, às vezes, até diário. Quase não se vê reportagem de rádio, televisão, jornal ou revista dando ciência à população do trabalho que fazemos. Nas grandes catástrofes, em qualquer parte do mundo, os Vicentinos estão presentes lá, ajudando; mas, ninguém é entrevistado. Nenhum confrade ou consócia tem seu retrato estampado na mídia.
Nessas ocasiões, muitas entidades e clubes de serviço fazem questão de lá comparecer, e isso é bom, pois a caridade não é monopólio de ninguém. Mas, normalmente, elas e eles são destacados pela mídia.
Outra coisa que a SSVP proporciona é a nossa satisfação em poder ajudar, não porque queiramos que haja pobres para efetuarmos o nosso apostolado, mas por sentir que somos úteis, sem esperar nenhum reconhecimento, já que “pobres sempre tereis convosco”, como disse Jesus.
A Sociedade de São Vicente de Paulo incorporou bem os ensinamentos de Jesus, principalmente aquele que diz: “Não saiba a tua mão esquerda o que fez a tua mão direita”, querendo dizer que a divulgação de toda ajuda feita ao necessitado já terá tido a sua recompensa, ao contrário daquela feita em silêncio, que terá a recompensa no Céu. Por ser uma entidade simples, que vive fazendo a caridade, tem ela a proteção de Deus e isso é garantia de que continuará existindo enquanto for movida pela caridade e pela simplicidade.
Texto de Aluizio José da Mata (Janeiro de 2011).
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Post publicado neste blog, em 10/04/2009.
Título: JESUS VEIO PARA CURAR O CORPO E A ALMA DOS QUE SOFREM E EM ESPÍRITO DE HUMILDADE O PROCURAM…
Lúcia Barden Nunes
O texto abaixo é de meu “amigo virtual”, em Cristo, o confrade Aluizio da Mata, da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP). Inscrevi-me há cinco anos em sua lista – “texto-meditação”, na web. Na época, suas reflexões e as de seus amigos e amigas colaboradoras católicos foram valiosas para mim. Nunca houve falha no envio. Ultimamente tenho tido dificuldades para ler as mensagens, que como ele mesmo diz são enviadas “aleatoriamente”. Vê a “mão do Espírito Santo” na escolha. Pouco racional, é verdade… Pergunto: a Ressurreição de Cristo é um acontecimento racional, lógico? Mesmo não sendo uma secular da Ordem Vicentina, valorizo-as, e guardo-as no” coração”. Afinal, por breves que sejam, são escritas por ele com disciplina e amor, e as adicionais acrescentam, consolam-nos em toda esta correria… Correria por correria, vou atrás do prejuízo, lendo-as com o carinho e cuidado que merecem. Aluizio da Mata, vicentino secular, mineiro, é casado com uma vicentina secular. Eles têm um casal de filhos e dois netos. Ela, que é chamada de consócia na SSVP, escreve para o “Jornal do Vicentino” sobre a vida dos santos e santas da Igreja Católica. O jornal é rodado em Sete Lagoas-MG. Até há algum tempo recebia o jornal da SSVP – a assinatura tem valor quase simbólico – e pelas informações, já que não faço parte como secular, sei o quanto se empenham em cumprir o “singelo”, mas comprometedor, mandamento de Jesus: “amar o próximo”. Ou seja: piedade, caridade… Esta Ordem Terceira remonta ao final do século XVII, na França. A Ordem dos consagrados foi fundada por São Vicente de Paulo, que nasceu em 1581, portanto um ano antes do falecimento de Santa Teresa de Ávila. Foi amigo pessoal de São Francisco de Sales. É “protetor” de meu ofício: os jornalistas o escolherem como santo patrono, por distribuir “panfletos” na tentativa de reconversão de duas cidades dominadas pelas idéias de Calvino. Em três anos, trouxe de volta para aIgreja Católica, após 90 anos, cerca de 33 mil protestantes calvinistas.As duas cidades eram Tonon e Chablais. Ele saudava Jesus assim: “Viva, Jesus!”.
JESUS VEIO PARA CURAR O CORPO E A ALMA DOS QUE SOFREM E EM ESPÍRITO DE HUMILDADE O PROCURAM… Por falar em Jesus, podemos dizer que veio para tirá-los da indigência – curou leprosos; curou doenças da alma que adoeciam os corpos, e vice-versa; alimentou famintos – e de todo o tipo… A propósito, penso que na doença do corpo, quando não vem a cura para o orante-pedinte, estamos diante do mesmo “Mistério” que envolve a cura milagrosa, comprovada por especialistas consagrados e leigos da Igreja. Nossa mente racionalista “pensa” que Deus, que é Onisciente, Onipotente e Onipresente – “raciocina” como nós, pobres mortais… Aluizio escreve logo abaixo algo em torno disto. Escreve inspirado em Jesus Cristo e no propósito de São Vicente de Paulo, que via na situação dos famintos, nos pobres um grande problema: a pobreza é uma tentação para a alma… De espírito resoluto, foi um sacerdote determinado a combater a pobreza de seu tempo. Via escândalo na fome, que havia chegado às raias do inimaginável na França, pré-moderna, levando às indústrias nascentes levas de camponeses. Mendigavam crianças e adultos, e no desatino da fome, muitos, no delírio da loucura, segundo São Vicente de Paulo, alimentavam-se da carne das crianças que sucumbiam nos guetos… Desculpem-me, mas quando soube disso fiquei chocada também… A fome decorrente da injustiça estrutural, do egoísmo é como um vento maligno que assola ao longo da história humana, cidades, países, continentes. Prestemos mais atenção no conceito de globalização, que já é uma realidade. A pobreza está ampliando suas fronteiras novamente. Li há pouco que 24% das crianças italianas são chamadas de “novos pobres”, no sul da Itália. Em Roma e Veneza, o arcebispo Marcelo Ricca não aceita a aplicação de multas de 50 a 100 euros aos que mendigam nas cidades de Roma e Veneza. Para o setor público isto causa “transtorno” aos turistas… Ele acredita que há o perigo de não querer “ver” a mendicância como resultado da desestruturação dos tecidos sociais. Percebe o perigo da indiferença e lembra o direito de qualquer pessoa pedir ajuda em situação de fome, frio. O arcebispo não quer falar, mas esta deterioração é provocada por “reengenharias” político-econômicas impostas pela, ao que parece, irreversível globalização. (LBN)
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A CRUZ DE CADA UM: SOFRER PELOS OUTROS
Aluizio da Mata
Algumas igrejas criticam a Igreja Católica por pregar aos seus fiéis seguirem o exemplo de Jesus de sofrer com alegria por si próprios e pelos irmãos necessitados. Pregam uma vida isenta de sofrimento, cheia de alegria e felicidade. Falam que Jesus não é um ser morto, referindo-se aos crucifixos tão caros ao Católicos. A figura do Cristo crucificado é apenas a lembrança do que Ele sofreu por nós. A Sua vida não foi só de alegria, de bons momentos, de felicidade. Ele teve momentos de angústia, de decepções, sofreu traições, como qualquer um de nós tem durante nossa vida. A sua vida não foi só de alegrias. Por fim, se Ele teve que morrer em uma cruz, um motivo havia. Tudo isto não aconteceu apenas para fazer dele uma figura de “coitadinho”. Cada um de nós acha que a cruz que carregamos é pesada demais, mas não nos lembramos de compará-la à cruz espiritual de Jesus Maria e a cruz física do Filho de Deus. Deus não é incoerente. Como poderia Ele desejar que assim fosse e mandasse seu Filho para sofrer o que sofreu? Jesus não precisaria passar pelos sofrimentos que passou durante sua vida e muito menos os sofridos na Semana da Paixão. Se Deus quisesse que Jesus cumprisse sua missão de anunciar o Reino e realizar a Obra da Salvação, poderia fazê-lo de outra maneira. Poderia mandar o seu Filho isento de passar por qualquer sofrimento. Faria com que apenas os seus ensinamentos pela palavra valessem para o cumprimento da Missão. Mas, se não acreditamos nem da maneira que aconteceu, como iríamos acreditar se Ele apenas falasse? Nós é que somos incoerentes. A Cruz de Cristo não foi em vão. E nem a nossa também deve ser. Fiquemos com a Santíssima Trindade e com Maria Santíssima, Aquela que depois de Jesus, teve que viver a maior de todas as cruzes.
(Aluizio da Mata – 2009)
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Para complentar, leia mais sobre a Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP) – 2009
Fonte: http://www.geocities.com/cmgvssvp/caract.htm#espiritualidade
ESPIRITUALIDADE VICENTINA
Os vicentinos procuram, pela oração, mediante a Sagrada Escritura, e fidelidade aos ensinamentos da Igreja, dar testemunho do amor de Cristo, em suas relações com os menos favorecidos, bem como nos diversos aspectos de sua vida cotidiana. Essa espiritualidade fundamenta-se nos textos bíblicos. São quatro seus principais pilares de sustentação:
1. O serviço do pobre é o serviço do próprio Cristo: O mandamento supremo da lei é amar a Deus, sobre todas as coisas e de todo coração, e ao próximo, como a si mesmo. “Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (João 13,35). Cristo fez questão de participar deste mandamento de amor ao próximo, identificando-se pelo vínculo da caridade, como os irmãos humildes. “Todas as vezes que fizestes isto a um de meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mateus 25,40). O amor ao próximo está intimamente unido ao amor de Deus, pelo exercício da caridade. A recompensa da caridade está além das satisfações terrenas, pois está regiamente recompensada no plano divino. “Vinde, benditos de meu pai; possui o reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome, e deste-me de comer; tive sede…” (Mateus 25,34-36).
2. A fé sem obras é inútil à salvação: “Que aproveitará, meus irmãos, se alguém diz que tem fé e não tem obras? (…) A fé, se não tiver obras, é morta em si mesma” (Tiago 2,14-17). A prática do evangelho é a caridade.
3. As obras sem caridade nada adiantarão para a nossa salvação. “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa, ou como um címbalo que tine… E ainda que eu distribua todos os meus bens no sustento dos pobres e entregasse meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, nada disto me aproveitaria” (I Coríntios 13,1-3). Nada adianta a obra feita por filantropia, onde não é motivada pela caridade.
4. Dar testemunho do amor de Cristo: “Se me amais, observais os meus mandamentos…” (João 14,15) e “Assim brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas obras e glorifiquem o vosso pai, que está nos céus” (Mateus 5,16). Os vicentinos devem preocupar-se em transformar o evangelho em obras e imprimir fé aos atos que praticam, para que deles irradie amor que tem a Cristo.
A POBREZA E O VICENTINO
Como pretendemos ditar leis aos pobres ou julgá-los, se nunca experimentamos os suplícios da miséria, provações que ela impõe e o desvirtuamento moral que ela, por vezes, provoca, até mesmo nos homens mais equilibrados? Cristo jamais condenou um só indivíduo sequer, pelo contrário, perdoava e coloca-se a serviço de todos. Imitemos, pois, o exemplo do Mestre.






OREMOS COM FÉ:



